— Pedagogia Empresarial

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December, 2008 Monthly archive

*adaptado do livro Sua criança competente – Educação para a nova família / Jesper Juul

João, 38, ex-campeão nacional de futebol, é agora um alcólatra em tratamento. Ele está tendo um desentendimento com seus terapeutas. Eles sugeriram que João comece um programa de treinamento de futebol para jovens da cidade como parte de seu treinamento dereabilitação. Ele rejeita esta idéia, diretamente, alegando que está completamente acabado para o futebol.

Seus terapeutas interpretam isso como outra demonstração de sua falta de autoconfiança e intensificam suas tentativas de motivá-lo. Finalmente, João é capaz de expressar-se mais claramente: “Uma das razões que me levou a beber foi o meu desapontamento quando deixei de ser um atleta em atividade. .Eu descobri que todas as pessoas que eu considerava amigas estavam apenas me dando tapinhas nas costas.” O que ele descobriu (…) foi: “quando eu parei de ser um atleta em atividade senti que talvez as pessoas somente me apreciassem por causa daquilo que eu podia fazer, não por quem eu era”.

A história de João não é atípica. Quando memino, ele havia sido encorajado por seus pais e professores a praticar futebol porque parecia ter falta de autoconfiança. Quando seu talento especial para o esporte emergiu, eles fizeram tudo o que podiam para apoiá-lo e desenvolvê-lo. Eles frequentavam treinamentos, se envolveram em seu clube e gastaram a maioria dos fins de semana como expectadores. Quando João começou a aparecer na mídia e garantiu um contrato milionário no exterior, eles compartilharam seu prazer.

João entrou em conflito com seus terapeutas porque, assim como seus pais e treinadores, eles passavam por cima de uam de suas características essenciais: seu baixo sentido de auto-estima. Como a maioria das crianças (e adultos) joão podia expressar sua baixa auto-estima apenas como incerteza em relação às ações. Quando criança, ele tinha frequenttemente dito coisas como: “eu não posso fazer isso”, “eu não sou bom nisso”, ” eu não consigo resolver isso”, ou “isso é muito difícil”. Ele era imcapaz de dizer: “eu não penso que eu seja bom!”.

Como atleta, João era único, mas como pessoa ele tinha muitos companheiros sofredores: crianças e jovens, que por acreditarem na sabedoria dos adultos próximos, sentiam-se importantes somente se conseguissem fazer alguma coisa.

Baixa auto-estima manifesta-se em uma grande variedade de formas: medo do fracasso gabar-se, medo da vida, auto-retração, falta de laços, derrotismo, ponpa, sentimentos de culpa, uso de substâncias abusivas, comportamento violento, problemas digestivos, e assim por diante. Muitas destas manifestações serão consideradas posteriormente neste livro.

Eu não considero falta de aotuconfiança, que não está conectada com baixa auto-estima, como um problema específico. Colocando isso de outra maneira, baixa autoconfiança, ou sua falta, não é um problema psicológico, mas um problema pedagógico prático que pode ser solucionado com a ajuda de uma resposta objetiva: um treinador, se houver envolvimento em esportes, de um editor, no caso de um escritor, de um colega, no caso de um educador, de um professor, no caso de um aluno. A autoconfiança aumenta com a qualidadede das conquistas.

Adquira o livro:

Sua criança competente / Jesper Juul ; tradução de Marco Antonio Castilho. — Osasco : Editora Novo Século, 2002.

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O Fred é um cara mais que competente, ele é apaixonado. Quando re-desenhou nossa página, foi uma coisa muito louka, o resultado foi: de 600 visitas/mês para mais de 20.000 por semana. Muito obrigado Fred!

Embora ele trabalhe com Design, o alicerce é pedagogia pura porque desenvolve formas, maneiras de entender e de conduzir o comportamento humano. Ora, conduzir é ‘quase sinônimo’ (para não ferir os puristas léxicos) de ensino e aprendizagem, de educação, que é a especialidade do pedagogo.

Ainda existe por aí, um pré-conceito estético da conduta que devemos ter “quando formos gente grande”. O primeiro é que temos que trabalhar, e o trabalho é o castigo de Deus pelo nosso pecado original. Como se trata de castigo, no trabalho nós devemos nos comportar de determinada maneira, vestir determinadas roupas, seguir determinadas regras que, na maioria das vezes, servem de expiação ao pecado e não ao objeto social da empresa da qual participamos.

Mas isto já está mudando. As crises constantes ajudam a nos dirigir para uma nova mente coletiva, se não para evoluir conscientemente, pelo menos para sobreviver, mas de qualquer maneira sempre para melhor.

Vamos praticar generalização.

Meu amigo Fred escreveu:

“Jogos são excelentes exemplos de mediação social. Desde os jogos de tabuleiro até os jogos multi-player online, a interação social é o principal motivo pelo qual as pessoas jogam esses jogos. Apesar do vencedor elevar seu status social, o mais interessante do jogo são as conversas, as situações inusitadas, a sensação de pertencer a um grupo, a descoberta da personalidade da outra pessoa, a comparação entre você e os outros e por aí vai.

Enquanto a indústria de jogos já trabalha intensamente com o contexto social há tempos, a indústria de aplicativos ainda está engatinhando. Os computadores só se tornaram populares quando começaram a oferecer ferramentas viáveis para interação social. Se os projetistas desses aplicativos observassem melhor como as pessoas interagem naturalmente, poderiam tornar a mediação muito mais adequada.”

Usabilidoido ; Tudo depende do contexto

Considerando o texto acima:

  1. o que você poderia dizer quando ao papel dos jogos na construção da nova mente coletiva e da nova estética da conduta de “gente grande”? De onde viemos e para onde vamos, se é que vamos?
  2. Enquanto a indústria de jogos já trabalha intensamente com o contexto pedagógico há tempos, as outras indústrias ainda estão engatinhando. Comente.

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Pergunta:

Mas como ser mais objetivas as questões? É que como tem como referencial sobre pedagogia empresarial, meus professores estão me orientando com base em RH. O que me indicas?

Resposta:

Se é sobre RH as tuas perguntas estão fora do escopo, ou seja, não têm muito a ver com RH.

Olha! Para obter questões mais objetivas, seria interessante você definir o escopo do teu trabalho e fechar a questão, não dando muitas voltas, nem generalizando demais. Fica mais fácil de executar uma pesquisa ou monografia com um roteiro direcionado a um objetivo bem definido. Por exemplo: uma coisa é você avaliar o mercado de trabalho em Uruguaiana; outra coisa é você identificar as necessidades dos RH das empresas em Uruguaiana; outra coisa ainda é você escrever sobre o papel do pedagogo fora das salas de aula; que também é diferente de você escrever sobre o exercício da pedagogia no ambiente empresarial/comercial.

Curso online de Pedagogia Empresarial

Ao afinar o escopo, focalizar o alvo, a própria obra (tua monografia ou qualquer outra coisa) se mostrará para ti e indicará o melhor caminho a seguir. Talvez tu precises da ajuda de uma “parteira” na hora de dar a luz à obra, mas a gestação acontece por si mesmo, é um processo natural.

Como é que tu queres tratar o tema?

Mais um exemplo: A resposta à primeira pergunta, ‘Qual o papel do pedagogo na empresa?’ poderia ser o escopo (o alvo, o fim, o propósito) do teu trabalho. A resposta à segunda pergunta, ‘ Qual o perfil do pedagogo empresarial?’, deve ser o argumento do teu trabalho; argumento que levará, inexoravelmente, à resposta à primeira pergunta.

Ora, o perfil do Pedagogo Empresarial é o perfil do Pedagogo, simplesmente porque um pedagogo é um pedagogo. A palavra ‘empresarial’ é simplesmente qualificativa de local de trabalho, de ambiente. Esse qualificativo não pode adulterar as virtudes do pedagogo, porque são essas virtudes que podem servir para a construção de um mundo bem melhor, de um ambiente produtivo de trabalho, prazeroso… Utopia? Não. Para nós já é uma realidade. Basta usar de ‘generalização’ e usando do conhecimento de pedagogia, onde estiver escrito professor leia chefe, diretor, gerente, etc.; onde estiver escrito aluno leia funcionário, empregado, colaborador, etc.; onde estiver escrito escola, leia empresa; onde estiver escrito educação, leia educação mesmo.

Queres uma liçãozinha de casa? Só para treinar! No site do Ministério do Trabalho, na CBO – Classificação Brasileira de Ocupações, busque por ‘pedagogo‘ e traduza para a linguagem empresarial:

  1. a descrição sumária;
  2. as condições gerais de exercício;
  3. as Áreas de Atividades;
  4. as Competências Pessoais;

Abraço,

Sergio Vieira Holtz Filho

www.mh.etc.br

Educação a Distância

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Dia 10 de Dezembro é o Dia Universal do Palhaço.

Mas, quem é mesmo O Palhaço?

O Palhaço é um personagem representado por um ator, com nível elevado de inteligência e capacidade de observação aguçada, comediante que se veste de maneira ridícula, faz graças e ironias com caretas, mímicas e trejeitos, sempre com a intenção de divertir o público.

Com a sublime missão de fazer as pessoas rirem muito, para viver melhor, o cargo de Palhaço, nos circos, o seu local habitual, é sempre uma grande honra e responsabilidade dada aos artistas mais habilidosos e experientes… Trapezistas, malabaristas, músicos, bailarinos, poetas, mímicos, acrobatas, domadores, piadistas, cantores…

Hoje encontramos os palhaços em muitos lugares além dos circos, com essa mesma missão… Nos hospitais, nas ruas, nos palcos, nos teatros, nos rodeios, na televisão, nos hospitais, no cinema, nas festas…

Com a sua extrema sensibilidade, o Palhaço consegue até emocionar o público porque ele representa a essência da alma humana, a criança inocente que expressa tudo o que sente e nem imagina como o mundo deveria ser. 

Alguns palhaços podem ser identificados, mas freqüentemente todos aparecem pesadamente maquiados e fantasiados… Sapatos grandes, roupas largas com cores e estampas chamativas, berrantes, brilhantes e cheias de remendos, chapéus alegóricos, perucas ou penteados exagerados, um falso nariz vermelho, geralmente redondo… Fazem várias palhaçadas características e comuns a todos os palhaços do mundo… Cambalhotas. Uma flor que joga água pelo meio. Vários palhaços saindo de um carro pequeno. Golpear outros palhaços com um frango de borracha ou com bexigas. Dar tapas na cara do outro palhaço. Jogar água no público. Jogar uma torta na cara do outro palhaço. Brincar com as crianças do público… De roda, de jogos, de associações de palavras, de teatrinho, de mímicas, de manipulação de bonecos, marionetes, fantoches…

“O nariz do palhaço representa os olhos e os olhos representam o estado da alma”.

Veja só um pouquinho da história do Palhaço…

O Palhaço é conhecido há aproximadamente 4.000 anos, mas, sempre e em todas as épocas e lugares, pessoas sensíveis e muito inteligentes dedicaram-se à extraordinária arte de provocar o riso.

Na China antiga, os imperadores chineses mantinham o Palhaço com a importante função de enquanto faziam palhaçadas, observassem atentamente, para que pudessem estar certos das suas decisões. Por mais de 1000 anos em várias partes do Oriente os palhaços, eram conhecidos como “homens frívolos”, com máscaras horrendas de bochechas e sobrancelhas enormes e um grande turbante que apareciam nos teatros e em representações religiosas atuando como assistentes de príncipes e princesas. Os melhores e mais populares palhaços orientais sempre representavam dois irmãos, um bem comportado, preocupado e triste, e o outro alegre e estabanado que tudo o que fazia não dava certo.

Na Grécia antiga, há 2.000 anos, os palhaços faziam parte das comédias teatrais ridicularizando as façanhas dos heróis, logo em seguida das peças trágicas.

Na Roma antiga existiam vários palhaços… O “Cicirro” com máscara de cabeça de galo que cacarejava movendo os braços como azas. O “Estúpido” com gorro poteagudo e roupa de retalhos que apanhava dos outros atores que se fazendo enojados provocavam risos no público.

Na Idade Média já com os teatros fechados, as palhaçadas eram mais importantes do que a própria peça teatral. Os palhaços eram os personagens principais atuando em comédias religiosas representando o diabo, os vícios, a estupidez… O mal. Alguns palhaços, logo no inicio do espetáculo, levavam um bota amarrada num barbante, com a qual batiam nos espectadores, ou uma vassoura para varre-los, abrindo caminho para a entrada dos atores mímicos.

Nessa época surgiu também o ”Bobo da Corte”, Palhaço representado, na sua maioria, por atores com alto nível de inteligência, que com suas observações agudas, além de alegrar as pessoas, serviam como “alegres conselheiros” dos soberanos.   

No século XVI inicia-se a “Comédia de Arte” nos teatros da Itália e logo se expande por toda a Europa, quando surgem os palhaços marcantes, conhecidos até hoje… O “Arlequim” com sua roupa de retalhos, o “Pantaleão” de vermelho, o “Briguela” de branco e verde, o “Polichinelo” de branco e gorro poteagudo, o “Doutor” de roupa preta, o “Capitão” com roupa militar, o “Mister Punch”  inglês, e o “Pierrot” francês.

A “Pantomima Cômica”, pequena peça teatral apresentada pelos palhaços, como assistimos até hoje dentro do espetáculo circense, surgiu somente a partir da segunda metade do século XIX.    

E o Circo?

O Circo é um local que tem a característica de um anfiteatro grande, geralmente da forma circular, onde os povos antigos se reuniam para assistir os jogos públicos.

O sargento Phillip Astley a partir de 1766 foi quem iniciou, nos circos, as exibições eqüestres mescladas com a atuação de vários tipos de palhaços que se apresentavam a cavalo, ou não, divertindo o público no início e nos intervalos das exibições. Daí foram surgindo os circos modernos como conhecemos hoje, desmontáveis, cobertos, cercados de lona, onde os artistas itinerantes apresentam, além da arte da equitação, suas palhaçadas, acrobacias, malabarismos, equilibrismos…

Há milênios se sabe que “Rir é o melhor remédio” já confirmado hoje até pela medicina mais avançada.

Então, que tal irmos ao Circo, admirar o brilhante Palhaço, e tomar altas doses desse poderoso remédio?

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