Coaching
Tem sido mais fácil dizer o que coaching não é do que dizer precisamente o que é – não é treinamento de atletas, não é consultoria, não é tutoria, não é psicoterapia, aconselhamento também não… Não, não é aconselhamento.
Coaching se distingue de outras atividades profissionais, tais como ensino, gestão e administração, aconselhamento, consultoria, mediação ou tutoria porque seu contexto difere destas outras atividades: O coach não tem responsabilidade, crédito nem autoridade sobre o comportamento do cliente, e não é dono do resultado. Coaching não é uma profissão estabelecida, é uma forma de prestar serviços, compartilhar experiência, habilidade, prática em alguma ciência ou arte.
Os coaches são agentes de mudança que servem aos interesses dos seus clientes. A definição de coaching pelas Federações Internacionais de Coaching reconhece este foco nos interesses do cliente: Coaches são treinados para ouvir, observar e personalizar a sua abordagem às necessidades individuais do cliente. Eles pretendem obter soluções e estratégias do cliente, pois eles acreditam que o cliente é naturalmente criativo e inventivo. O trabalho do coach é dar suporte para melhorar as competências, recursos e criatividade que o cliente já tem.
Para entender a imagem que deu origem ao conceito.
Coaching é o gerúndio de coach que, enquanto substantivo quer dizer instrutor ou treinador de atletas (ou o cocheiro, aquele que conduz a carruagem), um tutor que dá aulas especializadas.
A maior integração global proporcionou ver os conflitos sociais e políticos e fizeram-nos entender que as sociedades ocidentais não atingiram o equilíbrio até então prometido pelo progresso científico. O paradigma mecanicista passou a ser questionado, até por causa dos avanços científicos e tecnológicos.
Entendemos os aspectos mentais do desempenho dos atletas de elite e reconhecemos os elementos do processo de mudança gastos na nossa capacidade de otimizar o desempenho em muitas áreas. A Psicologia e teoria da aprendizagem foram liberadas de seus espartilhos comportamentalistas pela revolução do conhecimento que se aproximou da mente como um ingrediente ativo. Psicologia positiva e conceitos relacionados à inteligência emocional nos moveram para além de ver a saúde como mera ausência de doença. E a teoria da gestão abraçou a colaboração e a liderança, a fim de ir além do hierárquico beco sem saída. Todos esses “pilares” reforçaram a comunidade e o contexto, o holismo, a importância da subjetividade, da reconstrução do conhecimento, e a participação colaborativa.
A globalizações tem estimulado a abertura de perspectivas e os reconhecimentos que o mesmo evento pode ser interpretado de forma diferente por diferentes participantes.
Qual é a questão?
Os clientes vêm ao choach, porque eles querem ajuda para efetuar mudanças. Estas não são as mudanças físicas, como as que poderíamos obter ao ir a um cabeleireiro ou um cirurgião plástico. Assim, os coaches se encaixam na categoria geral de “agentes de mudança psicossocial”.
Outros agentes de mudança não-física, como vendedores, querem que mudemos nosso comportamento de compra, e os advogados recomendam-nos como fazer as coisas de forma diferente, mas os coaches não estão na categoria comercial ou perito como esses agentes de mudança. E há agentes de mudança, como negociadores, propagandistas, e a polícia que usam coerção ou manipulação para induzir a mudança, também ao contrário de coaches. Coaches são agentes construtivos, facilitadores de mudanças como terapeutas, conselheiros, assistentes sociais, religiosos, pedagogos.
Coaching surgiu como uma prática em resposta a um mundo em mudança rápida, uma mudança de paradigma em várias disciplinas. O pós-modernismo rejeita o positivismo lógico, especialmente a idéia de que existe uma verdade objetiva que pode ser determinada por um observador neutro. Nesta perspectiva, não existe tal coisa como um observador neutro. A pesquisa, depois o furacão social da década de 1960, desconstrói os pressupostos da linguagem e de ação que ignoram a experiência subjetiva, e valoriza a manifestação através dos atos e atitudes do dia-a-dia. Porque o trabalho é um aspecto muito importante de quem nós somos!
Coaching é um contexto, uma metáfora que possibilita a mudança de onde uma pessoa está para onde ela quer chegar, de quem ela é para quem ela quer ser. Coaching profissional estourou no final do século 20 – “Não, não é basquete, futebol, ou atletismo! — para se tornar uma ferramenta valiosa…



[...] Coaching para todos [...]
[...] Coaching é um processo, com início, meio e fim, definido em comum acordo entre o profissional e o cliente de acordo com a meta desejada pelo cliente, onde o coach orienta o cliente na busca de realizar metas de curto, médio e longo prazo, através da identificação e uso das próprias competências desenvolvidas. [...]