— Pedagogia Empresarial

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November, 2009 Monthly archive

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Maria Luiza Marins Holtz

O mar sempre foi atraente para as pessoas humanas, como fonte de alimentos, de via de transporte, e meio de defesa… E é por isso que as antigas civilizações floresceram sempre junto ao mar.

Com o passar dos tempos o mar se tornou também lugar de lazer… E a procura de praias que permitissem banhos de mar, infelizmente também foi sendo acompanhada de afogamentos… Socorridos ou evitados, no início, por marinheiros e populações costeiras que conheciam os segredos do mar e estavam acostumados com a ocorrência de afogamentos nas embarcações em alto mar… De onde surgiram as expressões -  “Homem ao mar” e “SOS”- usadas até hoje pelos Salva-Vidas.

O dia 28 de Dezembro é o Dia dos Salva Vidas ou Guarda Vidas. Esse dia foi determinado por uma inspiração religiosa… Porque esse é o Dia do Anjo Damabiah, da hierarquia do Arcanjo Gabriel, responsável pela proteção e o bem estar das pessoas que vivem no mar e próximo ao mar.

As primeiras organizações de Salva Vidas no mundo foram criadas na França. Em 1865  a Societé Centrale de Sauvatage de Naufragés. E, em 1873, os Hospitaliers Sauvateurs Bretons, reconhecidas como utilidade pública em 1901.

A partir da década de 1940 depois das grandes Guerras Mundiais, foi crescendo, cada vez mais, o turismo em massa das populações dos grandes centros urbanos, para passar o verão nos litorais… E, em conseqüência, também foi aumentando a ocorrência de afogamentos de turistas que, por diversão, se aventuravam – e até hoje se aventuram – no mar.

Aqui no Brasil, na década de 1950, no Rio Grande do Sul, houve um grande trabalho de Salva Vidas Voluntários vindos da população litorânea – principalmente pescadores – que faziam plantões na beira da praia de Tramandaí e eram especialmente reconhecidos e aplaudidos pelo público pela sua coragem e espírito humanitário.

O freqüente aumento das ocorrências de afogamentos nas praias tornou necessária e urgente a formação profissional de Salva Vidas ou Guarda Vidas.

Coincidentemente no dia 28 de Dezembro de 1970, também no Rio Grande do Sul, a Brigada Militar de Porto Alegre encampou com grande empenho o serviço de Salva Vidas ou Guarda Vidas, formando a primeira turma de policiais militares exclusivamente para o trabalho de Salva Vidas. Antes disso, a responsabilidade de salvamentos era dos municípios.

Atualmente em todo o Brasil e em todo o mundo, com o objetivo de proporcionar alta qualidade profissional, os Cursos de Formação de Salva Vidas ou Guarda Vidas desenvolvem três aspectos principais…  Condicionamento físico (o principal)…  Condicionamento tático (técnicas específicas) e… Condicionamento psicológico (espírito humanitário, amor, coragem, segurança…). Além disso, o estudo teórico de várias disciplinas, equilibradas com intensas atividades práticas.

O princípio básico do trabalho profissional dos Salva Vidas ou Guarda Vidas é a prevenção, com especial atenção às ações preventivas… Porque… Quando um grande número de pessoas é orientado na praia, é evitado o mesmo número de ocorrências de afogamentos.

Não adianta a Corporação Militar no seu Agrupamento Marítimo e Fluvial ter equipamentos de ponta se os homens não estiverem bem qualificados”. Afirma o Coronel Costa.

Anualmente, no dia 28 de Dezembro, os Salva Vidas organizam competições técnico-profissionais que servem para testar e eficiência dos homens do mar e garantir que a população tenha um serviço de alta qualidade em permanente evolução.

No Dia 28 de Dezembro… Viva!… Os Salva Vidas!… Que arriscam suas vidas, praticando o amor ao próximo.

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Empresário de sucesso, engenheiro civil, contou-me um fato que aconteceu com ele e uma grande operadora de TV, Internet e telefonia… Uma das poucas…

Você já deve estar imaginando! Qualquer pessoa que tenha um contrato com qualquer operadora do ramo já passou por isso, mas quero apontar um bom exemplo de burrice institucional. Sim, burrice porque não é possível que eles façam de propósito… A não ser que hajam outras intenções — e isso é provável — para tratar mal clientes “fiéis”.

O caso é simples: A sua conta mensal (a dele) era de R$ 240,00, e as promoções só são oferecidas para novos clientes. Você já deve ter sentido na pele esse desaforo, independente do valor monetário.

Então meu amigo empreiteiro de sucesso se dirigiu ao escritório da sua fornecedora (ninguém merece aqueles 0800!) e provocou uma negociação, que, obviamente não foi aceita. Ele, então, cancelou o contrato. Ponto!

No dia seguinte recebeu uma ligação do Departamento de Fidelização, com aquela conversa que você já deve estar imaginando:

Vimos o seu cadastro, e o Senhor é um cliente exemplar… blá, blá, blá… Está conosco há tanto tempo… blá, blá, blá… O Senhor não gostaria de permanecer conosco… blá, blá, blá… Nós temos outras opções de contrato… blá, blá, blá…

Na medida em que a conduta podia ser cortês, meu amigo falou para ela:

Mas por que vocês não ofereceram isso ontem?

Veja bem! É que é outro departamento… blá, blá, blá… Respondeu a mocinha, porque sempre é uma mocinha (des)preparada especialmente para a tarefa de limpar as cag… os percalços, os transtornos inerentes a “outro departamento“.

Outro departamenteo? Será que tem gente que engole isso? Ora! Outro departamento é a mesma empresa. Imagine você falando algo assim:

– Desculpe-me. Eu não sabia. Foi o meu pé que chutou o seu…

Outro departamento!

Departamentalização já é uma palavra não muito simpática. Tente pronunciá-la e sinta… Sinta quanta energia é necessária só pra pronunciá-la. Imagine para implantar e manter integrados todos os departamentos que o seu professor da faculdade, citando diversos autores, convenceu você de que isso é sinônimo de organização.

Aí o Departamento de Fidelização tem que resolver os transtornos do Departamento Comercial, que tem que suprir as deficiências do Departamento Financeiro, que, por falha do Departamento de Administração, precisa atender às elocubrações do Departamento de Marketing, que precisa de mais recursos para justificar as campanhas de… De que mesmo? E tem o Departamento de Recursos Humanos… Ah! Esse é só despesa! Pra que tanto treinamento? Se não funciona mesmo!

Durante uma consultoria para uma empresa de Goiânia, sugeri para o empresário que desmontasse o departamento de vendas. Nooossa! Foi um escândalo. Então negociei que ele passasse de 50 vendedores para 10.

– Nem pensar! Disse ele.

– Mas, imagine quanto papel higiênico você vai economizar… E cafezinho? E a conta telefônica? E papel, e horas-extras do pessoal da administração para concertar as cag…? Respondi em tom de brincadeira, porque não se pode falar algumas verdades assim, na lata.

Aquele empresário, consciente das necessidades de uma organização mercantil, ouviu atentamente o meu discurso sobre a empresa vendedora. Um discurso, a meu ver, muito simples! Em qualquer organização, todos são vendedores. As vendas são o combustível de toda organização. Mesmo as ONGs, precisam das vendas, precisam divugar o seu produto. Mas isso não pode ficar num departamento isolado. Isso seria um câncer: um grupo de célular que exercem suas funções para satisfazer-se a si mesmas, individualmente, em detrimento do organismo.

Como resultado, implantamos um sistema de gestão de vendas, envolvendo toda a empresa. Ameaçamos uma redução no percentual da comissão de vendas, o que facilitou o expurgo de alguns parasitas, enxugando a máquina. Permaneceram os que realmente tinham afinidade com a organização. Pasmem! Com isso, aquela organização obteve um aumento de 27% nas vendas, no primeiro mês.

Não recomendo que todos façam o expurgo dessa maneira. Cada caso é um caso!

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Semana passada, enquanto aguardava para entrar no auditório da FUNDEC, em Sorocaba, eu conversava com um industrial, jovem responsável pai de família, terceira geração no comando de uma indústria do ramo alimentício, referência nacional, com uma carteira de clientes invejável.

O papo rola solto nessas ocasiões e, conversa vai conversa vem, ele comentou que havia levado “um fumo” trabalhista.

– É mesmo?

Dei-lhe essa interjeição, para auxiliar que continuasse. Sem rodeios ele descreveu a hisória:

– Mas a culpa é nossa — ele disse. Você sabe, né? Até quarenta funcionários o meu piso é 700 e trólóló, com cento e vinte, passa para 1.200. Então, no primeiro ano, nós fizemos a lição de casa direitinho, não misturamos terceirizados com funcionários, nem temporários com terceirizados e funcionários, uniformes de cores diferentes, nenhum terceirizado recebia ordens de funcionário meu, tudo belezinha.

E ele continuou no mesmo ritmo.

– No segundo ano, hehe, já comecei a misturar, e no terceiro, mais ainda. Aí já tinha funcionário meu dando ordens para terceirizado; no mesmo turno tinha gente de uniforme azul e de uniforme cinza… Aí a fiscal chegou e disse que não tinha jeito. Ela ainda falou que entendia porque a gente fazia aquilo, mas não dava pra deixar passar daquele jeito. Ela quebrou alguma coisinha e a multa foi de nove paus.

– É Fulano! Hoje, quando se trata de relações trabalhistas, é mais  barato por tudo na carteira — Eu comentei, e fui imediatamente contestado.

– Mas, a economia é muito grande! … de 700 para 1200 por cabeça…

Então tá! Paga a multa. Mas, sabe Fulano, hoje qualquer empregada doméstica tem mp3, os filhos dos teus empregados tem Orkut e MSN…

– É! E eles sabem mais que a gente.

– Teus empregados tem acesso à informação — continuei–, o governo proporciona milhares de oportunidades de informação e até promove essa conscientização do povo. Enquanto isso o empresariado continua a administrar seu pessoal como no século XIX, mil oitocentos e pouco, no começo da era industrial. Reúnem-se nesses clubes, federações e confederações, passam perfume, e trocam prêmios entre si, e não estudam.

Nesse momento ele apertou os lábios e levantou as sobrancelhas, num gesto deÉ isso mesmo! Tenho que dar o braço-a-torcer.

Aproveitei a expressão e emendei:

– Ô Fulano! Eu fui diretor de sindicato! Quando recomeçou o movimento sindical no Brasil, em 78, 79, a turma (dos empregados) já estudava, enquanto os empresários cederam, cederam e cederam porque não sabiam negociar. E até hoje não sabem. Os empregados vivem na era da informática e os empresários ainda pensam e agem na era da carroça.

Mais um gesto de resignação, afinal, “O Corpo Fala”. E prossegui a galope.

– Ô, Fulano! “O carcereiro está preso pela mesma chave com o carcerário”. Esses sistemas de controle que a maioria usa com medo de ser roubado, são a desculpa do empregado para não pensar, não resolver problemas. O empresário toma para ele mesmo a responsabilidade! Você percebe que é a gente mesmo que cria essa prisão?

Essa mudança do discurso, da terceira pessoa do singular para a primeira do plural, contribui para construir cumplicidade e disfarça a agressão explícita. Afinal de contas estamos falando dos outros, né?!

– É verdade! Ele respondeu em voz alta, mas com o queixo pra baixo.

– Você lembra aquela vez que fomos conversar com aquela agência de publicidade… (a respeito de um trabalho que fizemos juntos há dois anos mais ou menos)

– Em Pinhal!

– Isso!… Lembra que o cara comentou sobre o efeito do futebol nas pessoas, que “se alguém descobrir como funciona o futebol, fica milionário“?

– Lembro.

– Pois é! Você já ouviu aquela história de vestir a camisa… de “somos um time”… Qualquer “consultor de RH” usa esse bordão, e o empresário ingênuo e seus diretores e gerentes caem… Tudo balela! Porque a turma faz esses programas de motivação, recompensa, premiação… Tudo suborno de consciência! Funciona sim, como suborno, não funciona como o time, que o cara torce esteja ele perdendo ou ganhando, seja ele campeão mundial de clubes ou rebaixado para a décima terceira divisão. O cara não troca de time. Isto não tem nada a ver com suborno.

– Mas então como é que faz?

– Meu! No futebol tem objetivo a ser alcançado e dificuldades a serem vencidas. Na empresa, a gente fala pros empregados de metas e objetivos, mas tira deles as dificuldades a serem vencidas! Então o empregado não assume, porque não tem tesão. Não tem tesão porque não tem dificuldades a serem vencidas, não pode ser ele mesmo, ou as dificuldades que eles tem no trabalho só lhes dão direito a uma punição se não forem cumpridas.

– É mesmo!

– O empresário quer ser patrão, quer ser dono, quer ser proprietário… O preço disso é, de vez em quando, “si fu” um pouquinho. Mas, olha, a turma tá estudando! Esse “si fu de vez em quando” vai ficando cada vez mais frequente. E daí todo dia, todo dia, todo dia… A coisa tava mudando… Agora a coisa está mudada. Se continuar brincando…

Aí tocou o sinal e entramos para ouvir (e assistir) a mais um concerto da Orquestra Sinfônica de Sorocaba com a participação do Coral da FUNDEC.

;-)

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E por falar em finados (data desta postagem), nós recebemos vários e-mails todas as semanas, de pessoas pedindo uma formulinha mágica para a gestão dos recursos humanos. Não existe fórmula mágica! Muitas vezes são estudantes de pedagogia, vilipendiados por seus orientadores de TCCs com seus questionários insossos, buscando não sabem o que. Da nossa parte, respondemos todos com consideração e respeito.

E para lembrar das coisas boas que os antepassados deixaram, nosso trabalho de consultoria serve ao desenvolvimento humano e profissional. É empírico, fenomenológico, sistêmico. Por isso atendemos pessoas, físicas e jurídicas, que desejam uma certa mudança. Quando nos procuram estão cansados da mesmidade, angustiados com o marasmo, desejosos de viver com prazer.

“Não é possível que a vida seja só isso!”

Preferimos o atendimento pessoal, mas, algumas vezes, atendemos ao “departamento de RH”, na posição de consultores, auxiliares, ajudantes para a sua competência, preparando calendário de atividades motivacionais e de integração, projetos de formação de mão-de-obra e educação continuada, etc… e para isso usamos Pedagogia.

Por isso “Pedagogia Empresarial

Não trabalhamos com pacotes prontos, porque cada um é cada um. [:-/] Por isso também trabalhamos com “homeopatia”. Calma, calma! Não, nós não ministramos medicamentos, nem aviamos receitas, mas sim, admiramos o conceito homeopático, similia similibus curantur.

A homeopatia compreende o mundo diferentemente tanto da medicina acadêmica como da medicina natural, formando a base espiritual para uma medicina realmente comprometida com Princípios de Vida. Trata de não combater um sintoma com seu contrário, mas sim de aliar-se ao sintoma e até mesmo apoiá-lo na sua tentativa de trazer cura ao doente. Como informação pura (acima da D23, não contém nada da substância original), o medicamento homeopático contribui para a cura quando o quadro do medicamento corresponde ao quadro de sintomas.

É nesse sentido que conduzimos o nosso trabalho de consultoria na Administração de Recursos Humanos, propondo não a extirpação dos vícios, mas a valorização das virtudes pré-existentes, similia similibus curantur, ministrando informação pura, conduzindo cada cliente, pelo seu próprio caminho, para encontrar a auto-realização, a via de acesso, a “veia do sucesso”.

\o/

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