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Desenvolvimento Organizacional

 

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JOÃO BOSCO LODI (1934-2002) - O filósofo que consertava empresas

Dono de uma sólida cultura filosófica e teológica (formou-se em Roma), tornou-se professor da FGV, administrador de empresas e reorganizou empresas importantes. Na qualidade de consultor ou diretor trabalhou na Editora Abril, Rede Globo, O Estado de S.Paulo e RBS. Tornou-se um dos poucos especialistas na matéria. Aqui a nossa homenagem.

João Bosco Lodi ensinou a classe emergente dos executivos, na década de 1960 em diante, o que era gestão, como se dividia o tempo em viver e trabalhar, o que e como ler, que era importante conhecer às necessidades dos clientes… Apostou na profissionalização das empresas familiares, num mercado dominado pela repetição do que era moda lá fora. O ensino planejado para despejar no colo dos alunos informações ralas. Ninguém à época escreveu tanto sobre gestão familiar. 

De Lodi, escutei pela primeira vez a citação ao ócio criativo. Pioneiro no Brasil da Administração por Objetivos e pela introdução e difusão da Governança Corporativa. 

Vê-se que a Filosofia está a serviço do bem estar pessoal, profissional e social, na prática, antes de Lou Marinoffa philosophical practitioner.

Generalizando, ouvi dizer que, se Machado de Assis não fosse “afrodescendente” e brasileiro, ele seria o pai da Psicanálise.

A solução dos teus problemas pode estar “no meio de vos“.

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em 2009/3/3  <bovolato@ordemparlamentares.org.br> escreveu: 

À

MARINS HOLTZ ASSESSORIA EMPRESARIAL

Atenção: Sra. Maria Luiza Marins Holtz

 

Referencia: Oficio O. P. B. Nº 2646/09 – PRÊMIO TOP OF QUALITY 2009

“A Homenagem Mais Almejada Em Qualidade Nacional e Internacional”

 

Destaque Melhor: DESENVOLVIMENTO HUMANO E PROFISSIONAL.

 

ANEXO OFÍCIO DE MESMO TEOR DA CARTA DE 02/03/2009

MEGA EVENTO ESPORTE CLUBE SÍRIO SÃO PAULO

Conforme nosso oficio enviado por carta, segue 2ª via, e as informações adicionais, para o recebimento do PRÊMIO TOP OF QUALITY – ANO 2009, que o habilita e qualifica para receber o prêmio, buscando reconhecer, valorizar e incentivar as iniciativas da empresa, que com grande responsabilidade promovem, o desenvolvimento sustentável, econômico e de qualidade.

O PRÊMIO TOP OF QUALITY, instituído pela O .P .B. – Ordem dos Parlamentares do Brasil, dentro dos objetivos de valores, missão e princípio, está centrado no programa nacional de responsabilidade social, que é a produção, impressão e distribuição de Cartilhas Pedagógicas Diga Não As Drogas, destinada ao ensino fundamental para crianças a partir de 06 anos de idade, que as empresas homenageadas co-participam nesta nossa iniciativa.

Será entregue no mega evento, na noite de 25 de Abril de 2009, o DIPLOMA ESPECIAL em Aço Escovado – Representando o Certificado da Qualidade, a ESTATUETA VITÓRIA ALADA – Como Símbolo Mundial da Eficiência e Qualidade e o direito da utilização do SELO – Como Identificação Nacional e Internacional da Qualidade, além dos 1.000 selos já impressos. 

 

CRITÉRIOS E APROVAÇÃO

A indicação é realizada, por um Conselheiro, sempre com a aprovação, do Supremo Conselho Federal de Honrarias e Méritos da O. P. B. – formado por 225 Empresários.

 

 ALGUMAS EMPRESAS HOMENAGEADAS EM 2008

  • BRADESCO CAPITALIZAÇÃO S. A.
  • SOGAL – SOCIEDADE DE ÔNIBIS GAÚCHA
  • COLA-COLA DO BRASIL
  • TICKET – ACCOR SERVICES
  • ENERSUL – REDE ENERGIA
  • ALCOESTE DESTILARIA FERNANDÓPOLIS S. A.
  • ITAPEVI GERAÇÃO DE ENERGIA S. A.
  • HOSPITAL PROFESSOR EDMUNDO VASCONCELOS – FUNDAÇÃO BRADESCO
  • FUNDAÇÃO EDSON QUEIROZ / UNIVERSIDADE DE FORTALEZA – UNIFOR
  • CAPEMISA VIDA E PREVIDÊNCIA
  • CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA
  • COELCE – COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ
  • ENEC ENGENHARIA
  • UNICEUB – CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA
  • CORREIO BRASILIENSE
  • GRUPO MAGNETI MARELLI
  • PIONEIROS BIONERGIA S. A.
  • EMPRESA UNIÃO DE TRANSPORTES
  • HAPVIDA ASSISTENCIA MÉDICA
  • DENTAL VIDA PLANOS ODONTOLÓGICOS
  • ATP – BANKING TECNOLOGY
  • COOPERATIVA AGRUPECUÁRIA DE UBERLÂNDIA – CALU
  • EURO DATA – EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
  • GRABER SEGURANÇA
  • CONCESSIONÁRIA VIA OESTE
  • GRUPO GERDAU

PROGRAMAÇÃO DO MEGA EVENTO

  • DATA: 25 de Abril de 2009 – Sábado.
  • LOCAL: Esporte Clube Sírio São Paulo.
  • INÍCIO: As 20:00 horas, Coquetel, Outorga do Prêmio, Jantar de Gala, Show e Banda Musical.
  • TRAJE: Social Completo.

 

MATERIAL PARA CONFIRMAÇÃO

ENVIAR POR E-MAIL: Súmula Biográfica Preenchida e a LOGOMARCA DA EMPRESA, para que possamos autorizar a Confecção das Peças Personalizadas, e a inserção na Revista Publicitária da O. P. B.

Cordiais Saudações,

CLOVIS BOVOLATO – SECRETÁRIO (11) 9444-6626
O. P. B. – PABX: (11)3082-3000.
AVENIDA REBOUÇAS, 1974 – JARDINS – SP – CEP: 05402-200

www.opb.org.br

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Eu já falei várias dessas coisas há anos“, dizia Peter Drucker. É verdade, não era nova a maioria de suas palavras nas conferências que proferia pelo mundo a fora.

Mas, veja que curioso, seus conselhos ainda são os mais atuais – e os mais necessários – para os homens (e mulheres) de negócio de todo o mundo.

Pra começarVocês têm menos informação do que seus pais tinham há 40 anos“, dizia Drucker. Sim, menos. Saia da sala. Ninguém entra na competição se não tiver informações. Esqueça essa conversa fiada sobre informação e era digital. Você tem menos informação “porque as informações de fora da empresa não estão organizadas“. Sem um sistema, informações são pura e simplesmente ruído.

O que fazer? Você precisa, segundo Drucker, entrar em contato com o mundo. “Isso não significa ir jogar golfe uma vez por semana. Significa ir para o chão de fábrica. Quando um vendedor sair de férias, um gerente, um vice-presidente, o presidente deve tomar o seu lugar. Ali, nas vendas, para ter contato com o mundo real.

Certifique-se de que o seu sistema financeiro lhe diga a verdade. Com isso, trabalhe sobre a produtividade de todos os recursos. “A minha produtividade e a de meus colegas (professores) não aumentou. Pelo contrário, caiu, depois que inventaram as reuniões para discussão teórica.” Drucker recomendava poucas reuniões, menos detalhes.

A seguir, alguns conselhos para administrar uma empresa num ambiente de incerteza:

  • A cada três anos, você deve analisar os seus processos, como se não os conhecesse. A pergunta a responder é: se tivéssemos que começar hoje, como faríamos? Seria do mesmo jeito? Se não for – e provavelmente não será -, mude.
  • Aposte no sucesso. O que está dando certo, continue a fazer. Não ponha muita gente de talento para tentar melhorar as coisas que estão dando errado. Seria desperdiçar seu pessoal de maior potencial.
  • Mantenha um sistema de recompensas e promoções para ideias novas, para as oportunidades concretizadas.

* baseado em artigo de David Cohen, Revista Exame, 23 de setembro de 1998, p. 133

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De um artigo na revista Superinteressante (Super, janeiro, 2009, p. 23-24)

 

“Ser pequeno é hoje tão desvantajoso quanto era na época das cavernas: os mais altos são maioria entre executivos e têm mais chance de ganhar eleições.” O artigo justifica apelando para as primícias da espécie humana quando quem tivesse um físico mais imponente levava vantagem, “governados mais pelo instinto que pela razão”.

Segundo a revista, “outras pesquisas mostram que, em qualquer lugar, os mais altos têm salários maiores, independentemente da qualificação. Uma delas, feita pela Universidade de Hannover, Na Alemanha, concluiu que as pessoas ganham o equivalente a R$ 60 por mês a mais para cada centímetro.” Cita a vitória de Obama (1,87 m) sobre McCain (1,68 m) e a sequência de derrotas eleitorais de Lula para homens mais altos (Collor e FHC) “e só tenha se dado bem contra carecas (Serra e Alkmin).

A revista não se refere a quem paga os tais salários maiores. Mas deixa a dúvida de que, “se Alexandre o Napoleão tivessem que passar por uma eleição direta ou uma entrevista de emprego, talvez o mundo ocidental fosse diferente hoje.” Cita de passagem alguns pequenos… Lenin, Winston Churchil, Matin Luther King, Charlie Chaplin, Hitchcock, Gandhi, que não chagavam a 1,70 m.

Antes de encerrar numa ode aos heróis neandertalenses ainda dá um lúmen pois “vale dizer também que, para ter sucesso na vida, não importa só a imagem que os altos e cabeludos passam para os outros; a imagem que eles construíram de si mesmos também conta… mais do que parece. (…) baixinhos que eram altos na infância tendem a ganhar tanto quanto seus colegas altões. (…) têm uma características (…) a autoestima elevada. Adolescentes que aprendem a pensar em si mesmos como líderes não perdem esse raciocínio ainda que parem de crescer.

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Um homem, um dia, resolveu empreender uma atividade mercantil (ou industrial, ou de prestação de serviço, ou qualquer coisa) e noutro dia essa mesma empresa cresceu e tomou proporções que escaparam das mãos do empresário. Ela cresceu!

O fluxo da vida pode conduzi-la (a empresa) com mais ou menos atritos e perturbações que outras empresas semelhantes, concorrentes (que correm juntas), companheiras. Algumas empresas, movidas pela maior ou menor capacidade de introspecção do seu criador, o dono (ou os diretores), só percebem que estão em movimento nas paradas, nas partidas e curvas súbitas, como numa viagem de trem, quando não se olha pela janela.

Mas pode acontecer da empresa crescer mais do que o seu criador e adquirir personalidade própria, a personalidade jurídica. É certo que esta personalidade sempre estará influenciada pela personalidade do criador, mas, num determinado momento ela adquire características próprias, levada, na maioria das vezes, pela inconsciência do empresário do fluxo da vida.

Muitos têm criticado este ponto de vista porque não apresenta um material sistematizado, Mas esquecem-se de que o material propriamente dito é a experiência viva, carregada de emoção, irracional e mutável por natureza, não se prestando a sistematizações a não ser de modo muito superficial. A administração experimental alcançou os mesmos limites que defrontam a física quântica: os cientistas têm de admitir que não sabem exatamente o que é a luz. Podem dizer apenas que em certas condições parece consistir de partículas, enquanto em outras parece consistir de ondas. Mas ignora-se o que é a luz “em si”.

Aquele processo, que Jung chamava de individuação, em geral começa infligindo uma lesão à personalidade (jurídica), acompanhada do consequente sofrimento. Sofre a empresa, sofre o empresário, sofrem todos que dela participam, todos os órgãos e todas as células daquele ser vivo de personalidade jurídica sofrem. Este choque inicial é uma espécie de “apelo”, apesar de nem sempre ser reconhecido como tal. Ao contrário, o ego (do dono, dos diretores e gerentes, gestores acadêmicos…) se sente tolhido nas suas vontades ou desejos e geralmente projeta esta frustração sobre qualquer objeto exterior. Isto é, o ego passa a acusar Deus, ou a situação econômica, ou o chefe, ou o cônjuge como responsável por esta frustração.

O remédio para afastar o mal é sempre único e difícil de ser encontrado. Muitos mitos e contos de fadas descrevem simbolicamente este estágio do processo de individuação. Observamos nos mitos que a magia ou o talismã capaz de curar a desgraça de um rei ou de seu país (leia-se empresa e empresário) é sempre alguma coisa muito peculiar: pode ser um peixe com um anel nas guelras, um cálice sagrado, três cabelos dourados da cabeça do Diabo. 

Acontece exatamente o mesmo na crise existencial de uma pessoa jurídica. Procura-se algo impossível de achar ou a respeito do qual nada se sabe. Nesses momentos, qualquer conselho bem-intencionado e sensato é completamente inútil – conselho para que a pessoa (jurídica) seja mais responsável, que diminua o ritmo (ou que aumente o ritmo), que analise seus balanços patrimoniais, que visite seus clientes regularmente, etc… Nada disso traz ajuda. Só há uma atitude que parece alcançar algum resultado: voltar-se para as trevas que se aproximam, sem nenhum preconceito e com a maior simplicidade, e tentar descobrir qual o seu objetivo secreto (objeto social) e o que ela precisa fazer para cumpri-lo.

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… a partir da reportagem Veja, 07 de novembro de 2001.

A grafologia é cada vez mais usada na esfera corporativa. Talvez o mapa astral também seja considerado revelador. E o que dizer do jogo de búzios, identificador do “santo” da pessoa no candomblé? 

Provocações a parte,  algumas empresas já recorrem ao exame da letra para avaliar o candidato a uma vaga. Aspectos da escrita de uma pessoa transmitem, sim, informações sobre seu psiquismo. A grafologia é tão válida quanto outros instrumentos — como os testes de personalidade e vocacionais para a análise das características psicológicas de uma pessoa. Outros aspectos como o modo de falar e de se comportar também são reveladores. Mas, o laudo grafológico é uma “ferramenta complementar” para a investigação.

Seria eficiente a seleção a partir da análise grafológica e psicológica?

Leonardo da Vinci, o grande pintor, escultor e cientista do Renascimento italiano escrevia da direita para a esquerda! Mais ainda, ele sofria de dislexia, uma disfunção cerebral que afeta a capacidade de leitura e escrita. Será que um disléxico que escrevesse da direita para a esquerda como Leonardo teria êxito nas aferições grafológicas atuais? Também eram disléxicos o inventor Thomas Edison, o físico Albert Einstein e o escultor Auguste Rodin, só para citar alguns. Eles enfrentariam com sucesso uma avaliação caligráfica?

Mas, o que sinto falta mesmo, quando solcitado para conduzir uma entrevista, é um brief, ou seja, o resumo das informações e instruções de modo ordenado, fornecida para o correto desenvolvimento de qualquer entrevista. 

A entrevista gera tensões e revela aspectos da personalidade, que podem ser decisivos na hora da seleção. Mas, antes disso, quais são os aspectos da personalidade que potencializam determinada pessoa para o cumprimento de determinada função ou tarefa? Por que deveria rejeitar um disléxico? Por que não trabalhar com um Einstei, um Edison, um da Vinci?

Se você ou a sua empresa ainda não estiver preparado (quem tiver ouvidos…), pelo menos, faça (ANTES DA ENTREVISTA) um brief com as características da “ocupação funcional”, definindo

:: Descrição 

:: Características do Trabalho 

:: Áreas de Atividades 

:: Competências Pessoais 

:: Recursos de Trabalho 

… use a CBO – Classificação Brasileira de Ocupações

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Um dia o homem se levantou. Quando andava de quatro, as duas mãos sustentavam o corpo. Quando o corpo levantou, as mãos perderam a função de sustentar. 

Perderam a função de sustentar, mas adquiriram a função de pegar. Portanto a mão apareceu. Quando estávamos de quatro, a boca tinha a função de pegar, já que as mãos estavam ocupadas. Portanto a boca perdeu a função de pegar, não é? Mas ganhou a função de falar.

Nós também ouvimos muitas pessoas falarem: “Perdemos o humanismo. Perdemos os valores. Perdemos a memória. Os jovens não têm mais memória. Não têm imaginação por causa das imagens. Não conseguem fazer cálculos, porque existe a calculadora.

Mas não é melhor assim?

Porque é justamente quando se perde a função… Perder a sustentação não foi nada, já que os pés o fazem muito bem; ganhamos a apreensão; nos tornou uma espécie que pode ser pianista, ou então cirurgião, prestidigitador… As mãos são um órgão extraordinário.

Portanto, ganha-se muito mais do que se perde. De certa forma, até o cérebro perdeu algumas coisas e está livre para inventar.

* Michel Serres e evolução humana.

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Depois dos antigos “armazéns de secos e molhados”, com balcão que separava o freguês da mercadoria desejada e que precisava pedir ao vendedor, do outro lado, que pegasse ou pesasse os alimentos que comprava… Nas últimas décadas do século XX, a necessidade, de satisfazer o freguês, cada vez mais, estimulou a criação das lojas de auto-serviço, dando-lhe liberdade de escolher suas mercadorias preferidas.

Surgiram então, os supermercados, construídos em ampla área, para poder expor à venda grande variedade de mercadorias, lojas de auto-serviço para os clientes se servirem de todos os tipos de alimento, de bebidas, artigos de limpeza doméstica, perfumaria e roupas populares, eletrodomésticos e outras utilidades, domésticas ou não, sem a interferência de vendedores.

Dia 12 de Novembro é celebrado o Dia do Supermercado.

No Brasil, na década de 1950 o setor de supermercados ainda engatinhava… Poucos empresários avançados iniciavam o sistema de compras por auto-serviço, como foi o caso das lojas Peg-Pag, e até os anos de 1970 ainda não existiam estatísticas sobre esse setor. Em compensação, nestes últimos 38 anos, o faturamento do setor de supermercados cresceu quase três vezes mais do que o PIB (produto interno bruto) brasileiro. Segundo Luiz Rabi, economista desse setor “esse crescimento espantoso se deve à urbanização do país e ao Plano Real que inseriu milhares de pessoas no mercado de consumo”. De acordo com o Censo de 1970, 56% da população, já estava nas cidades e a partir de 1991 esse índice já subiu para mais de 76%. O faturamento do setor de supermercados saltou de R$ 13,5 bilhões em 1973 empregando 200.000 pessoas, para 84,5 bilhões em 2002, já empregando 500.000 pessoas e vem sempre crescendo de forma constante… Apesar das crises.

A cada ano os supermercados vêm se tornando mais e mais produtivos. Esse progresso contínuo se deve a dois fatores “chaves”. O primeiro é a pressão atual dos clientes, hoje muito mais exigentes, que reclamam por serviços melhores, estacionamentos maiores, preços melhores, maior variedade de mercadorias, lojas maiores, novas seções… Em 1969, por exemplo, padaria e lanchonete, só existiam num supermercado de Campinas, SP. O segundo fator “chave” que garante tal ritmo acelerado de crescimento e ajuda a construir esse bom negócio é o grande investimento do setor de supermercados na aplicação de tecnologias avançadas de automação, de informação e de atração e especialmente na capacitação dos seus profissionais, com cursos superiores e MBA em Gestão de Varejo. A própria organização total dos supermercados têm o objetivo de informar e atrair.

Enrique Barrera Rodrigues, arquiteto especializado em lojas de auto-serviço afirma que a construção, organização e arrumação dos supermercados seguem a filosofia de “não estressar o cliente”, agradá-lo sempre mais e facilitar ao máximo suas compras. Eles são desenhados com a finalidade de fazer o cliente sentir-se bem e à vontade. Estratégias eficientes são adotadas, como resultado dos estudos do comportamento humano, para agradar e facilitar as opções de suas compras… Ambiente agradável bem iluminado e com música alegre… Ausência de relógios estimulando à despreocupação com o tempo… Piso especial para que os clientes andem calmamente… Arrumação dos produtos associados sempre juntos… Produtos com embalagens atraentes… Marcas famosas sempre a altura da mão… Padarias e açougues no fundo para que os clientes passeiem pela loja… Produtos mais baratos nas prateleiras de baixo… Produtos parados no fundo dos corredores onde os clientes reduzem o passo… Utilização científica das cores que vendem e das cores que devem ser evitadas… Cores especiais que comunicam ao cliente determinadas sensações em relação a cada tipo de produto… Vermelho que estimula o apetite… Branco e azul que dão a sensação de limpeza e saúde… Laranja que estimula a vontade de comer… Amarelo que estimula as decisões rápidas e as compras por impulso…

Toda essa tecnologia exige intensa dedicação e empenho permanente dos empresários supermercadistas mais eficientes, em fazer avaliações freqüentes dos valores e desejos dos clientes, porque sabem que atende-las garante a sua sobrevivência. Por isso, procuram informar e tornar mais atraentes todos os produtos que têm maior potencial de venda e aqueles que desejam vender.

Como resultado de toda essa dedicação à satisfação do cliente, hoje na Alemanha já funcionam os supermercados em que já é possível usar o celular como assistente de compra, instalando nele um programa gratuito, que registra o produto colocado no carrinho, com o auxílio de uma câmera fotográfica. O celular “escaneia” cada produto e ao chegar no caixa, o cliente já tem o valor total da sua compra na tela, sem necessidade de ficar na fila. No Brasil já há um supermercado do Grupo Pão de Açúcar utilizando esse sistema.

Pesquisas realizadas pelo Conselho Regional de Economia mostram que 70% dos clientes dos supermercados compram mais do que necessitam porque não planejam suas compras antes, fazendo uma lista dos produtos realmente necessários… E não porque sofrem pressão dos supermercados para comprar. Eles são organizados para agradar o cliente sempre mais. Imagine então… Como serão os supermercados do futuro?

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Para administrar recursos humanos em Pindorama, talvez seja interessante entender um aspecto da sua genética cultural.

Uma característica curiosa do nacionalismo havido em Terra brasilis: o caráter nacional brasileiro não se assenta no idêntico, na identidade, e sim no outro, ou na alteridade (por oposição a identidade), uma vez que o que estaria em questão seria a aderência ao mundo civilizado num jogo cujas regras eram determinadas pelo dono do espetáculo, o civilizador.

Neste sentido José de Alencar, com seu romantismo indianista, poder exemplificar o processo de nacionalização a que estivemos submetidos.

Em ‘O guarani’, a bravura heróica e nobre do indígena está assentada na sua maior qualificação: bem servir o senhor conquistador até o limite de desejar ser o outro. Mais do que isso, de assumir a condição provisória de outro e ainda assim por razões servis.

“Se tu fosses cristão, Peri!….

O índio voltou-se extremamente admirado daquelas palavras.

– Por quê?… perguntou ele.

Por quê?… disse lentamente o fidalgo. Porque se tu fosses cristão, eu te confiaria a salvação de minha Cecília, e estou convencido de que a levarias ao Rio de Janeiro à minha irmã.

O rosto do selvagem iluminou-se; seu peito arquejou de felicidade, seus lábios trêmulos mal podiam articular o turbilhão de palavras que lhe vinham do íntimo d’alma..

- Peri quer ser cristão! Exclamou ele.”

(O guarani, parte VI, cap. X)

O que temos aqui é o cerne de nossa identidade nacional como aderência ao outro, mesmo que provisoriamente. E com que majestade medieval o outro se nos dá seu “nome”, ou sua chave de identificação resguardada em séculos de civilização:

“O índio caiu aos pés do velho cavalheiro, que impôs-lhe as mãos sobre a cabeça.

- Sê cristão! Dou-te o meu nome!”

(idem, ibidem)

É assim que Alencar apresenta-nos o idílico da Nação brasileira: o herói indígena, tornado cristão pelo sacrifício ao outro que veio para lhe tomar as terras.

Mas no interior deste índio já habitava um cristão: a cáritas. E do caráter caridoso fez-se o reconhecimento do novo cristão e selou-se a alteridade como definição para o nacionalismo indianista de Alencar. Todavia, faltava ao nacionalismo o seu mito de origem para que a legitimação se consumasse. Eis Iracema.

Nessa obra, as questões de alteridade já estão postas e naturalizadas, seja pela felicidade de Poti por tornar-se, a exemplo de Peri, um branco nomeado, Felipe Camarão, seja pela recusa natural do branco em responder a esta identificação com a recíproca, na medida em que o Coatiabo, para Martim, não teve a menor importância subjetiva a não ser aquela estratégica: estar a mais um passo próximo da consumação da conquista.

Importa em Iracema a legitimação do conquistador por dote e herança. Se em O guarani houve uma provisória condicionalidade identificadora – Peri só será ele mesmo na selva e em sua condição de selvagem –, aqui o nascimento de Moacir selará, na mestiçagem – ou na miscigenação, como se queira –, a legitimidade da conquista pelo mito da origem e pela aceitação incondicional do outro como espelho para identificação.

“No meio de homens civilizados, [Peri] era um índio ignorante, nascido de uma raça bárbara, a quem a civilização repelia e marcava o lugar de cativo. Embora para Cecília e dom Antônio fosse um amigo, era apenas um escravo.

Aqui, porém, todas as distinções desapareciam; o filho das matas, voltando ao seio de sua mãe, recobrava a liberdade; era o rei do deserto, o senhor das florestas, dominando pelo direito da força e da coragem.”

(idem, ibidem)

Peri ainda guarda sua liberdade no seio da mãe, para a qual se vê obrigado a retornar pela recusa de reciprocidade na identificação. O índio não foi aceito pela sociedade branca como um igual e, apesar de Cecília e Dom Antônio o terem tomado em alta estima, nunca passou da condição de amigo cativo – a mãe branca lhe permanecerá inalcançável.

Entretanto, em Iracema, anagrama da mãe América, Moacir, filho do sofrimento, perde o direito que antes fora imputado à Peri e não poderá mais retornar aos braços maternos libertadores.

“A jovem mãe suspendeu o filho à teta; mas a boca infantil não emudeceu. O leite escasso não apojava o peito.”

(Iracema, cap. XXXI)

Moacir será entregue ao outro feito Pai que recebeu a terra como dote de união e que lhe dará não só o nome, mas o sangue branco na origem – como condicional de troca hereditária –, e com ele, o servilismo por filiação como resposta do outro constituindo o eu na mais branda inocência.

“A triste esposa e mãe soabriu os olhos, ouvindo a voz amada. Com esforço grande, pôde erguer o filho nos braços, e apresentá-lo ao pai, que o olhava extático em seu amor.

- Recebe o filho de teu sangue. Era tempo; meus seios ingratos já não tinham alimento para dar-lhe!”

(Iracema, cap. XXXII)

É assim, como emblema e mito, que o indianismo romântico em Alencar naturaliza e legitima nosso nacionalismo que terá orgulho de sua origem primitiva, no entanto, muito menos por sua potência heróica para a resistência à dominação do que pela sua capacidade de reconhecer a supremacia da civilização estrangeira.

O emblema e o mito, que em Alencar falam do particular do indígena, no geral, tratam da própria condição do romantismo no Brasil como alternativa para assentar uma história de cunho moderno, ou seja, livre. E no cerne de nossa libertação está o paradoxo que nos define servos. Nossa liberdade é a liberdade civilizadora dada pelo outro como herança dignificante do negócio escuso que foi a colonização. Era preciso apagar, no dominador, o tom demoníaco do massacre às tribos indígenas, transferindo este traço repulsivo para aquelas tribos que resistiram e tiveram que morrer em nome da empresa. Naturalizar a conquista foi o preço pago pelo romantismo e, como recompensa, a Nação da alteridade se funda em oposição à identidade nacionalista do chamado projeto de modernidade, no qual nossa participação foi fundamental, posto que fomos o mundo selvagem a ser conquistado e a conquista dava o tonus heróico para sustentar o patriotismo idealizado pelo europeu. Aqui, ser brasileiro é aceitar ser o outro.

* Baseado em SEÇÃO 1 – ENSAIANDO A REFRAÇÃO, R_e-m_L, nº 1 – Anno I, 10/2008, O Indianismo Romântico de Alencar e o Nacionalismo da Alteridade, Alexandre Dias Paza – poeta, contista e ensaísta, doutor em Comunicação pela ECA/USP, professor de Literatura Portuguesa e Brasileira no CEFET-SP e de Teoria da Literatura no Ensino Superior em Guarulhos. <panfleto_eletronico@yahoo.com.br>

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Os quatro pilares da Educação são conceitos de fundamento da educação baseado no Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors.

No relatório editado sob a forma do livro: “Educação:Um Tesouro a Descobrir” de 1999, a discussão dos “quatro pilares” ocupa todo o quarto capítulo, da página 89-102, onde se propõe uma educação direcionada para os quatro tipos fundamentais de aprendizagem: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros, aprender a ser, eleitos como os quatro pilares fundamentais da educação.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Curso online de Pedagogia Empresarial

  1. Aprender a aprender,
  2. Aprender a conviver
  3. Aprender a fazer,
  4. Aprender a ser.

Paulo Freire acrescentaria um quinto:

Aprender por que? Contra quem? A favor de que?

Ele sempre coloca a questão do porque.

Não pode ser diferente num empreendimento; numa tarefa que alguém se determina a executar; numa associação organizada que, sob a direção e responsabilidade de uma pessoa ou de uma sociedade, explora uma indústria, um ramo de comércio ou outra atividade de interesse econômico e/ou social.

Por que?

Não precisamos negar os avanços obtidos pelas obras de Taylor e Fayol, mas elas devem ser entendida no contexto histórico. Ambas foram concebidas numa época em que a massa (grande quantidade de pessoas sem laços ou ideias em comum e sem uma verdadeira organização) era analfabeta. Hoje sabemos dos malefícios causados aos operários, por causa da minuciosa especialização de tarefas.

Ainda temos algumas empresas que utilizam tanto teorias fayolistas como tayloristas. Pressupor como conduta “ótima” do trabalhador o desejo de acumular rendimentos e “prosperar”, em extrema oposição à “vadiagem” no trabalho, era comum naquela época, e isso norteava as tomadas de posição de dirigentes industriais. Pobreza, no período em que Taylor escreve sua obra, em geral, era considerada “caso de polícia”.

Por que?

Trabalhar na Google, por exemplo. Logo na entrada nota-se que essa não é uma “empresa normal”: a cafeteria está ligada à zona dos escritórios por um escorregador. Não é raro de se ver crianças andando pela empresa. E muitas outras “amenidades” ;-) . Na Google pode-se trabalhar independentemente de lugar, desde que se cumpram os prazos. A única obrigação mesmo, é cumprir os prazos de entrega. (Ponto final!) Talvez, lá se aprenda a aprender, se aprenda a conviver, se aprenda a fazer, se aprenda a ser… e todos sabem porque.

Por que?

A Termomecanica São Paulo S.A., está entre as maiores indústrias privadas do país. Fundada por Salvador Arena em 1942, empreendedor arrojado, que criou um modelo de gestão próprio, inovador e avançado para a época, que prezava, acima de tudo, seu “valioso capital humano”. Uma curiosidade: Sabendo que muitos funcionários saíam na hora do almoço para beber um pouco no boteco próximo, mandou instalar garrafões de pinga no refeitório da empresa. Resultado: o índice de alcoolismo diminuiu, e a produção aumentou, contrariando as previsões de muitos de seus colegas empresários. Talvez, lá se aprenda a aprender, se aprenda a conviver, se aprenda a fazer, se aprenda a ser… e todos sabem porque.

Por que?

Outro que adotou os quatro pilares da educação, bem antes da UNESCO, foi Ricardo Semler. Empresa de malucos? Grupo de doidos? Se você acha que a Semco é alguma coisa parecida com isso, saiba que você não está totalmente enganado. No entanto, as idéias nada convencionais que brotam na empresa não são por acaso. Elas são criadas e geridas de acordo com um modelo de gestão aberto, diferente do convencional e é exatamente isso que buscam. Talvez, lá se aprenda a aprender, se aprenda a conviver, se aprenda a fazer, se aprenda a ser… e todos sabem porque.

Estou seguro que estes não são os únicos exemplos.

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“Se você estiver interessado em observar a dinâmica sistêmica dos relacionamentos humanos, precisará concentrar a atenção no que as pessoas de fato fazem. Esse é o método fenomenológico. De outra forma, só terá palavras e conceitos dissociados da experiência, o que não basta para ajudar realmente as pessoas.”

Bert Hellinger

Tenho visto em muitas empresas a busca de “conceitos dissociados da experiência”. É comum encontrar uma empresa certificada ISO 9001:2000, por exemplo, cujo manual da qualidade ninguém jamais o utilizou. Serve somente para manter a certificação. A indústria da certificação naturalmente soube promover seus serviços e, com a ajuda da mídia, tornou os termos “ISO 9000 / ISO 14000″ e “certificação” praticamente sinônimos. O que acontece é que nesse processo de certificação as empresas ficam atoladas em burocracia, não agregando qualquer valor aos negócios. A coisa é tão séria que a própria ISO houve por bem publicar a ISO/IEC 17050:2004 (Conformity Assessment – Supplier’s Declaration of Conformity), com referências específicas à capacidade da organização de autodeclarar a conformidade de seus sistemas de gestão.

O que dizer então dos ERPs da vida?  Uma busca no Google, Results… about 62,300,000 for ERP. (0.11 seconds). Para quem não sabe, ERP (Enterprise Resource Planning) ou SIGE (Sistemas Integrados de Gestão Empresarial, no Brasil) são sistemas de informações que integram todos os dados e processos de uma organização em um único sistema. Um sonho que certamente poderá se tornar realidade… um dia talvez!

Até hoje eu não vi nenhum funcionário, estagiário, trainee de qualquer indústria tanto de certificação como de ERPs, dedicar um tempinho qualquer a concentrar a atenção no que as pessoas de fato fazem. Talvez o seu “sistema” já tenha alcançado o estado-da-arte.

Até os “velhos” contadores já não se lembram mais de Luca Pacioli, pai da contabilidade moderna, e deixaram de “registrar os atos e fatos adminsitrativos”, dando preferência ao preenchimento correto das guias de recolhimento dos tributos devidos.

É claro que existem exceções! E não são pucas.

Mas, se você está interessado em ajudar realmente… Terá que observar a dinâmica sistêmica de uma organização, precisará concentrar a atenção no que as pessoas de fato fazem…  De outra forma, só terá palavras e conceitos dissociados da experiência, o que não basta para ajudar realmente as pessoas.

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Consultoria não é uma profissão, mas uma forma de prestação de serviços. A consultoria sempre precisa do objeto. Qual é o objetivo da consulta? Um médico, através da consulta, obtém o diagnóstico e prescreve o tratamento para reestabelecer a saúde. Um engenheiro, através da consultoria, identifica a necessidade e apresenta o projeto da sua casa, por exemplo. Através da consultoria jurídica, o advogado orienta as condutas adequadas sob o aspecto jurídico, visando as melhores condições das relações sociais.

Sócrates proporciona um dos bons modelos para a consultoria empresarial, além de ser o “padrinho” da filosofia ocidental. O seu trabalho sobreviveu exclusivamente pelos textos de Platão, seu mais célebre discípulo. Segundo Sócrates, todos nós já temos o conhecimento e a solução que procuramos sempre está dentro da própria empresa, mas que podemos precisar de ajuda para trazê-la à tona. Uma contribuição importante de Sócrates é o chamado método socrático: fazer uma série de perguntas para se chegar às respostas definitivas. Não existe fórmula mágica, que venha de fora da empresa. Se a sua organização estiver lutando com uma questão importante, talvez precise de uma mãozinha filosófica para trabalhar com voces o despertar de “vossa própria sabedoria”.

Platão propôs a existência de formas puras e imutáveis, essenciais, e considera que vivemos num mundo mutável, onde os objetos são cópias imperfeitas dessas formas puras. Mas, com orientação apropriada, podemos alcançar o mundo das idéias e entender as formas puras da Verdade e da Justiça, e assim, fazer cópias melhores no mundo em que vivemos. Essa idéia também repercute na consultoria empresarial, pois se você não conhece as essências de algo, como reconhecer se as tem? O caminho mais rápido para o sucesso é trabalhar nas virtudes. Por exemplo, ao invés de “cortar custos”, talvez seja melhor aumentar as receitas e manter o equilíbio com as despesas. Parece simples?

Aristóteles desenvolveu a importância do pensamento crítico. Foi pioneiro de várias ciências físicas e sociais. Também “inventou” a lógica, que em sua forma mais elementar é muito útil para clientes com dificuldades que envolvem erros no pensamento crítico.

Carl Jung nos deixou algo, que na língua portuguesa deve ficar mais ou menos assim:

  • “Não podemos ignorar grandes mentes como Confúcio e Lao Tsé, se somos capazes de apreciar a qualidade dos pensamentos que representam; muito menos podemos desconsiderar o fato de que o I Ching foi a sua principal fonte de inspiração… Estou na minha oitava década de vida, e as opniões mutáveis dos homens raramente me impressionam; os pensamentos dos velhos mestres têm mais valor para mim do que os preconceitos filosóficos da Mente ocidental.”

Ao contrário dos médicos, engenheiros e advogados, cuja ajuda procuramos porque possuem conhecimento especializado que nós não temos, os consultores empresarias não contam necesariamente com uma perícia particular, mas com a sua capacidade geral de conduzir uma indagação. Não lhe damos respostas, mas o ajudamos a fazer as perguntas úteis. Não agimos necessariamente como autoridade que revelam informações totalmente desconhecidas para você, mas fornecemos a orientação que muitas empresas precisam, por terem esquecido ou negligenciado os meios de examinar a si mesmos.

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Temos o prazer em informá-los, em primeira mão, que nosso artigo “Aspectos sociotécnicos das TI & Relacionamento Humano & Sinergia” foi aceito e publicado, na página 67.

A RISTI (Revista Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação) é um periódico científico, que foca a investigação e a aplicação prática inovadora no domínio dos sistemas e tecnologias de informação. É um periódico on-line, que publica artigos aceites num processo de avaliação por membros do Conselho Científico. O primeiro número da RISTI, publicado durante o mês de Julho, aborda a temática Modelos Organizacionais e Sistemas de Informação.

Esse artigo vai dar o que falar.

http://www.aisti.eu/risti/ristin1.pdf

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Sergio Vieira Holtz Filho

A Teoria das Relações Humanas, surgiu nos Estados Unidos como consequência imediata das conclusões obtidas na experiência em Hawthorne, desenvolvida por Elton Mayo (1880-1949) e seus colaboradores entre 1927 e 1932. Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração.

Os estudos em Hawthorne

A Western Eletric era uma companhia que fabricava equipamentos para empresas telefônicas. A empresa sempre se caracterizara pela preocupação com o bem estar de seus funcionários, o que lhe proporcionava um clima constantemente sadio de relações industriais. Durante mais de 20 anos não se constatou nenhuma greve ou manifestação. Um diagnostico preliminar nos diria que a auto-estima na companhia era alta e os funcionários confiavam na competiencia de seus administradores.

No período entre 1927 e 1932 foram realizadas pesquisas em uma das fábricas da Western Electric Company, localizada em Hawthorne, distrito de Chicago. A fabrica contava com cerca de 40 mil empregados e as experiências realizadas visavam detectar de que modo fatores ambientais – como a iluminação do ambiente de trabalho – influenciavam a produtividade dos trabalhadores.

Em 1924 iniciara na fábrica de Hawthorne uma série de estudos para determinar uma possível relação entre a intensidade da iluminação do ambiente de trabalho e a eficiência dos trabalhadores, medida pelos níveis de produção alcançados. Esta experiência se estendeu ao estudo da fadiga, dos acidentes no trabalho, da rotação de pessoal e do efeito das condições físicas de trabalho sobre a produtividade dos empregados.

Entretanto a tentativa foi frustada, os pesquisadores não conseguiram provar a existência de qualquer relação simples entre a intensidade de iluminação e o ritmo de produção: reduziu-se a iluminação na sala experimental, esperava-se uma queda na produção, mas o resultado foi o oposto, a produção na verdade aumentou.

Os pesquisadores verificaram que os resultados da experiência eram prejudicados por variáveis de natureza psicológica. Tentaram eliminar ou neutralizar o fator psicológico, ainda estranho naquela época.

A ênfase dada pelos pesquisadores estava em se manter o ritmo de produção, controlando com maior exatidão algumas condições físicas, como temperatura, umidade da sala, duração do sono na noite anterior, alimentos ingeridos etc. Para isso, eles acreditavam que seria necessário isolar a influência do fator psicológico, e isso só seria possível com a colaboração das funcionárias, que não deveriam alterar seu ritmo de produção.

Das Condições experimentais

  1. Foi registrada a produção de cada operária ainda no seu local original de serviço, sem que soubessem e estabelecida a sua capacidade produtiva. 2.400 unidades por moça por semana.
  2. Para verificar o efeito da mudança de local de trabalho, o grupo experimental foi isolado na sala de provas, mantendo as condições e o horário de trabalho normais e medindo-se a produção.
  3. Fez-se uma modificação no sistema de pagamento, no qual as moças eram pagas por tarefa em grupo, ou seja, seus esforços repercutiam de forma direta no seu trabalho. Houve um aumento de produção.
  4. O quarto passo marca o inicio da introdução de mudança direta no trabalho. Introduziu um intervalo de cinco minutos de descanso no meio da manhã e outro igual no meio da tarde. Houve aumento da produção.
  5. Os intervalos de descanso foram aumentados para dez minutos cada. Houve aumento da produção.
  6. Deram-se 3 intervalos de cinco minutos na manhã e outros três à tarde. A produção não aumentou, e as moças reclamavam da quebra de ritmo.
  7. Passou-se novamente a dois intervalos de dez minutos, um pela manhã e outro pela tarde, servindo um lanche leve em um deles. Aumento de produção.
  8. Com as mesmas condições do período anterior, o grupo experimental passou a trabalhar somente até às 16:30 horas. Houve um acentuado aumento de produção.
  9. Reduziu a jornada para até as 16 horas. A produção permaneceu estacionda.
  10. Voltou-se o trabalho para as 17 horas. A produção aumentou bastante.
  11. Estabeleceu-se uma semana de cinco dias, com o Sàbado livre. Verificou-se que a produção diária das moças continuou a subir.
  12. Voltou-se às mesmas condições do 3o período, tirando-se todos os benefícios dados durante a experiência. Verificou-se que a produção diária e semanal atingiu um índice jamais alcançado anteriormente 3.000 unidades semanais por moça.

Conclusões:

  • As moças alegavam gostar de trabalhar na sala de provas, porque era divertido e supervisão branda, lhes permitiam trabalhar com mais liberdade e menor ansiedade.
  • Havia um ambiente amistoso e sem pressões, a conversa era permitida, aumentando a satisfação no trabalho.
  • Não havia temor ao supervisor.
  • Houve um desenvolvimento social do grupo experimental. As moças faziam amizades entre si e essas amizades estendiam-se para fora do trabalho. As moças passaram a se preocupar umas com as outras. Tornaram-se uma equipe.
  • O grupo desenvolve liderança e objetivos comuns.

A partir desta fase as pesquisas passaram a ter um enfoque nas relações humanas.

O resultado foi sentido imediatamente: a produtividade dos operários aumentou e a supervisão melhorou.

Lembrando que essa experiência aconteceu entre 1927 e 1932, e tem gente querendo inventar a roda na administração de recursos humanos!

;-)

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Sergio Vieira Holtz Filho

Prezados,

Gostaria de notar, não para corrigir, sim para dar continuidade ao processo mental iniciado, que organizar é verbo transitivo, cujo objeto é organismo, e não ordem como possa parecer. Um pouco de academia é sempre bom para manter a forma!

Organismo por sua vez é “conjunto de órgãos que constituem um ser vivo”. Então, uma organização é um ser vivo, dinâmico e não estático, mutável e evolucionário. Ele(a) muda. Muda porque as pessoas (as células constituintes do organismo) mudam.

Interessante notar como a Rede GESITI (Gestão dos Sistemas e Tecnologias de Informação Em Organizações) tem focado as questões de TI!

O sucesso da implantação de SI é diretamente proporcional à diligência no tratamento das questões sociológicas, antropológicas, psicológicas, pedagógicas… sócio-técnicas.

 

Curso online de Pedagogia Empresarial

 

Quando o texto do Prof. Balloni sugere “capital e trabalho substituindo um ao outro”, gostaria de propor, numa revisão orgânica, que capital e trabalho complementem-se ao invés de “subsituir um ao outro”, jamais estimular qualquer imagem que possa sugerir confronto, prefiro cooperação ou concorrência, no sentido de que se corre junto.

De fato, todo processo de implantação, ou mesmo de atualização de SI muda o equilíbrio de uma organização, porque mexe nas estruturas orgânicas estabelecidas, da mesma forma como uma feijoada com caipirinha provoca uma mudança na disposição de quase todos os organismos, por melhor que seja a feijoada.

Então, como é que vamos abordar uma implantação de SI, quando temos que lidar com a “ignorância” do usuário?

Em todos os os setores da atividade humana, encontramos dificuldades de relações humanas, seja na vida social e familiar seja no relacionamento comercial e profissional. Há quem diga que o único problema que temos, na verdade, é o de relacionamento humano. Já ouvi até alguém dizer que “se tirar o ser humano tudo vai bem”. Um exagero didático, é lógico!

Curso online de Coaching

Na administração da empresa, da organização, no exército, marinha e aeronáutica, na administração pública ou privada, na liderança e na direção de seres humanos em geral, no comércio e na indústria, e por aí vai, até onde a sua criatividade o levar, se resolvermos, se administrarmos as relações humanas, tudo vai bem.

Onde se encontram dois indivíduos, há dificuldades de relações humanas.

Dentro de casa, apesar do entusiasmo do namoro e do noivado, das promessas e juras de amor, surgem frequentemente discussões, brigas, revoltas, que geram angústia e ansiedade… Dificuldades de relações humanas.

Nas organizações, se o professor, ou monitor não liderar, se os alunos não gostarem dele, se não houver admiração, ele não realizará o seu trabalho. A Pedagogia usa uma ferramenta que se chama “trabalho em grupo” para conseguir maior interesse dos alunos e, consequentemente, melhor relacionamento, rendimento e aprendizagem (mudança do comportamento).

Nas empresas, digo empresas como quaisquer organizações com finalidade lucrativa ou não, comercial, industrial, agropecuária, de prestação de serviços, administração pública, etc., acontece a mesma coisa, se um chefe não lidera, não obtém bom rendimento. Na melhor das hipóteses, quando obtém é às custas de muito esforço, muito de policiamento, horas e horas de ameaças e punições, que geram ansiedade e angústia… Dificuldades de relações humanas.

O estudo das Relações Humanas (agora em maiúsculas de propósito) constitui verdadeira ciência complementada por uma arte – a de obter e conservar a cooperação e a confiança dos membros do grupo. A parte da ciência abrange conhecimentos gerais e específicos de ordem psicológica, antropológica, sociológica, administrativa e legal. A parte da arte, as emoções. Bom! É uma arte!

Curso online de Relações Interpessoais no Trabalho

É ilusão acreditar simplesmente que juntar pessoas se constitui um grupo. A formação de um grupo para realizar trabalho coletivo, para atingir um objetivo comum, obedece leis psicossociais, que determinam regras a serem seguidas, regras que, quando desprezadas, levam em geral as empresas (organizações em geral) a fracassos totais… Talvez (quem sabe?) só fracassos parciais.

O trabalho coletivo depende de fatores complexos que determinam a ação do grupo sobre o indivíduo e do indivíduo sobre o grupo, aspectos de liderança. Apesar de complexos, não são difíceis de se entender, principalmente quando vivemos numa sociedade que é coletiva por natureza. Veja o sucesso dos “orkut” da vida. A dificuldade só acontece quando somos movidos por uma questão estética do que deve ser um SI ou um PDI, ou um ERP, do que representa trabalhar numa organização.

Vale lembrar (de forma simplista mas suficiente) que o computador está para a informática assim como a chuteira está para o jogador de futebol. Se o jogador não estiver preparado, não adianta a melhor chuteira do mundo.

Um cordial abraço.

Sergio Vieira Holtz Filho
www.mh.etc.br
Desenvolvimento Humano e Profissional


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Dia no 02 de Março é comemorado o Dia Nacional do Turismo.

 

E o que é o Turismo?

 

Turismo é uma atividade recreativa, de lazer, que tem o “poder” de re-criar no ser humano, o equilíbrio espiritual, mental e físico, anular o estresse, gerar alegria e descontração, através de viagens, excursões e passeios, de curta duração, em lugares que despertam interesse, curiosidade, diversão e cultura, mesmo que seja na própria cidade.

 

O Turismo nos permite satisfazer espontaneamente nossas necessidades inatas de religiosidade, de lazer, de distração, de ampliar nossos conhecimentos e de romper com a rotina diária.

 

No jornal oficial da Igreja Católica, L’Osservatore Romano, foi escrito um longo artigo, pedindo que “seja estimulado o turismo religioso no mundo”, por ser justamente a atividade econômica mais eficaz no que se refere à realização do desenvolvimento pessoal, da distribuição de renda e da difusão da Paz no nosso planeta.

 

Onde houver discórdia o Turismo religioso pode levar a Paz”.

 

Como um “milagre”, a atividade turística promove nas relações entre as pessoas um ambiente extremamente harmônico e amigo, pleno de amabilidade, de cortesia, de acolhimento, de hospitalidade e cooperação totalmente incompatível com ambientes de discórdias, tanto entre os turistas, como e especialmente, entre os turistas e os habitantes dos lugares turísticos.

 

O turismo no mundo e no Brasil realiza também verdadeiros “milagres” de ressurreição de cidades e regiões que estavam “morrendo”, com o abandono dos seus habitantes. Ao se integrarem no movimento turístico regional, com assessoria técnica de profissionais de turismo, seus habitantes experimentam uma espetacular mudança de comportamento num processo de renascimento e revitalização de si mesmos e da sua cidade e região.

 

O desenvolvimento da consciência dos benefícios da presença dos turistas gera também inúmeros benefícios pessoais, com uma verdadeira explosão da criatividade e hospitalidade que motiva os habitantes do local a conhecer a sua História, descobrir, embelezar e criar lugares e atrações turísticas, valorizar suas comidas típicas, artesanatos, atividades recreativas e prestar inúmeros serviços com especial qualidade de atendimento. Além de tudo isso, está trazendo de volta seus antigos habitantes, pois há oportunidades ilimitadas de trabalho.

 

Há milênios, as viagens e o lazer sempre foram atração para as pessoas humanas, motivadas pela necessidade de conquistas, de negócios, de descobertas, de expansão…

 

Na Grécia antiga o povo dava especial importância às viagens como oportunidades de diversão, de religiosidade, de esporte e cultura. Viajavam durante o ano para os santuários dos seus deuses e para Olímpia na época das olimpíadas.

 

Em Roma, o povo criou os primeiros lugares especiais para o turismo e o lazer – as arenas para competições esportivas e espetáculos teatrais e as termas e praias frias para fins terapêuticos.

 

Na Idade Média, com o Cristianismo, surge o turismo religioso na Europa toda, com as peregrinações para os vários santuários europeus, no Caminho de Santiago, para a Terra Santa, para Jerusalém.

 

Mas, somente em 1841 o turismo se torna atividade econômica e empresarial. O inglês Thomaz Cook, o pai do turismo moderno, foi a primeira pessoa que cobrou para organizar uma viagem de um dia, feita de trem, para 570 pessoas participarem de um congresso antialcool. O seu entusiasmo foi tal, que o transformou no primeiro agente de turismo.

 

Na segunda metade do século XX, o Turismo passa a ser atividade de massa. Em conseqüência, multiplicam-se as “indústrias” de alojamentos, de alimentação, dos vários tipos de transporte e de recreação. Esse desenvolvimento cria a necessidade urgente de profissionalização e provoca a difusão das escolas de turismo, hotelaria, gastronomia e educação física para as atividades de recreação. 

 

Hoje, o Turismo e o Lazer estão entre os campeões de crescimento e os mais promissores para o futuro, estimulando, cada vez mais, os investimentos mundiais na formação e administração de um número ainda maior de profissionais especializados e ligados à prestação dos seus serviços. No Brasil, multiplicam-se as atrações turísticas em todo o país, tanto no litoral como no interior, com estruturas de alta qualidade para atender os turistas.

 

O Turismo é a “indústria” mais desenvolvida do mundo e permite uma arrecadação de impostos, diretos e indiretos, para os países de mais de 350 bilhões de dólares. Na ONU há um organismo internacional específico para a organização do turismo mundial – a OMT (Organização Mundial do Turismo). Os dados oficiais mostram que o Turismo emprega no mundo, mais de 200 milhões de pessoas que equivale a mais de 9% do total de empregos do planeta. Até 2010, está previsto que o Turismo estará empregando mais de 600 milhões de pessoas.

 

Pelo desenvolvimento apresentado no mundo inteiro, incluindo o Brasil, o crescimento do Turismo chega a 10% do total das exportações mundiais e responde por 13% dos gastos anuais dos turistas, o que só perde para os gastos com alimentação.

 

Toda a mídia e a internet estão promovendo um desenvolvimento cultural e progresso econômico que cria a necessidade de conhecer mais, de saber mais, de ter mais prestígio social e, portanto de viajar mais, de fazer turismo, realizando o desenvolvimento pessoal, distribuindo renda e difundindo a Paz pelo nosso planeta. São os “milagres” do Turismo.

 

 

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A propósito do artigo “Quem foi que tirou Deus das nossas vidas“, espiritualidade e preocupações do dia-a-dia seguem, muitas vezes, percursos separados. Orat et labora – o convite para orar e trabalhar – é uma regra de vida beneditina que traduz uma sabedoria de 1500 anos e que une num mesmo caminho estes dois aspectos da vida.

Um grande mérito dessa sabedoria é a integração da espiritualidade no próprio trabalho cotidiano. De fato, a partir dessa mística, constata-se que não é preciso deixar para trás o mundo com suas preocupações para experimentar Deus em sua vida, pois Deus se deixa encontrar no centro da vida e dos afazeres do trabalho.

  • Orar e trabalhar / Anselm Grün, Fidelis Ruppert; tradução de Carlos Almeida Pereira. – Petrópolis, RJ : Vozes, 2005.

 

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Quem foi que tirou Deus da minha vida e o colocou dentro de uma caixa de alvenaria? Como é que nós fomos adestrados a parar de trabalhar para descansar, parar de descansar para ir trabalhar…? Hora de almoçar, hora de lazer, hora da família, e hora para falar com Deus, somente aos domingos, dentro da caixa de alvenaria.

“… Assim, se for segunda-feira, e são 7h30…
é preciso se desadaptar do meio doméstico…
e se readaptar a um meio completamente diferente.
8h00 significa que todos devem parecer ocupados.”
* (The Gods Must Be Crazy, ou Os deuses devem estar loucos, filme lançado em 1980, escrito e dirigido por Jamie Uys.)

Aos domingos, e somente aos domingos, “como escolhidos de Deus, santos e amados, vistam-se de sentimentos de compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência. Suportem-se uns aos outros e se perdoem mutuamente, sempre que tiverem queixa contra alguém.” (Cl 3, 12-13)

No Antigo Testamento, Pentateuco, Êxodo 25, 8, encontraremos algo mais ou menos assim: “Faça um santuário para mim, e eu habitarei entre eles.” Algumas traduções trazem este versículo dizendo: “… habitarei dentro deles.”

Há, evidentemente, dezenas de outros versículos que trazem esse mesmo pensamento.

Repare que YHWH não diz que habitará no santuário, mas, ao invés disso, Ele habitará dentro do povo. O propósito da construção de um santuário, de um templo, era dar ao povo um lugar central para se reunirem. O Templo não tinha, e não tem, por objetivo ser estrutura permanente (baseado em texto de Tom Mordechai Mitchell, traduzido por Sha’ul Bentsion). Hoje, temos muitos templos construídos majestosamente, porém…

A resposta se torna clara: “Vocês abandonam o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens.” (Mc 7,8)

Na hora do lanche, na hora do trabalho, na hora do lazer, na hora da família, no bar com os amigos, ganhando dinheiro, gastando dinheiro… Quem disse que Deus não está lá… Ou aqui… bem aqui… “Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou: ‘está ali’, porque o Reino de Deus está dentro de vocês.” (Lc 17, 21)

;-)

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