De fato a pedagogia empresarial não é explorada por algumas faculdades. Não todas, pois temos tido a oportunidade de trabalhar junto com algumas que já vislumbram que o pedagogo não é exclusividade das salas de aula. Nós temos orientado coordenadores de curso e ministrado palestras e várias delas.

Conforme a Profa. Maria Luiza diz: “Tanto a Empresa como a Pedagogia agem em direção à realização de ideais e objetivos definidos, no trabalho de provocar mudanças no comportamento das pessoas. Esse processo de mudança provocada, no comportamento das pessoas em direção a um objetivo, chama-se aprendizagem e aprendizagem é a especialidade da Pedagogia e do Pedagogo.” (Lições de Pedagogia Empresarial)
Para estagiar em algumas empresas, você ainda vai encontrar certa resistência muito mais por ignorância do que preconceito. Essa ignorância nós atribuímos também aos pedagogos, que nunca se interessaram por se apresentar para outras atividades que não fossem nas escolas.
A resistência não é só contra os pedagogos… É só dar uma olhada nas filas de desempregados. Um artigo na Revista Época n. 481, Ricardo Neves propõe uma “solução melhor que enviar currículo“, e que coincide com as orientações que temos dado para introduzir a pedagogia numa empresa qualquer.
Entre outras coisas ele conta mais ou menos assim: “Decidi então mudar a tática. Usei a internet para pesquisar empresas de que gostava ou aquelas que tinham produtos relacionados a minha experiência. Selecionei inicialmente 20 empresas. Ao final, me concentrei em cinco, uma em cada segmento. Em vez de enviar meu currículo, mandei um e-mail com um estudo de mercado que elaborei para cada empresa. Minha análise incluía novas oportunidades de negócio, brechas que eu antevia em relação aos concorrentes, novos produtos que poderiam ser lançados ou reconfigurados. Junto, seguia minha proposta de trabalho”.
Sim, nós temos que mudar a abordagem.
Na segunda-feira, 10.02.2008, o programa Roda Viva, da TV Cultura, apresentou uma entrevista com o Amit Goswami, físico indiano, radicado nos E.U.A. Dentre tantas coisas, uma delas me chamou a atenção e quero compartilhar com você. Ao ser questionado sobre a falta de debates sobre física quântica, Amit Goswami responde:
“Infelizmente, o confronto não é o estilo recomendado pela visão de mundo que tenho. E a visão de mundo que explica a física quântica, e que agora parece explicar muitos fenômenos inexplicados e que nem podem ser abordados pela visão de mundo materialista. Esta é uma abordagem muito amigável, inclusiva.
Eu não acho que bater de frente em debates com cientistas específicos fará alguma coisa a favor da nossa causa de mudança de paradigma. O paradigma será mudado a partir do peso das evidências a favor dele.”
Avante!


Trabalho em uma empresa que utiliza recursos de Tecnologia da Informação (TI) para inplantar educação a distancia em escolas públicas, em parceria com o governo. A empresa é legalizada e tem CNPJ, mas não é autorizada pelo MEC. Eu trabalho, confeccionando cursos para educação profissionalizantes, corrigindo conteúdo, elaborando projetos de cursos etc. Minha dúvida é a seguinte: Sou graduada, mas sou contratada como Consultora Técnica Pedagógica. Existe esse cargo? Qual é a carga horária e o piso salarial? Eu posso ser contratada como Pedagoga empresarial? Qual é a carga horária e o piso salarial? Existe alguma lei sobre isso? Podem me enviar? Obrigada, aguardo o contato.
Daniela,
Tuas questões suscitam um novo artigo. É bom esclarecer! Nós trabalhamos com consultoria em relações humanas. Fazemos consultoria de negócios porque acreditamos que o trabalho é uma forma de oração. Acreditamos que o Criador se realiza nas suas criaturas feitas à imagem e semelhança através do trabalho. Fazemos planejamento estratégico, porque não se chega a lugar nenhum sem saber de onde vem e para onde vai. Simplificamos o marketing e as vendas, porque ajudamos as pessoas a serem felizes. Atendemos pessoas físicas e jurídicas, cansadas da mesmice, em busca de uma condição melhor de trabalho, em busca de um ambiente harmônico e integrado onde possam sentir-se verdadeiramente úteis e satisfeitos consigo mesmos, e, então, ganhar mais. Não entendemos desse negócio de piso salarial, legislação trabalhista e tributária. Melhor você procurar um profissional especializado nessa área.
Sucesso!
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