*adaptado do livro Sua criança competente – Educação para a nova família / Jesper Juul“
João, 38, ex-campeão nacional de futebol, é agora um alcólatra em tratamento. Ele está tendo um desentendimento com seus terapeutas. Eles sugeriram que João comece um programa de treinamento de futebol para jovens da cidade como parte de seu treinamento dereabilitação. Ele rejeita esta idéia, diretamente, alegando que está completamente acabado para o futebol.
Seus terapeutas interpretam isso como outra demonstração de sua falta de autoconfiança e intensificam suas tentativas de motivá-lo. Finalmente, João é capaz de expressar-se mais claramente: “Uma das razões que me levou a beber foi o meu desapontamento quando deixei de ser um atleta em atividade. .Eu descobri que todas as pessoas que eu considerava amigas estavam apenas me dando tapinhas nas costas.” O que ele descobriu (…) foi: “quando eu parei de ser um atleta em atividade senti que talvez as pessoas somente me apreciassem por causa daquilo que eu podia fazer, não por quem eu era”.
A história de João não é atípica. Quando memino, ele havia sido encorajado por seus pais e professores a praticar futebol porque parecia ter falta de autoconfiança. Quando seu talento especial para o esporte emergiu, eles fizeram tudo o que podiam para apoiá-lo e desenvolvê-lo. Eles frequentavam treinamentos, se envolveram em seu clube e gastaram a maioria dos fins de semana como expectadores. Quando João começou a aparecer na mídia e garantiu um contrato milionário no exterior, eles compartilharam seu prazer.
João entrou em conflito com seus terapeutas porque, assim como seus pais e treinadores, eles passavam por cima de uam de suas características essenciais: seu baixo sentido de auto-estima. Como a maioria das crianças (e adultos) joão podia expressar sua baixa auto-estima apenas como incerteza em relação às ações. Quando criança, ele tinha frequenttemente dito coisas como: “eu não posso fazer isso”, “eu não sou bom nisso”, ” eu não consigo resolver isso”, ou “isso é muito difícil”. Ele era imcapaz de dizer: “eu não penso que eu seja bom!”.
Como atleta, João era único, mas como pessoa ele tinha muitos companheiros sofredores: crianças e jovens, que por acreditarem na sabedoria dos adultos próximos, sentiam-se importantes somente se conseguissem fazer alguma coisa.
Baixa auto-estima manifesta-se em uma grande variedade de formas: medo do fracasso gabar-se, medo da vida, auto-retração, falta de laços, derrotismo, ponpa, sentimentos de culpa, uso de substâncias abusivas, comportamento violento, problemas digestivos, e assim por diante. Muitas destas manifestações serão consideradas posteriormente neste livro.
Eu não considero falta de aotuconfiança, que não está conectada com baixa auto-estima, como um problema específico. Colocando isso de outra maneira, baixa autoconfiança, ou sua falta, não é um problema psicológico, mas um problema pedagógico prático que pode ser solucionado com a ajuda de uma resposta objetiva: um treinador, se houver envolvimento em esportes, de um editor, no caso de um escritor, de um colega, no caso de um educador, de um professor, no caso de um aluno. A autoconfiança aumenta com a qualidadede das conquistas.
Read More



Eles disseram…