A feira e os seres humanos
Na semana passada visitei uma feira de artesanato, dessas que existem em todas as cidades do mundo, com barraquinhas, com pessoas falando muito, gritando para chamar a atenção, e etc. Parece que o ser humano tem verdadeira necessidade de “feirar”. O fenômeno da feira é tão antigo quanto o homo sapiens. O comportamento das pessoas nessas feiras é peculiar. Vale a pena visitar uma feira. Qualquer feira é boa, mas as menores são mais originais. O comportamento das pessoas é o mesmo, seja numa Condex, seja num Salão do Automóvel, seja numa feira de bairro, ou nessas de artesanato como aquela que eu visitei na semana passada.
São muitas feiras acontecendo ao mesmo tempo e todas elas cheias de gente. Eu recebi convites para 24 feiras diferentes em julho e 32 feiras diferentes em agosto, que vão desde a “Feira de serviços Financeiros, Crédito, Seguros, Investimentos e Mercado de Capitais para Micro, Pequenas e Médias Empresas (Finexpo)”, de 17 a 19 de julho de 2000, no Expo Center Norte, São Paulo/SP; até a “Feira de Negócios da Comunidade Evangélica (Fenoc)”, de 12 a 15 de agosto de 2000, no Pavilhão de Exposições Mart Center, São Paulo, SP; Passando pelo “Agrobusiness”, de 27 a 29 de julho em Arapongas/PR.
Aí eu resolvi perguntar para alguns dos “barraqueiro” como estavam os negócios na feira. E recebi todas as respostas possíveis: “Xiiih! Não vendi nada até agora.” disse um; “Ah! Estou recebendo até encomendas.” respondeu outro. Isso na mesma feira. Qual é a diferença? O que é que faz com que uma barraquinha de artesanato venda mais do que a quantidade que levou, e a outra não venda nada? Será que acontece a mesma coisa entre as grandes empresas também? Será que é por causa do tal do atendimento ao cliente? Benchmarking? ABC? 5S? ISO?…
Não meus amigos. Não é nenhuma dessas teorias modernas ou antigas que faz a diferença. Da próxima vez que você for a uma feira preste atenção e veja que o que faz a diferença é o Entusiasmo, é a energia do Prazer, a força da Vontade, que contagia, motiva e estimula.
Pense nisto “and do it now”.
Felicidades.

[...] Depois dos antigos “armazéns de secos e molhados”, com balcão que separava o freguês da mercadoria desejada e que precisava pedir ao vendedor, do outro lado, que pegasse ou pesasse os alimentos que comprava… Nas últimas décadas do século XX, a necessidade, de satisfazer o freguês, cada vez mais, estimulou a criação das lojas de auto-serviço, dando-lhe liberdade de escolher suas mercadorias preferidas. [...]