Teia EFEeerreeneaenedea,
Queuaenedeo ceoeneveerreesseaemeoesse esseobeerree eesseceerreeveeerre oesse eneoemeeesse deaesse eneoteaesse…
Tia Fernanda,
Quando conversamos sobre escrever os nomes das notas…
Tudo começou porque vi no caderno de flauta da minha filha os nomes das notas escritos sobre as notas na partitura. Procurei a coordenação da escola porque percebi a qualidade da atenção que se dá ao ensino da música, que é proporcional ao conhecimento que se tem da ferramenta pedagógica e dos efeitos na formação de seres humanos.
O argumento que apresentei é que quando nos ensinaram a ler e a escrever com esta nossa grafia, simplemente nos apresentaram um caracter gráfico e disseram-nos seu nome, e sua função foi sendo agregada cognitivamente com o uso, com a prática. Por isso ninguém escreve como eu escrevi no alto deste texto, soletrando. Da mesma maneira quando se ensina a ler partituras, o processo mais eficiente, o caminho mais curto, mais lógico é o mesmo.
Assim, da mesma forma que um “C” é um “C”, e não um “CE”, um Dó tem a sua grafia própria.
A música tem seu valor como atividade lúdica sim e pode ser considerada como diversão e fonte de prazer, ou pode ainda ser considerada como ferramenta de formação, promoção e valorização do ser humano.
É uma ilusão e um erro filosófico pensar que se deva ensinar música somente para formar músicos. Para ser um historiador de arte, não é necessário pintar; para estudar poesia, não é necessário ser um poeta; e podemos estudar música sem tocar um instrumento. Assim, quando se aprende a ler partitura não se aprende música. Música é o momento em que o músico toca. Fora desse momento não tem música. Partitura é projeto de música e disco é apenas um traço do que já foi música, segundo Malcolm Braff. (O pianista e compositor Malcolm Persson Braff nasceu no Brasil, morou onze anos no Senegal e vive na Suíça desde o início da adolescência.)
No mundo globalizado o conhecimento de outro idioma passa a ser condição de sobrevivência. Não podemos nos dar ao luxo de não conhecer outro idioma, tanto na forma falada, quanto na forma escrita. O ensino da escrita musical, na medida em que predispõe para uma outra maneira de ler e de escrever, uma outra razão de pensar, não linear, e de entender uma mensagem, contribui muito para o aprendizado de qualquer outra língua, de aprender como pensa outra cultura, como pensar diferente de como pensamos hoje. Porque do jeito como pensamos só chegaremos onde já estamos.
“…perché del manetenersi della musica nei comportamenti dell’uomo attraverso l’evoluzione hanno portato alla produzione di alcune ipotesi, tra le quali ricordiamo la funzione di coesione sociale (la musica può dare un contributo incrementando la capacità di compiere azioni coordinate collettive finalizzate ad un obiettivo comune), di rafforzamento del gruppo (la musica può facilitare la coordinazione del lavoro del gruppo nello strutturare la difesa dai predatori o nel preparare un attacco), di selezione sessuale naturale (nel mondo animale la capacità di esibire particolari piumaggi o comportamenti atti a dimostrare una buona capacità fisica aumenta le probabilità di accoppiamento, così nell’uomo la capacità di produrre musica), e così via (per approfondire, vedi Moretti e Nistri, HYPERLINK “http://www.neuroscienze.net/index.asp?cat=idart&arid=469″“L’Uomo Artista”, Ed. Idest, 2004). Biomusicologia – Editoriale; di: Francesco Albanese
A música, estimula o surgimento de novas idéias e visões, contribui para a disciplina, tanto individual, quanto na vivência em grupo, desperta o jovem para o mundo, mostrando as belezas criadas por Deus. É imanente ao ser humano, ou seja, todos possuem habilidade musical, apenas deve ser estimulada na hora exata.
A música é uma lingua universal e tem o mesmo valor do ensino de outro idioma:
“… Actually, many researchers want do discover why music is present in all human cultures of the world. We think music is directly connected with language, especially with spoken language. According to a phylogenetic investigation we believe that verbal language is an evolution consequence of gesture and sound. In our opinion we face three-points of the same structure of evolution: gesture-sound-word (Napoli Marcello, Bertirotti A., 2004, in print). This research context, studying music role inside language and especially spoken language is at least asking ourselves what music is.
Music has an ambivalent relationship with human language. Every question on sound and its role for human evolution involves the two major vocal communication systems: music and spoken language.
The language/music relationship can be considered on many levels of analysis. Music and language are connected to each other on evolutionary terms. …” (Theoretical Aims on Music for Prosody in Speech Therapy Setting. An Evolutionary Perspective, di: Alessandro Bertirotti)
A música é irmã da matemática porque a música envolve proporções, frações e seqüências – tudo o quê, está subjacente ao raciocínio matemático.
“Aprender música pode ajudar crianças a terem melhor desempenho em matemática. Quando um pesquisador numa recente conferência em Nova Iorque trouxe à tona esses estudos, ele obteve um auditório cheio de risadas (era o óbvio). Ainda assim, esse elo, reportado em 1997 por Gordon Shaw, Irvine, e Frances Rauscher na Universidade de Wisconsin, continua válido. No ano passado, Shaw comparou três grupos de alunos da segunda série: 26 tiveram aula de piano mais prática com um videogame de matemática; 29 receberam aulas extras de inglês mais o jogo matemático e 28 não tiveram nenhuma aula especial. Após quatro meses, as crianças que recebiam aulas de piano, apresentaram resultados de 15% a 41% superiores em testes de proporções e frações do que as outras crianças. Este ano, Shaw reportou que a música pode ajudar a superar o hiato socioeconômico. Ele comparou alunos de segunda série do Distrito Central (mais pobre) de Los Angeles, com alunos de quarta e quinta séries do condado de maior renda, de Orange, na Califórnia. Após um ano, os alunos de segunda série que receberam aulas de piano duas vezes por semana na escola, apresentaram desempenho em testes de matemática, tão bom quanto os alunos que não tiveram aulas de música, da quarta série; e metade dos alunos da segunda série, apresentou um desempenho igual aos da quinta série.” (A Música na Mente (By Sharon Begley). Tradução de trecho da revista NEWSWEEK de 24 de julho de 2000 – da seção SOCIEDADE & A ARTE).
A música também é irmã da educação física porque desenvolve fisicamente o linha-tronco que conecta os dois emisférios cerebrais.
“O cérebro parece ser uma esponja para a música e, como uma esponja na água, é mudado por ela. Os hemisférios direito e esquerdo do cérebro são conectados por uma grande linha-tronco chamado corpus callosum. Quando compararam os corpus callosum de trinta músicos profissionais de piano e de cordas, com os de trinta indivíduos que não eram músicos, pesquisadores liderados por Dr. Gottfried Schlaug do Centro Médico Beth Israel Deaconess em Boston, descobriram diferenças marcantes. A parte frontal deste grosso cabo neurônico é maior em músicos, especialmente se eles iniciaram seus treinamento, antes da idade de sete anos. A parte frontal do corpus callosum conecta os dois lados do córtex pré-motor, onde as ações são mapeadas antes de elas serem executadas. “Estas conexões são críticas para a rápida coordenação de movimentos ambidestros”, tais como aqueles que as mãos dos pianistas executam no movimento de allegro, diz Schlaug. A via expressa neural conectando os lados direito e esquerdo do cérebro podem explicar alguma coisa a mais, também. O lado direito é ligado à emoção, o esquerdo à cognição. Os maiores músicos, é claro, não são somente mestres na técnica mas também adeptos em fundir sua atuação com a emoção. Talvez esta seja a razão.” (A Música na Mente (By Sharon Begley). Tradução de trecho da revista NEWSWEEK de 24 de julho de 2000 – da seção SOCIEDADE & A ARTE)
O cérebro também precisa de exercício. Assim como o corpo precisa de movimento para manter os músculos fortes, o cérebro requer exercício para preservar a flexibilidade do sistema nervoso e desenvolver a capacidade de raciocínio.
“É uma questão de demanda: se você usa os neurônios, eles são mantidos; se não usa, eles simplesmente se perdem”, constata HYPERLINK “http://cecae.usp.br/”Gilberto Xavier, pesquisdor e professor da HYPERLINK “http://www.usp.br/”USP, que fez doutorado em psicologia no Brasil, pós-doutorado na Inglaterra e na Dinamarca e, há vários anos estuda a relação entre o funcionamento cerebral e os tipos de memória. Ele explica que o cérebro é uma estrutura flexível e dinâmica, composta de bilhões de neurônios. Cada um desses neurônios recebe projeções de outros 10 mil e se projeta para mais 10 mil aproximadamente, o que resulta num número infinito de arranjos possíveis. É nessa rede de interconexões, formada em função da história de vida e dos estímulos recebidos, que se estabelecem as bases da personalidade de cada indivíduo – sua forma de pensar, de sentir e de encarar o mundo.” (Artigo publicado no “LHYPERLINK “http://www.livcultura.com.br/”ivraria Cultura NEWS” – n.º 76 – 1999.)
O ensino da música nas escolas não carece de notas ou avaliações porque, como dizia Adam Smith, preço e valor são funções distintas e muitas vezes não se relacionam entre si, ou seja, o que tem valor não tem preço. Ouso dizer que a música pode cumprir todos os artigos, dos fins e dos objetivos, dos Regimentos Escolares, como por exemplo:
…, está a serviço das necessidades e características de desenvolvimento e aprendizagem dos educandos, independentemente de sexo, etnia, cor, situação sócio-econômica, credo religioso e ideologia política, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana e contrário a qualquer forma de preconceito ou discriminação.
…, tem por finalidade promover o desenvolvimento integral da criança, complementando a ação da família e da comunidade.
…, tem por objetivo geral assegurar à criança atividades curriculares estimuladoras proporcionando condições adequadas para promover o bem-estar e o desenvolvimento da criança, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual, linguístico, moral e social, mediante a ampliação de suas experiências e o estímulo ao interesse pelo conhecimento do ser humano, da natureza e da sociedade.
…, além do objetivo geral e dos previstos na Constituição da República Federativa do Brasil, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB, nº 9394/96, na Declaração Universal dos Direitos da Criança e no Estatuto da Criança e do Adolescente, tem ainda os seguintes objetivos específicos:
I – criar um ambiente favorável ao desenvolvimento e ao ajustamento social e afetivo:
II – propiciar à criança o desenvolvimento da criatividade, especialmente como elemento de auto-preservação;
III – proporcionar à criança seu desenvolvimento individual para que ela tenha capacidade de estabelecer novas relações entre situações já vivenciadas e as que serão apresentadas e nas quais deverá se integrar;
IV – estimular a curiosidade, a iniciativa e a independência da criança;
V- desenvolver a psicomotricidade que favoreça o desenvolvimento da personalidade e melhor preparar para o aprendizado da leitura e da escrita;
VI – promover iniciação à matemática e ao pensamento científico;
VII – propiciar o desenvolvimento de hábitos de asseio, ordem, economia e iniciativa;
VIII – semear virtudes cívicas, sociais e morais que conduzam ao amor à Pátria, ao bem comum, bem como o respeito aos seus semelhantes e à natureza;
IX – promover o senso de auto-disciplina consciente;
X – propiciar o desenvolvimento de habilidades específicas para a eficiência da aprendizagem na escola de ensino fundamental;
XI – possibilitar o diagnóstico oportuno e preventivo das deficiências do desenvolvimento da criança, orientando e encaminhando a profissionais especializados.
Peço desculpas pela arrogância e presunção, pois não quero fazer parecer que o ensino de música nas escolas seja mais (nem menos) importante que qualquer outra disciplina, mas sim, quero me colocar a disposição dos professores, pais e alunos para melhor aproveitar uma ferramenta que oferece mais do que utilidade para a construção de um mundo bem melhor.
“Arte nas empresa
Você já parou para pensar qual é o fascínio que a arte, e os artistas, exercem sobre cada um de nós? Nestes tempos conturbados, de alta velocidade, os computadores invadindo os lares, os bares e as empresas, o homem passa a ter outra importância.
Sabemos que não basta cursar uma boa faculdade. Os dirigentes de Harvard e de Oxford criticam incessantemente sua postura e sua utilidade para este “novo” mundo que se apresenta para nós.
Soube uma escola de criatividade na Itália, que reúne profissionais de áreas as mais diferentes possíveis. São médicos, arquitetos, advogados, banqueiros, industriais, altos funcionários de governo, artistas, juntos numa sala, uma vez por semana, durante um ano, para um curso de pós-graduação em criatividade. Solução prática! E isso não tem nada a ver com lazer. Esses profissionais vão desenvolver a sua criatividade para colocar em prática na solução de problemas de todos os tamanho, em suas respectivas áreas de trabalho.
Durante muitos anos estivemos amarrados às teorias de Taylor, Ford e Faiol, sem questionarmos o porque é que deram certo para eles, naquela época. No começo deste século, o povo não conhecia muita coisa além do armazém da esquina ou do pharmaceutico que lhes aliviava as dores com vomitórios, purgantes e sangrias. Parece que hoje é um pouco diferente. É! O mundo mudou. O homem caminha, corre, para um mudo desconhecido onde a única coisa certa é a incerteza.
Percebendo as coisas do mundo
É aí que entra a arte. Pela arte, através do artista, desenvolvemos a sensibilidade e ampliamos a percepção das coisas do mundo que nos cercam. Assim como o jogo do xadrez desenvolve o raciocínio, a arte nos aproxima do desconhecido e amplia a capacidade de “receber” idéias que, quando acionadas, darão a agilidade necessária para fazer acontecer o que desejamos.
Ouvir boa música, apreciar pinturas, esculturas, assistir a peças de teatro, ou cinema (mesmo que seja em casa), é tão importante quanto ler bons livros. É impressionante a quantidade de boas idéias que você poderá ter para a sua empresa, assistindo a uma ópera ou ouvindo a uma orquestra sinfônica. ( HYPERLINK “http://www.mh.etc.br/9904a_arteempresa.htm” http://www.mh.etc.br/9904a_arteempresa.htm)
E para finalizar…
“The usual change of conscience is a present experience in the 90% of human societies (Bourguignon, 1986); and can be considered part of psychological heritage and the main need of that “ceremonial animal” that is the man (Wittegenstein,1975).
Many important historical personalities were familiar with the music spiritual language as a privileged means of communication with the divinity. Thinkers and philosophers such as Pitagora and Kierkegaard, musicians such as Mozart (who composed masonic music) the Russian Skryabin (who, at the beginning of the twentieth-century, was inspired by blavatsy teosophy and steiner) and many other classical musicians (such as Bach, Beethoven, Liszt…) dedicated an important part of their production to the holy music.
The contemporary personalities seem to have forgotten the close relation between music and spirituality. The sufi master Hazrat Inayat Khan has written that “today the prevalent use of music for the spiritual fulfilment and the soul recovery don’t very often recur anymore. The music has become an hobby, the way of forgetting God, instead of understanding him”. (Music and non ordinary states of conscience; di: Angela Spagna)
Atenciosamente,
Sergio Vieira Holtz Filho

Teia EFEeerreeneaenedea,
Queuaenedeo ceoeneveerreesseaemeoesse esseobeerree eesseceerreeveeerre oesse eneoemeeesse deaesse eneoteaesse…
Tradução:
Tia Fernanda,
Quando conversamos sobre escrever os nomes das notas…
Argumento:
Tudo começou porque vi no caderno de flauta da minha filha os nomes das notas escritos sobre as notas na partitura. Procurei a coordenação da escola porque percebi a qualidade da atenção que se dá ao ensino da música, que é proporcional ao conhecimento que se tem da ferramenta pedagógica e dos efeitos na formação de seres humanos.
O argumento que apresentei é que quando nos ensinaram a ler e a escrever com esta nossa grafia, simplesmente nos apresentaram um caracter gráfico e disseram-nos seu nome, e sua função foi sendo agregada cognitivamente com o uso, com a prática. Por isso ninguém escreve como eu escrevi no alto deste texto, soletrando. Da mesma maneira quando se ensina a ler partituras, o processo mais eficiente, o caminho mais curto, mais lógico é o mesmo.
Assim, da mesma forma que um “C” é um “C”, e não um “CE”, um Dó tem a sua grafia própria.
A música tem seu valor como atividade lúdica sim e pode ser considerada como diversão e fonte de prazer, ou pode ainda ser considerada como ferramenta de formação, promoção e valorização do ser humano.
É uma ilusão e um erro filosófico pensar que se deva ensinar música somente para formar músicos. Para ser um historiador de arte, não é necessário pintar; para estudar poesia, não é necessário ser um poeta; e podemos estudar música sem tocar um instrumento. Assim, quando se aprende a ler partitura não se aprende música. Música é o momento em que o músico toca. Fora desse momento não tem música. Partitura é projeto de música e disco é apenas um traço do que já foi música, segundo Malcolm Braff. (O pianista e compositor Malcolm Persson Braff nasceu no Brasil, morou onze anos no Senegal e vive na Suíça desde o início da adolescência.)
No mundo globalizado o conhecimento de outro idioma passa a ser condição de sobrevivência. Não podemos nos dar ao luxo de não conhecer outro idioma, tanto na forma falada, quanto na forma escrita. O ensino da escrita musical, na medida em que predispõe para uma outra maneira de ler e de escrever, uma outra razão de pensar, não linear, e de entender uma mensagem, contribui muito para o aprendizado de qualquer outra língua, de aprender como pensa outra cultura, como pensar diferente de como pensamos hoje. Porque do jeito como pensamos só chegaremos onde já estamos.
“…perché del manetenersi della musica nei comportamenti dell’uomo attraverso l’evoluzione hanno portato alla produzione di alcune ipotesi, tra le quali ricordiamo la funzione di coesione sociale (la musica può dare un contributo incrementando la capacità di compiere azioni coordinate collettive finalizzate ad un obiettivo comune), di rafforzamento del gruppo (la musica può facilitare la coordinazione del lavoro del gruppo nello strutturare la difesa dai predatori o nel preparare un attacco), di selezione sessuale naturale (nel mondo animale la capacità di esibire particolari piumaggi o comportamenti atti a dimostrare una buona capacità fisica aumenta le probabilità di accoppiamento, così nell’uomo la capacità di produrre musica), e così via (per approfondire, vedi Moretti e Nistri, “L’Uomo Artista”, Ed. Idest, 2004). Biomusicologia – Editoriale; di: Francesco Albanese
A música, estimula o surgimento de novas idéias e visões, contribui para a disciplina, tanto individual, quanto na vivência em grupo, desperta o jovem para o mundo, mostrando as belezas criadas por Deus. É imanente ao ser humano, ou seja, todos possuem habilidade musical, apenas deve ser estimulada na hora exata.
A música é uma lingua universal e tem o mesmo valor do ensino de outro idioma:
“… Actually, many researchers want do discover why music is present in all human cultures of the world. We think music is directly connected with language, especially with spoken language. According to a phylogenetic investigation we believe that verbal language is an evolution consequence of gesture and sound. In our opinion we face three-points of the same structure of evolution: gesture-sound-word (Napoli Marcello, Bertirotti A., 2004, in print). This research context, studying music role inside language and especially spoken language is at least asking ourselves what music is.
Music has an ambivalent relationship with human language. Every question on sound and its role for human evolution involves the two major vocal communication systems: music and spoken language.
The language/music relationship can be considered on many levels of analysis. Music and language are connected to each other on evolutionary terms. …” (Theoretical Aims on Music for Prosody in Speech Therapy Setting. An Evolutionary Perspective, di: Alessandro Bertirotti)
A música é irmã da matemática porque a música envolve proporções, frações e seqüências – tudo o quê, está subjacente ao raciocínio matemático.
“Aprender música pode ajudar crianças a terem melhor desempenho em matemática. Quando um pesquisador numa recente conferência em Nova Iorque trouxe à tona esses estudos, ele obteve um auditório cheio de risadas (era o óbvio). Ainda assim, esse elo, reportado em 1997 por Gordon Shaw, Irvine, e Frances Rauscher na Universidade de Wisconsin, continua válido. No ano passado, Shaw comparou três grupos de alunos da segunda série: 26 tiveram aula de piano mais prática com um videogame de matemática; 29 receberam aulas extras de inglês mais o jogo matemático e 28 não tiveram nenhuma aula especial. Após quatro meses, as crianças que recebiam aulas de piano, apresentaram resultados de 15% a 41% superiores em testes de proporções e frações do que as outras crianças. Este ano, Shaw reportou que a música pode ajudar a superar o hiato socioeconômico. Ele comparou alunos de segunda série do Distrito Central (mais pobre) de Los Angeles, com alunos de quarta e quinta séries do condado de maior renda, de Orange, na Califórnia. Após um ano, os alunos de segunda série que receberam aulas de piano duas vezes por semana na escola, apresentaram desempenho em testes de matemática, tão bom quanto os alunos que não tiveram aulas de música, da quarta série; e metade dos alunos da segunda série, apresentou um desempenho igual aos da quinta série.” (A Música na Mente (By Sharon Begley). Tradução de trecho da revista NEWSWEEK de 24 de julho de 2000 – da seção SOCIEDADE & A ARTE).
A música também é irmã da educação física porque desenvolve fisicamente o linha-tronco que conecta os dois emisférios cerebrais.
“O cérebro parece ser uma esponja para a música e, como uma esponja na água, é mudado por ela. Os hemisférios direito e esquerdo do cérebro são conectados por uma grande linha-tronco chamado corpus callosum. Quando compararam os corpus callosum de trinta músicos profissionais de piano e de cordas, com os de trinta indivíduos que não eram músicos, pesquisadores liderados por Dr. Gottfried Schlaug do Centro Médico Beth Israel Deaconess em Boston, descobriram diferenças marcantes. A parte frontal deste grosso cabo neurônico é maior em músicos, especialmente se eles iniciaram seus treinamento, antes da idade de sete anos. A parte frontal do corpus callosum conecta os dois lados do córtex pré-motor, onde as ações são mapeadas antes de elas serem executadas. “Estas conexões são críticas para a rápida coordenação de movimentos ambidestros”, tais como aqueles que as mãos dos pianistas executam no movimento de allegro, diz Schlaug. A via expressa neural conectando os lados direito e esquerdo do cérebro podem explicar alguma coisa a mais, também. O lado direito é ligado à emoção, o esquerdo à cognição. Os maiores músicos, é claro, não são somente mestres na técnica mas também adeptos em fundir sua atuação com a emoção. Talvez esta seja a razão.” (A Música na Mente (By Sharon Begley). Tradução de trecho da revista NEWSWEEK de 24 de julho de 2000 – da seção SOCIEDADE & A ARTE)
O cérebro também precisa de exercício. Assim como o corpo precisa de movimento para manter os músculos fortes, o cérebro requer exercício para preservar a flexibilidade do sistema nervoso e desenvolver a capacidade de raciocínio.
“É uma questão de demanda: se você usa os neurônios, eles são mantidos; se não usa, eles simplesmente se perdem”, constata Gilberto Xavier, pesquisdor e professor da USP, que fez doutorado em psicologia no Brasil, pós-doutorado na Inglaterra e na Dinamarca e, há vários anos estuda a relação entre o funcionamento cerebral e os tipos de memória. Ele explica que o cérebro é uma estrutura flexível e dinâmica, composta de bilhões de neurônios. Cada um desses neurônios recebe projeções de outros 10 mil e se projeta para mais 10 mil aproximadamente, o que resulta num número infinito de arranjos possíveis. É nessa rede de interconexões, formada em função da história de vida e dos estímulos recebidos, que se estabelecem as bases da personalidade de cada indivíduo – sua forma de pensar, de sentir e de encarar o mundo.” (Artigo publicado no “Livraria Cultura NEWS” – n.º 76 – 1999.)
O ensino da música nas escolas não carece de notas ou avaliações porque, como dizia Adam Smith, preço e valor são funções distintas e muitas vezes não se relacionam entre si, ou seja, o que tem valor não tem preço. Ouso dizer que a música pode cumprir todos os artigos, dos fins e dos objetivos, dos Regimentos Escolares, como por exemplo:
…, está a serviço das necessidades e características de desenvolvimento e aprendizagem dos educandos, independentemente de sexo, etnia, cor, situação sócio-econômica, credo religioso e ideologia política, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana e contrário a qualquer forma de preconceito ou discriminação.
…, tem por finalidade promover o desenvolvimento integral da criança, complementando a ação da família e da comunidade.
…, tem por objetivo geral assegurar à criança atividades curriculares estimuladoras proporcionando condições adequadas para promover o bem-estar e o desenvolvimento da criança, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual, linguístico, moral e social, mediante a ampliação de suas experiências e o estímulo ao interesse pelo conhecimento do ser humano, da natureza e da sociedade.
…, além do objetivo geral e dos previstos na Constituição da República Federativa do Brasil, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB, nº 9394/96, na Declaração Universal dos Direitos da Criança e no Estatuto da Criança e do Adolescente, tem ainda os seguintes objetivos específicos:
I – criar um ambiente favorável ao desenvolvimento e ao ajustamento social e afetivo:
II – propiciar à criança o desenvolvimento da criatividade, especialmente como elemento de auto-preservação;
III – proporcionar à criança seu desenvolvimento individual para que ela tenha capacidade de estabelecer novas relações entre situações já vivenciadas e as que serão apresentadas e nas quais deverá se integrar;
IV – estimular a curiosidade, a iniciativa e a independência da criança;
V- desenvolver a psicomotricidade que favoreça o desenvolvimento da personalidade e melhor preparar para o aprendizado da leitura e da escrita;
VI – promover iniciação à matemática e ao pensamento científico;
VII – propiciar o desenvolvimento de hábitos de asseio, ordem, economia e iniciativa;
VIII – semear virtudes cívicas, sociais e morais que conduzam ao amor à Pátria, ao bem comum, bem como o respeito aos seus semelhantes e à natureza;
IX – promover o senso de auto-disciplina consciente;
X – propiciar o desenvolvimento de habilidades específicas para a eficiência da aprendizagem na escola de ensino fundamental;
XI – possibilitar o diagnóstico oportuno e preventivo das deficiências do desenvolvimento da criança, orientando e encaminhando a profissionais especializados.
Peço desculpas pela arrogância e presunção, pois não quero fazer parecer que o ensino de música nas escolas seja mais (nem menos) importante que qualquer outra disciplina, mas sim, quero me colocar a disposição dos professores, pais e alunos para melhor aproveitar uma ferramenta que oferece mais do que utilidade para a construção de um mundo bem melhor.
“Arte nas empresa
Você já parou para pensar qual é o fascínio que a arte, e os artistas, exercem sobre cada um de nós? Nestes tempos conturbados, de alta velocidade, os computadores invadindo os lares, os bares e as empresas, o homem passa a ter outra importância.
Sabemos que não basta cursar uma boa faculdade. Os dirigentes de Harvard e de Oxford criticam incessantemente sua postura e sua utilidade para este “novo” mundo que se apresenta para nós.
Soube uma escola de criatividade na Itália, que reúne profissionais de áreas as mais diferentes possíveis. São médicos, arquitetos, advogados, banqueiros, industriais, altos funcionários de governo, artistas, juntos numa sala, uma vez por semana, durante um ano, para um curso de pós-graduação em criatividade. Solução prática! E isso não tem nada a ver com lazer. Esses profissionais vão desenvolver a sua criatividade para colocar em prática na solução de problemas de todos os tamanho, em suas respectivas áreas de trabalho.
Durante muitos anos estivemos amarrados às teorias de Taylor, Ford e Faiol, sem questionarmos o porque é que deram certo para eles, naquela época. No começo deste século, o povo não conhecia muita coisa além do armazém da esquina ou do pharmaceutico que lhes aliviava as dores com vomitórios, purgantes e sangrias. Parece que hoje é um pouco diferente. É! O mundo mudou. O homem caminha, corre, para um mudo desconhecido onde a única coisa certa é a incerteza.
Percebendo as coisas do mundo
É aí que entra a arte. Pela arte, através do artista, desenvolvemos a sensibilidade e ampliamos a percepção das coisas do mundo que nos cercam. Assim como o jogo do xadrez desenvolve o raciocínio, a arte nos aproxima do desconhecido e amplia a capacidade de “receber” idéias que, quando acionadas, darão a agilidade necessária para fazer acontecer o que desejamos.
Ouvir boa música, apreciar pinturas, esculturas, assistir a peças de teatro, ou cinema (mesmo que seja em casa), é tão importante quanto ler bons livros. É impressionante a quantidade de boas idéias que você poderá ter para a sua empresa, assistindo a uma ópera ou ouvindo a uma orquestra sinfônica.
E para finalizar…
“The usual change of conscience is a present experience in the 90% of human societies (Bourguignon, 1986); and can be considered part of psychological heritage and the main need of that “ceremonial animal” that is the man (Wittegenstein,1975).
Many important historical personalities were familiar with the music spiritual language as a privileged means of communication with the divinity. Thinkers and philosophers such as Pitagora and Kierkegaard, musicians such as Mozart (who composed masonic music) the Russian Skryabin (who, at the beginning of the twentieth-century, was inspired by blavatsy teosophy and steiner) and many other classical musicians (such as Bach, Beethoven, Liszt…) dedicated an important part of their production to the holy music.
The contemporary personalities seem to have forgotten the close relation between music and spirituality. The sufi master Hazrat Inayat Khan has written that “today the prevalent use of music for the spiritual fulfilment and the soul recovery don’t very often recur anymore. The music has become an hobby, the way of forgetting God, instead of understanding him”. (Music and non ordinary states of conscience; di: Angela Spagna)
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Eles disseram…