— Pedagogia Empresarial

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April, 2009 Monthly archive

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As metástases do câncer e as filiais das empresas tem objetivos análogos: elas se esforçam para colocar o máximo possível de seu próprio programa sem dar a menor chance às forças locais.

Podemos ver o mesmo modelo do câncer no mapa-mundi de um escritório empresarial: um círculo vermelho no meio aponta a localização da empresa matriz, que se infiltra nas regiões circundantes com pequenas filiais marcadas também em vermelho, porém menores. Estas metástases diminuem em número na periferia. Alguns países ainda estão livres, enquanto em outros há grandes colônias. Esta imagem é semelhante às imagens de um corpo tomado pelo câncer, obtidas por procedimentos de diagnóstico tais como a cintilografia.

No âmbito econômico, os representantes da atitude correspondente são aplaudidos desde o início, já que o câncer evidencia a atitude que faz o êxito empresarial. O empreendedor típico da primeira fase do capitalismo ultrapassa as fronteiras estabelecidas e ataca a concorrência sem compaixão, expulsando-a da área, já que com o poder de seus cotovelos pressiona-a contra a parede e a tira do negócio, mina o seu terreno ou pelo menos se infiltra em seus mercados. Em lugar de metástases, sucursais, “filie” tornam-se aqui filiais, empresas afiliadas são fundadas. No princípio a matriz, como o tumor correspondente, cresce para além de si mesma, então ela se infiltra na vizinhança para finalmente tornar-se ativa por todo o país e, idealmente, no mundo todo. Estar presente em toda parte e ter tudo sob controle. Este é o comportamento tradicional das grandes empresas.

O crescimento das grande cidades modernas também oferece uma imagem explícita de ânsia de expansão de tipo canceromorfo. As fotos tiradas por satélites mostram como elas devoram e ulceram a paisagem circundante. Tal como um tumor canceroso, elas confiam no crescimento desalojador e infiltrante, enquanto ao mesmo tempo emissários isolados são enviados sob a forma de cidades-satélites, cidades-dormitórios, zonas industriais e outras atividades metrastáticas.

Quando se considera a Terra como um todo um todo, a maneira como por toda parte ela é cancerigenamente devorada, saqueada impiedosamente e privada de sua capacidade de reação, a imagem correspondente àquela de um corpo que sucumbiu ao câncer. Quanto à avaliação do estágio em que ela se encontra, se ainda pode lutar para defender-se ou se já está em estado terminal, os economistas, biólogos, teólogos e outros “istas” e “ólogos” não chegaram a um acordo. O correspondente estado de resignação do corpo frente à energia vital juvenil do câncer chama-se caquexia (enfraquecimento geral das funções vitais). Ele se entrega à consumação, demonstrando em sua atitude de entrega que está aberto para passar ao outro mundo. Como a nossa Terra continua tentando regenerar-se e se defender energicamente do pululante gênero humano, ainda há esperança.

Mas não somente os princípios de nossa maneira de pensar no que se refere à Terra assemelham-se àqueles da célula cancerígena, nós compartilhamos também um lapso decisivo, ou seja, não medimos consequências de nosso comportamento: a morte de todo o organismo implica inevitavelmente na morte de todas as suas células, inclusive as células do câncer.

(…) O crescimento degenerado e caótico em todas as direções mostra o perigo, que o progresso sem objetivo termina na morte.

(…) Este, entretanto, é o ponto final, ou melhor, o ponto do meio, que somente pode ser aberto pelo amor.

Baseado em:

A doença como linguagem da alma : os sintomas como oportunidade de desenvolvimento / Rüdiger Dahlke ; tradução Dante Pignatari. São Paulo, Cultrix, 2007.

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Nos sítios industrializados (país é um conceito abstrato em extinção), nosso relativo alto padrão de vida nos poupa de refletir sobre a dimensão existencial de nosas vidas. A maioria dos conflitos desenvolve-se em um caminho destrutivo porque as pessoas não são capazes de (ou não querem) assumir responsabilidades por sí próprias. Apenas a perspectiva da morte traz tais pensamentos.

Não coincidentemente, doenças sérias ou fatais estão entre as fontes mais poderosas de mudança, inspirando-nos a desafiar nossa própria boa criação. Confrontados com a morte, muitos de nós alteram, num instante, todos os nossos preconceitos elementares. Deixamos de ser extrinsecamente para ser intrinsecamente controlados.

Eu estimo que para cada cem adultos, vinte e quarenta anos de idade, talvez dois ou três sejam capazes de assumir resonsabilidade por suas próprias vidas. Tradicionalmente, a criação e as teorias educacionais enfatizam a responsabilidade social e nem citam a responsabilidade pessoal.

Quando as crianças são criadas para serem conscientes sobre sua responsabilidade social, elas frequentemente tornam-se socialmente responsáveis. De fato, muitas delas tornam-se até superresponsáveis. Ocorre que essas pessoas socialmente superdesenvolvidas, muitas vezes tem falta de responsabilidade pessoal. Por outro lado, quando as crianças são criadas para desenvolve sua responsabilidade pessoal, natural, elas também tendem a se tornar altamente responsáveis socialmente como parte do processo.

Esse fenômeno contradiz a crença de que a natureza egocêntrica da criança deve ser reprimida em consideração à comunidade. Também contradiz a crença daqueles que assumem que é necessário comprometer a integridade de uma pessoa para que ela seja de valor para a sua comunidade.

Redescobrimos, graças a Deus, o estreito relacionamento entre responsabilidade social e responsabilidade pessoal.

Talvez ainda haja tempo

Com essa nova compreensão do interrelacionamento entre responsabilidade pessoal e social, se você realmente quer contribuir para o crescimento e o desenvolvimento da sua comunidade, seja ela uma empresa, uma igreja, uma cooperativa, uma associação de bairro, ou um continente, não importa a extensão da tua consciência, ao trabalhar (carpe diem), conviver, você deve:

  • salvaguardar a integridade pessoal deles, e
  • intervir quando sentir que as pessoas estão cooperando em um grau excessivo.

Agindo assim, “adultos” garantem que suas “crianças” desenvolvam uma autoestima saudável e um bom grau de autorresponsabilidade… Lógico que social!

Baseado em Sua criança competente / Jasper Juul ; tradução de Marco Antônio Castilho. — Osasco : Editora Novo Século, 2002.

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JOÃO BOSCO LODI (1934-2002) - O filósofo que consertava empresas

Dono de uma sólida cultura filosófica e teológica (formou-se em Roma), tornou-se professor da FGV, administrador de empresas e reorganizou empresas importantes. Na qualidade de consultor ou diretor trabalhou na Editora Abril, Rede Globo, O Estado de S.Paulo e RBS. Tornou-se um dos poucos especialistas na matéria. Aqui a nossa homenagem.

João Bosco Lodi ensinou a classe emergente dos executivos, na década de 1960 em diante, o que era gestão, como se dividia o tempo em viver e trabalhar, o que e como ler, que era importante conhecer às necessidades dos clientes… Apostou na profissionalização das empresas familiares, num mercado dominado pela repetição do que era moda lá fora. O ensino planejado para despejar no colo dos alunos informações ralas. Ninguém à época escreveu tanto sobre gestão familiar. 

De Lodi, escutei pela primeira vez a citação ao ócio criativo. Pioneiro no Brasil da Administração por Objetivos e pela introdução e difusão da Governança Corporativa. 

Vê-se que a Filosofia está a serviço do bem estar pessoal, profissional e social, na prática, antes de Lou Marinoffa philosophical practitioner.

Generalizando, ouvi dizer que, se Machado de Assis não fosse “afrodescendente” e brasileiro, ele seria o pai da Psicanálise.

A solução dos teus problemas pode estar “no meio de vos“.

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Para a maioria das pessoas o prazer é uma palavra que evoca sentimentos conflitantes. Por um lado está associado com o que é bom. Sensações agradáveis são boas, a comida é boa, o livro é bom, a música é boa, o sexo é bom. Mas muitas pessoas achariam desperdício uma vida devotada ao prazer. A reação positiva frequentemente é tolhida por medos. Medo de que o prazer nos leve a caminhos onde esqueceríamos deveres e obrigações, deixando nosso espírito se corromper pelo prazer descontrolado. Outros ainda veem o prazer com uma conotação lasciva. O prazer, especialmente o prazer carnal, tem sido considerado, na civilização oidental, como a maior tentação do demônio. Para a tradição católica romana, isto inclui todos os ramos protestantes, quase todas as formas de prazer são formas de pecado.

Todos receiam o prazer. Como a cultura moderna está dirigida mais pelo ego do que pelo corpo, o poder se transformou no principal valor, reduzindo o prazer a uma situação secundária, um meio para atingir o poder. O homem moderno quer dominar o mundo e comandar o self. Contudo não consegue se livrar do medo de que isso seja impossível, nem da dúvida de que talvez não fosse bom. Apesar disso, o homem moderno faz o que faz porque acredita (esperança ou ilusão) que ao alcançar seus objetivos (efêmeros), terá uma vida de prazeres. Essa situação se assemelha à de Fausto que vendeu a alma a Mefistófeles em troca de uma promessa que nunca poderá se cumprida. Apesar da promessa de prazer ser a tentação do diabo, o prazer não pode ser proporcionado pelo diabo.

Fausto continua tão sinificativo hoje como na época de Goethe (aqui cabe um alerta aos leitores pedagogos, aos que não estão acostumados ao ensino e aprendizagem, de que estamos usando de generalização). Entre a magia do século XVI e a ciência do nosso século não há diferença no empenho em dominar e controlar a vida.  Seria bom compreender que todos nós, como o D. Fausto, estamos prontos a aceitar as tentações do demônio. Ele está dentro de cada um sob a forma de um ego, que nos acena com a realização de um desejo desde que o obedeçamos. A (falta de) personalidade dominada pelo ego é que é uma perversão diabólica da verdadeira natureza humana. O ego não existe para ser mestre do corpo, mas sim servo, leal e obediente. O corpo, diferente do ego, deseja prazer e não poder. O prazer é a origem dos bons pensamentos e sentimentos felizes. Quem não tem prazer (inclusive físico) se torna rancoroso, frustrado e cheio de ódio. O pensamento e o potencial criativo se perde, e esse ser se torna autodestrutivo (câncer, por exemplo).

baseado em Lowen, Alexander. Prazer: uma abordagem criativa da vida; tradução Ibanez de Carvalho Filho. – São Paulo : Summus, 1984.

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Essa “história” começou na França, em 1564, com a mudança do calendário Juliano para o atual calendário Gregoriano, quando o Rei Carlos IX determinou que o Ano Novo passaria do dia 25 de Março, início da Primavera, para o dia 1o de Janeiro. As pessoas mais desenvolvidas entenderam e aceitaram e, começaram a fazer brincadeiras mentirosas e ridículas, no dia 1o.de Abril, com aquelas que resistiram à mudança e não quiseram aceitar o novo calendário, que já vigorava para todo o mundo cristão.

Considerando a origem do “dia da mentira” reconhecemos que a criação desse dia foi um menosprezo para com as pessoas do tipo que não aceitam a evolução, as mudanças e o progresso.

Mesmo que seja uma “brincadeirinha” será que é “uma boa” comemorar o dia da mentira? “Gozar” das pessoas fazendo-as de bobas, desprezando a sua dignidade humana? Ou, fazendo papel de bobo nas “gozações” das pessoas conosco? Aliás, o dia 1o. de Abril em alguns países como a Inglaterra é chamado de “O dia dos bobos”.

A Psicologia ensina que a virtude de sermos verdadeiros e transparentes faz com que nos sintamos muito bem conosco mesmo e o vício da mentira impossibilita a paz de espírito e a alegria de viver e nos causa um sentimento de tristeza e infelicidade.

O vicio da mentira é um dos nossos comportamentos inimigos que “tramam” contra nós.

O Catecismo da Igreja Católica também, ao tratar do Oitavo Mandamento ou Oitava Lei de Deus focalizar o vício da mentira nos ensina como Viver na Verdade e sentir paz.

As 10 Leis de Deus (ou 10 Mandamentos) são as Leis da Felicidade para a humanidade. São 10 regras benéficas para o comportamento humano, fundamentadas na Lei Natural. E, Jesus Cristo não veio “abolir as Leis e sim ensinar a praticá-las” para garantir, com segurança, a nossa permanente Aliança natural com Deus que é A Verdade e Felicidade. Nem que seja “brincadeirinha”, o vício da mentira causa um rompimento dessa Aliança natural da nossa pessoa com Deus e, por isso sentimos infelicidade.

Na Oitava Lei (da felicidade) ou Oitavo Mandamento – ”Não apresentarás um falso testemunho contra teu próximo” Ex. 20,16 – o Catecismo da Igreja Católica nos oferece várias razões para nos livrarmos dos efeitos desastrosos do vício da mentira:

  • “Deus é única fonte de toda a Verdade”
  • “O ser humano tende naturalmente para a virtude da verdade”. Portanto é mais fácil e gratificante viver na verdade e receber seus efeitos benéficos.
  • “Em Jesus Cristo a Verdade se manifestou plenamente. Ele e tudo o que ensinou, é “cheio de graça e verdade”.
  • Seguir e imitar os comportamentos de Jesus Cristo é viver do “Espírito da Verdade”. E, “Se dissermos que estamos em comunhão (unidos) com Ele e andamos nas trevas (vícios e sofrimentos) mentimos e não praticamos a verdade”. Jô 1,6.
  • “A virtude da verdade na retidão do agir é veracidade, sinceridade franqueza.”
  • “A virtude da verdade consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar, rejeitando a duplicidade, a simulação e a hipocrisia, a falsidade.”
  • Por justiça, “uma pessoa deve honestamente a outra a manifestação da verdade”. Porque, “A virtude da verdade devolve ao outro o que lhe é devido”.

Então! Será que é “uma boa” mentir e “comemorar” o Dia da Mentira?

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