Dia 31 de Outubro é o Dia da Dona de Casa.
Também conhecida como “Dona do Lar” ou apenas “Do Lar” essa supermulher é capaz de enfrentar com garra a “luta” diária, manter em ordem a estrutura e funcionamento da casa onde vive com sua família, seu marido e seus filhos…. Estar sempre atualizada, em tudo o que diz respeito às suas funções, acessando a internet e a TV, lendo livros e revistas, participando de cursos…
Mesmo com o auxilio de uma empregada doméstica ou de uma diarista, é a Dona de Casa quem administra as “contas a pagar”… Cuida da saúde, nutrição, alimentação dos seus familiares, marido, filhos… Leva-os ao médico, dentista… Mantém lavada e passada, as roupas pessoais de cada um da família, das roupas de cama, mesa e banho… Cuida da higiene e limpeza das dependências da casa… Providencia a compra dos alimentos e do material de higiene e limpeza… Cuida das plantas do jardim, dos vasos, da horta, do cachorro, do passarinho… Providencia o material escolar dos filhos quando são pequenos e acompanha-os nas tarefas escolares e extra-escolares… Nunca esquece de planejar e executar a organização das festas da família, aniversários, Páscoa, Natal…. Faz as compras de presentes e lembranças…etc, etc, etc…. Apesar de tudo isso essa supermulher ouve continuamente das pessoas “queridas” marido, filhos… e das “amigas”… que elas são “dondocas“ e que “não fazem nada”.
Um estudo minucioso sobre o perfil da Dona de Casa moderna feito por profissionais de marketing, especial para a elaboração de um planejamento de vendas em domicilio para uma grande empresa, apresenta resultados surpreendentes:
- 53 milhões de mulheres no Brasil são consideradas Donas de Casa.
- A maioria delas tem mais de 35 anos de idade e demonstra muita experiência no que faz.
- Elas não possuem salário próprio e nem férias, porém são as pessoas da casa responsáveis pela decisão das compras.
- São mulheres que possuem uma rede ampla de relacionamento ativo e alimentam o fenômeno “boca a boca” muito mais do que os estudiosos imaginam.
- Elas sabem administrar o tempo com muita competência, conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo, não têm horários fixos, a grande maioria se dedica a algum tipo de trabalho voluntário e muitas delas produzem peças de artesanato e outros tipos… Para vender.
- Elas definem perfeitamente produtos de alta qualidade, pelos quais tem preferência, e conhecem os preços que os diferenciam dos médios e ruins.
- Elas exigem um comportamento profissional de quem vende e são capazes de detectar mentiras e enganações.
- Elas sabem muito bem quais os produtos que saíram do mercado.
- Elas sabem exatamente o que estão comprando por um “menor preço”.
Outro resultado de levantamentos realizados nos últimos anos, nos países do primeiro mundo apresentou a ocorrência de uma realidade interessante. Cada vez mais mulheres modernas casadas estão voltando a ser Donas de Casa.
Como? Repetem o que sua mãe e avó fizeram? Como entender que mulheres modernas decidam “abandonar a luta no mercado de trabalho” e trilhem o caminho de volta?
Pois é… Mas essas mulheres modernas não estão fazendo o mesmo que suas mães e avós porque estas não trabalhavam “fora” ou porque eram proibidas pelos pais ou marido ou porque, na sua maioria, não tinham formação profissional adequada.
As mulheres modernas que atualmente optam por não trabalhar “fora” de casa, depois de casadas, são pessoas cultas, estudadas e esclarecidas e já experimentaram trabalhar em suas profissões como… publicitárias, advogadas, professoras universitárias, médicas, administradoras de empresa, psicólogas, arquitetas, engenheiras… Decidem ser Donas de Casa porque estão convictas de que são elas as responsáveis, em primeiro lugar, pelo seu lar, pela sua família, pelo seu casamento, pelo seu “papel de esposa”, e não as empregadas domésticas que acabam desempenhando todas essas funções, com muitas deficiências… Com essa convicção… Obtêm a compreensão e a aprovação dos seus maridos.
Essas Donas de Casa modernas reconhecem, por experiência própria, que um emprego com um salário no final do mês e o alto nível de consumo não proporcionam a felicidade… De uma melhor qualidade de vida, sem o estresse da culpa… De fazer o que as satisfazem… De lembrarem e cuidarem de si mesmas como um ser feminino… De oferecerem cuidados, dedicação e carinho constantes ás pessoas a quem amam. Sabem e acreditam que quando cuidam de si mesmas elevam sua auto-estima e só então tem condições de cuidar bem dos outros. “Essas mulheres sofrem preconceitos e deboches, mas são muito invejadas”. Afirma a psicóloga e orientadora profissional, professora universitária da USP, Maria da Conceição Uvaldo.
A imagem de Dona de Casa ficou associada a uma condição de vida inferior porque, há décadas, o movimento feminista afirma que a decisão da mulher moderna “voltar para casa representa uma acomodação e pode ser o retorno a um modelo, que consideram falido. A mulher deve sim, conviver com os homens, não depender deles e disputar com eles os postos de chefia nas empresas e na sociedade”.
Contudo, cada vez mais aumenta o número de Donas de Casa modernas que depois de casadas assumem com convicção a conduta oposta ao que o movimento feminista enganosamente espera delas. Reconhecem com muita certeza e segurança que é da essência da natureza feminina, gostar das responsabilidades e tarefas do lar, “brincar de casinha de verdade”, cuidar de si mesmas e da sua família. É essa certeza que as impulsiona a sempre se manterem atualizadas… A buscarem aprender coisas novas na TV, na internet, nos cursos, nos livros e revistas… A se dedicarem a trabalhos voluntários… Que as ajudam muito, no próprio desenvolvimento e crescimento pessoal e a se orgulharem, cada vez mais, de viverem intensamente a sua feminilidade… E, receberem a compreensão e os aplausos dos seus maridos.
Parabéns as Donas de Casa, as supermulheres modernas.
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Eles disseram…