— Pedagogia Empresarial

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November, 2008 Monthly archive

Brincar faz parte do ser criança. A brincadeira instintivamente é usada pelo bebê para descobrir o mundo. Brincando a criança descobre o mundo, como ele funciona, aprende, se desenvolve, experimenta. Brincando a criança adquire noções espaciais, produz sons, desenvolve o cérebro para funções como a fala e o andar, auxiliando no seu desenvolvimento global.

Os tipos de brincadeira e a forma de brincar se modificam de acordo com a etapa de desenvolvimento que a criança apresenta. Criança exercita e organiza o pensamento, a noção de individualidade, a linguagem, a necessidade de perseverar entre outros.

Trabalho de criança

A criança leva muito a sério o que ela faz. Tem respeito e responsabilidade pelo que faz. A criança TRABALHA… Muito!

Se o brincar é algo tão importante no desenvolvimento da criança, é também fundamental para o desenvolvimento do ser humano. Mas, existe um momento na sua vida que a sociedade, a mente coletiva, diz que brincar é coisa de criança, e que você agora já está bem crescido e não pode mais… Agora você tem que levar as coisas mais a sério. Não pode mais brincar. Agora você vai ter que trabalhar.

Nesse momento, muitos de nós passamos a nortear nossas vidas a partir de nossos problemas, e isso nos têm tornado insensíveis, duros de coração e alheios à tudo o mais. Infelizes!

“Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele. Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos”. (Mc 10, 14-16)

Um mundo novo se faz a partir de homens novos, de atitudes novas. A sua casa, o lugar onde você vive e trabalha pode mudar se você não puser mais “lenha na fogueira”. Nós podemos mudar, mudar todos os nossos relacionamentos, as nossas atitudes, as nossas conversas.

Assim, aplicar a pedagogia às pessoas nas organizações, nas atividades empresariais, é atender e orientar a criança que existe dentro de você, e de todos nós. É brincar (isso é muito sério!). É trabalhar… Muito! Como criança.

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… a partir da reportagem Veja, 07 de novembro de 2001.

A grafologia é cada vez mais usada na esfera corporativa. Talvez o mapa astral também seja considerado revelador. E o que dizer do jogo de búzios, identificador do “santo” da pessoa no candomblé? 

Provocações a parte,  algumas empresas já recorrem ao exame da letra para avaliar o candidato a uma vaga. Aspectos da escrita de uma pessoa transmitem, sim, informações sobre seu psiquismo. A grafologia é tão válida quanto outros instrumentos — como os testes de personalidade e vocacionais para a análise das características psicológicas de uma pessoa. Outros aspectos como o modo de falar e de se comportar também são reveladores. Mas, o laudo grafológico é uma “ferramenta complementar” para a investigação.

Seria eficiente a seleção a partir da análise grafológica e psicológica?

Leonardo da Vinci, o grande pintor, escultor e cientista do Renascimento italiano escrevia da direita para a esquerda! Mais ainda, ele sofria de dislexia, uma disfunção cerebral que afeta a capacidade de leitura e escrita. Será que um disléxico que escrevesse da direita para a esquerda como Leonardo teria êxito nas aferições grafológicas atuais? Também eram disléxicos o inventor Thomas Edison, o físico Albert Einstein e o escultor Auguste Rodin, só para citar alguns. Eles enfrentariam com sucesso uma avaliação caligráfica?

Mas, o que sinto falta mesmo, quando solcitado para conduzir uma entrevista, é um brief, ou seja, o resumo das informações e instruções de modo ordenado, fornecida para o correto desenvolvimento de qualquer entrevista. 

A entrevista gera tensões e revela aspectos da personalidade, que podem ser decisivos na hora da seleção. Mas, antes disso, quais são os aspectos da personalidade que potencializam determinada pessoa para o cumprimento de determinada função ou tarefa? Por que deveria rejeitar um disléxico? Por que não trabalhar com um Einstei, um Edison, um da Vinci?

Se você ou a sua empresa ainda não estiver preparado (quem tiver ouvidos…), pelo menos, faça (ANTES DA ENTREVISTA) um brief com as características da “ocupação funcional”, definindo

:: Descrição 

:: Características do Trabalho 

:: Áreas de Atividades 

:: Competências Pessoais 

:: Recursos de Trabalho 

… use a CBO – Classificação Brasileira de Ocupações

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Um dia o homem se levantou. Quando andava de quatro, as duas mãos sustentavam o corpo. Quando o corpo levantou, as mãos perderam a função de sustentar. 

Perderam a função de sustentar, mas adquiriram a função de pegar. Portanto a mão apareceu. Quando estávamos de quatro, a boca tinha a função de pegar, já que as mãos estavam ocupadas. Portanto a boca perdeu a função de pegar, não é? Mas ganhou a função de falar.

Nós também ouvimos muitas pessoas falarem: “Perdemos o humanismo. Perdemos os valores. Perdemos a memória. Os jovens não têm mais memória. Não têm imaginação por causa das imagens. Não conseguem fazer cálculos, porque existe a calculadora.

Mas não é melhor assim?

Porque é justamente quando se perde a função… Perder a sustentação não foi nada, já que os pés o fazem muito bem; ganhamos a apreensão; nos tornou uma espécie que pode ser pianista, ou então cirurgião, prestidigitador… As mãos são um órgão extraordinário.

Portanto, ganha-se muito mais do que se perde. De certa forma, até o cérebro perdeu algumas coisas e está livre para inventar.

* Michel Serres e evolução humana.

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Depois dos antigos “armazéns de secos e molhados”, com balcão que separava o freguês da mercadoria desejada e que precisava pedir ao vendedor, do outro lado, que pegasse ou pesasse os alimentos que comprava… Nas últimas décadas do século XX, a necessidade, de satisfazer o freguês, cada vez mais, estimulou a criação das lojas de auto-serviço, dando-lhe liberdade de escolher suas mercadorias preferidas.

Surgiram então, os supermercados, construídos em ampla área, para poder expor à venda grande variedade de mercadorias, lojas de auto-serviço para os clientes se servirem de todos os tipos de alimento, de bebidas, artigos de limpeza doméstica, perfumaria e roupas populares, eletrodomésticos e outras utilidades, domésticas ou não, sem a interferência de vendedores.

Dia 12 de Novembro é celebrado o Dia do Supermercado.

No Brasil, na década de 1950 o setor de supermercados ainda engatinhava… Poucos empresários avançados iniciavam o sistema de compras por auto-serviço, como foi o caso das lojas Peg-Pag, e até os anos de 1970 ainda não existiam estatísticas sobre esse setor. Em compensação, nestes últimos 38 anos, o faturamento do setor de supermercados cresceu quase três vezes mais do que o PIB (produto interno bruto) brasileiro. Segundo Luiz Rabi, economista desse setor “esse crescimento espantoso se deve à urbanização do país e ao Plano Real que inseriu milhares de pessoas no mercado de consumo”. De acordo com o Censo de 1970, 56% da população, já estava nas cidades e a partir de 1991 esse índice já subiu para mais de 76%. O faturamento do setor de supermercados saltou de R$ 13,5 bilhões em 1973 empregando 200.000 pessoas, para 84,5 bilhões em 2002, já empregando 500.000 pessoas e vem sempre crescendo de forma constante… Apesar das crises.

A cada ano os supermercados vêm se tornando mais e mais produtivos. Esse progresso contínuo se deve a dois fatores “chaves”. O primeiro é a pressão atual dos clientes, hoje muito mais exigentes, que reclamam por serviços melhores, estacionamentos maiores, preços melhores, maior variedade de mercadorias, lojas maiores, novas seções… Em 1969, por exemplo, padaria e lanchonete, só existiam num supermercado de Campinas, SP. O segundo fator “chave” que garante tal ritmo acelerado de crescimento e ajuda a construir esse bom negócio é o grande investimento do setor de supermercados na aplicação de tecnologias avançadas de automação, de informação e de atração e especialmente na capacitação dos seus profissionais, com cursos superiores e MBA em Gestão de Varejo. A própria organização total dos supermercados têm o objetivo de informar e atrair.

Enrique Barrera Rodrigues, arquiteto especializado em lojas de auto-serviço afirma que a construção, organização e arrumação dos supermercados seguem a filosofia de “não estressar o cliente”, agradá-lo sempre mais e facilitar ao máximo suas compras. Eles são desenhados com a finalidade de fazer o cliente sentir-se bem e à vontade. Estratégias eficientes são adotadas, como resultado dos estudos do comportamento humano, para agradar e facilitar as opções de suas compras… Ambiente agradável bem iluminado e com música alegre… Ausência de relógios estimulando à despreocupação com o tempo… Piso especial para que os clientes andem calmamente… Arrumação dos produtos associados sempre juntos… Produtos com embalagens atraentes… Marcas famosas sempre a altura da mão… Padarias e açougues no fundo para que os clientes passeiem pela loja… Produtos mais baratos nas prateleiras de baixo… Produtos parados no fundo dos corredores onde os clientes reduzem o passo… Utilização científica das cores que vendem e das cores que devem ser evitadas… Cores especiais que comunicam ao cliente determinadas sensações em relação a cada tipo de produto… Vermelho que estimula o apetite… Branco e azul que dão a sensação de limpeza e saúde… Laranja que estimula a vontade de comer… Amarelo que estimula as decisões rápidas e as compras por impulso…

Toda essa tecnologia exige intensa dedicação e empenho permanente dos empresários supermercadistas mais eficientes, em fazer avaliações freqüentes dos valores e desejos dos clientes, porque sabem que atende-las garante a sua sobrevivência. Por isso, procuram informar e tornar mais atraentes todos os produtos que têm maior potencial de venda e aqueles que desejam vender.

Como resultado de toda essa dedicação à satisfação do cliente, hoje na Alemanha já funcionam os supermercados em que já é possível usar o celular como assistente de compra, instalando nele um programa gratuito, que registra o produto colocado no carrinho, com o auxílio de uma câmera fotográfica. O celular “escaneia” cada produto e ao chegar no caixa, o cliente já tem o valor total da sua compra na tela, sem necessidade de ficar na fila. No Brasil já há um supermercado do Grupo Pão de Açúcar utilizando esse sistema.

Pesquisas realizadas pelo Conselho Regional de Economia mostram que 70% dos clientes dos supermercados compram mais do que necessitam porque não planejam suas compras antes, fazendo uma lista dos produtos realmente necessários… E não porque sofrem pressão dos supermercados para comprar. Eles são organizados para agradar o cliente sempre mais. Imagine então… Como serão os supermercados do futuro?

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