— Pedagogia Empresarial

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September, 2008 Monthly archive

Profa. Maria Luiza Marins Holtz

Dia 31 de Outubro é o Dia da Dona de Casa.

Também conhecida como “Dona do Lar” ou apenas “Do Lar” essa supermulher é capaz de enfrentar com garra a “luta” diária, manter em ordem a estrutura e funcionamento da casa onde vive com sua família, seu marido e seus filhos…. Estar sempre atualizada, em tudo o que diz respeito às suas funções, acessando a internet e a TV, lendo livros e revistas, participando de cursos…

 

Cursos Online na Área de Dia a Dia

 

Mesmo com o auxilio de uma empregada doméstica ou de uma diarista, é a Dona de Casa quem administra as “contas a pagar”… Cuida da saúde, nutrição, alimentação dos seus familiares, marido, filhos… Leva-os ao médico, dentista… Mantém lavada e passada, as roupas pessoais de cada um da família, das roupas de cama, mesa e banho… Cuida da higiene e limpeza das dependências da casa… Providencia a compra dos alimentos e do material de higiene e limpeza… Cuida das plantas do jardim, dos vasos, da horta, do cachorro, do passarinho… Providencia o material escolar dos filhos quando são pequenos e acompanha-os nas tarefas escolares e extra-escolares… Nunca esquece de planejar e executar a organização das festas da família, aniversários, Páscoa, Natal…. Faz as compras de presentes e lembranças…etc, etc, etc….  Apesar de tudo isso essa supermulher ouve continuamente das pessoas “queridas” marido, filhos… e das “amigas”… que elas são “dondocas“ e que “não fazem nada”.

Um estudo minucioso sobre o perfil da Dona de Casa moderna feito por profissionais de marketing, especial para a elaboração de um planejamento de vendas em domicilio para uma grande empresa, apresenta resultados surpreendentes:

  • 53 milhões de mulheres no Brasil são consideradas Donas de Casa.
  • A maioria delas tem mais de 35 anos de idade e demonstra muita experiência no que faz.
  • Elas não possuem salário próprio e nem férias, porém são as pessoas da casa responsáveis pela decisão das compras.
  • São mulheres que possuem uma rede ampla de relacionamento ativo e alimentam o fenômeno “boca a boca” muito mais do que os estudiosos imaginam.
  • Elas sabem administrar o tempo com muita competência, conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo, não têm horários fixos, a grande maioria se dedica a algum tipo de trabalho voluntário e muitas delas produzem peças de artesanato e outros tipos… Para vender.
  • Elas definem perfeitamente produtos de alta qualidade, pelos quais tem preferência, e conhecem os preços que os diferenciam dos médios e ruins.
  • Elas exigem um comportamento profissional de quem vende e são capazes de detectar mentiras e enganações.
  • Elas sabem muito bem quais os produtos que saíram do mercado.
  • Elas sabem exatamente o que estão comprando por um “menor preço”.

Outro resultado de levantamentos realizados nos últimos anos, nos países do primeiro mundo apresentou a ocorrência de uma realidade interessante. Cada vez mais mulheres modernas casadas estão voltando a ser Donas de Casa.

Como? Repetem o que sua mãe e avó fizeram? Como entender que mulheres modernas decidam “abandonar a luta no mercado de trabalho” e trilhem o caminho de volta?

Pois é… Mas essas mulheres modernas não estão fazendo o mesmo que suas mães e avós porque estas não trabalhavam “fora” ou porque eram proibidas pelos pais ou marido ou porque, na sua maioria, não tinham formação profissional adequada.

As mulheres modernas que atualmente optam por não trabalhar “fora” de casa, depois de casadas, são pessoas cultas, estudadas e esclarecidas e já experimentaram trabalhar em suas profissões como… publicitárias, advogadas, professoras universitárias, médicas, administradoras de empresa, psicólogas, arquitetas, engenheiras… Decidem ser Donas de Casa porque estão convictas de que são elas as responsáveis, em primeiro lugar, pelo seu lar, pela sua família, pelo seu casamento, pelo seu “papel de esposa”, e não as empregadas domésticas que acabam desempenhando todas essas funções, com muitas deficiências… Com essa convicção… Obtêm a compreensão e a aprovação dos seus maridos.

Essas Donas de Casa modernas reconhecem, por experiência própria, que um emprego com um salário no final do mês e o alto nível de consumo não proporcionam a felicidade… De uma melhor qualidade de vida, sem o estresse da culpa… De fazer o que as satisfazem… De lembrarem e cuidarem de si mesmas como um ser feminino… De oferecerem cuidados, dedicação e carinho constantes ás pessoas a quem amam. Sabem e acreditam que quando cuidam de si mesmas elevam sua auto-estima e só então tem condições de cuidar bem dos outros. “Essas mulheres sofrem preconceitos e deboches, mas são muito invejadas”. Afirma a psicóloga e orientadora profissional, professora universitária da USP, Maria da Conceição Uvaldo.

A imagem de Dona de Casa ficou associada a uma condição de vida inferior porque, há décadas, o movimento feminista afirma que a decisão da mulher moderna “voltar para casa representa uma acomodação e pode ser o retorno a um modelo, que consideram falido. A mulher deve sim, conviver com os homens, não depender deles e disputar com eles os postos de chefia nas empresas e na sociedade”.

Contudo, cada vez mais aumenta o número de Donas de Casa modernas que depois de casadas assumem com convicção a conduta oposta ao que o movimento feminista enganosamente espera delas. Reconhecem com muita certeza e segurança que é da essência da natureza feminina, gostar das responsabilidades e tarefas do lar, “brincar de casinha de verdade”, cuidar de si mesmas e da sua família. É essa certeza que as impulsiona a sempre se manterem atualizadas… A buscarem aprender coisas novas na TV, na internet, nos cursos, nos livros e revistas… A se dedicarem a trabalhos voluntários… Que as ajudam muito, no próprio desenvolvimento e crescimento pessoal e a se orgulharem, cada vez mais, de viverem intensamente a sua feminilidade… E, receberem a compreensão e os aplausos dos seus maridos.

Parabéns as Donas de Casa, as supermulheres modernas.

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A palavra equinócio vem do Latim e significa “noites iguais”. Os equinócios acontecem em março e setembro, as duas ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. O equilíbrio entre Luz e Trevas.

As festas Cristãs são relacionadas com o ciclo dos astros. As festas móveis são reguladas pela Páscoa, que é a festa reguladora de todas as demais festas eclesiásticas móveis do ano. A fixação da Páscoa para os judeus e cristãos se baseia na Lua Cheia posterior à entrada do Sol em Áries (equinócio de primavera no hemisfério Norte). É do hemisfério Norte que provêm a maioria do material alegórico como os conhecemos atualmente e como eram conhecidos pelos antigos. 

Atualmente poucas pessoas guardam algum conceito do significado das festas eclesiásticas. Ainda que as Igrejas Católica Romana e Anglicana observem tais festividades, seu significado tem se perdido. Essas datas incluíam grandes espetáculos dramáticos representativos dos fenômenos da Natureza. Contudo, é a idéia de Primavera que importa para a alma. 

A Ressurreição (nova vida) “pertence” ao Equinócio da Primavera.

O Equinócio da Primavera é um dos pontos culminantes do ano. Sua palavra-chave é Liberdade, que lhe proporciona a expansão da Vida. É uma época propícia para romper com os conceitos mesquinhos que limitam seu acesso a planos mais elevados de consciência.

A natureza comemora a Festa da Anunciação, da Vida.

O Santo Espírito da Primavera há de ser exaltado pelos poetas enquanto o esplendor verdejante e florido da Natureza evidencia o retorno das forças de vida, triunfante ao impulso da Ressurreição.

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Profa. Maria Luiza Marins Holtz

Dra. Nise da Silveira, importante psiquiatra brasileira, aluna de Carl Jung, desde 1944, utilizou as artes em seus pacientes, como terapia ocupacional e obteve resultados admiráveis no processo da cura.

Paul McCartney, ex Beatle, afirmou que “a música é capaz de curar” pois era o que acontecia quando tocava o seu violão, durante suas visitas a hospitais.

 

Curso online de Arteterapia

 

Betty Edwards, realizou estudos sobre o funcionamento do cérebro durante as atividades artísticas e comprovou a eficácia da utilização das artes como ferramentas pedagógicas e terapêuticas para a utilização dos dois lados do cérebro, promovendo o equilíbrio necessário para se conseguir mudanças benéficas no comportamento. Escreveu o seu livro “Desenhando com o lado direito do cérebro”.

No campo da educação e do ensino é surpreendente a eficácia da utilização das artes desde o ensino básico até o treinamento de funcionários em empresas, para conseguir mudanças desejáveis no comportamento das pessoas. Há centenas de comprovações em todos os campos das ciências do comportamento humano.

Dia 12 de Agosto é celebrado o Dia das Artes.

Arte pode ser sinônimo de Beleza, da Beleza transcendente. A verdadeira essência da arte é a manifestação divina do Belo, pelo qual toda pessoa humana sente uma forte atração.

Na História da Arte, a Igreja Católica é considerada a grande responsável pelo desenvolvimento artístico e cultural dos povos porque é a instituição que sempre valorizou intensamente as artes, prestigiou e estimulou os artistas. Utiliza as artes desde o início, até hoje, – pinturas, esculturas, música instrumental, canto coral, teatro, danças… – para evangelizar o povo sem cultura, analfabeto ou sem instrução, comunicando com excelência as verdades bíblicas, através das manifestações divinas do Belo, em todos os tipos de imagens com formas perfeitas e proporções harmônicas, no equilíbrio, na ordem, na simetria, na majestade, na imponência, na estética, na perfeição da natureza contidas em todos os tipos de expressões artísticas exibidas nas catedrais, igrejas, e locais de evangelização. Cientificamente está comprovado que o cérebro humano precisa de imagens para conseguir decodificar as mensagens com mais clareza e que apenas uma imagem tem enorme poder de comunicação não-verbal, equivalente a mil palavras. Imagine uma gravura com várias imagens… Na verdade as imagens artísticas comunicam muito mais e com mais perfeição, sem precisar de palavras.

 

Curso online de Cultura Religiosa

 

Praticar arte é uma atividade ao mesmo tempo, religiosa e científica. Religiosa porque promove a re-ligação da pessoa do “artista” com o Belo a partir das suas emoções, idéias e percepções… Científica porque desenvolve uma faculdade especial da mente humana regida pelo lado direito do cérebro. Então, inúmeras atividades podem ser consideradas Artísticas. – Arquitetura, artes cênicas, arte digital, artesanato, artes plásticas, artes visuais e design, cartazes, cinema, dança, desenhos, dramaturgia, escultura, grafiti, fotografia, literatura, música, canto, miniaturismo, pintura, poesia, teatro, etc…

A percepção do Belo toca a nossa alma, o nosso interior, envolvendo aspectos espirituais, emotivos, sentimentais. Por isso o Belo num objeto, num ambiente e especialmente nas pessoas é extremamente atraente. Exerce uma força de atração benéfica que estimula e alimenta a suavidade, a nobreza, o encantamento e a cordialidade nos relacionamentos humanos. E, tem o poder de transformar a realidade das pessoas e também a realidade dos grupos sociais gerando um estado de calma, tranqüilidade, paz e equilíbrio essencial no processo de cura.

O poder terapêutico das artes é percebido quando uma pessoa aprende a praticar diariamente uma atividade artística que permita a manifestação e o contato com o Belo através da beleza do objeto de arte.

As infinitas manifestações divinas nas Artes podem ser percebidas mais intensamente quando o nosso interior está unido ao Belo, ao Bem, à Verdade, ao Grandioso. É nesse estado que conseguimos perceber… Tudo o que é autêntico e realmente agradável aos sentidos. Tudo o que é elevado na escala de valores morais, intelectuais e estéticos. Todos os méritos que transcendem o normal. Tudo o que é sublime e esplêndido. Tudo o que é majestoso e nobre. Tudo o que é bom e generoso.Tudo o que é elevado e digno. Todas as atitudes e comportamentos extraordinários das pessoas… E demonstrar exteriormente o nosso bom gosto e a nossa harmonia interior vivendo o nosso equilíbrio e até a nossa tendência à perfeição nas relações com as pessoas.

A verdadeira Beleza, que tem o seu equivalente interior é um “milagre” assombroso que exerce um fascínio nas pessoas pela harmonia que proporciona aos relacionamentos humanos.

Existem resultados de trabalhos apresentados por profissionais do comportamento humano com pessoas de fisionomia fechada de aparência desagradável que se tornaram lindas e abertas depois de viverem, com as artes, experiências religiosas definitivas. Essas pessoas “re-ligaram-se” ao Belo, ao Bem, à Verdade e aos diversos sentimentos e emoções sublimes que Ele suscita. Seus depoimentos emocionaram ao relatarem admirados que só agora conseguem “ver sua beleza no espelho”.

A feiúra é a expressão, a manifestação exterior do nosso estado de separação e de desarmonia com a Beleza Divina, com o Bem e com a Verdade. É por isso que as belezas “fabricadas” são passageiras. São apenas aparentes de fora para dentro, como fantasmas sem existência real que desaparecem assim que a ilusão se desfaz.

Experimente praticar diariamente, pelo menos durante 1 hora, qualquer atividade artística e comprove os seus benefícios terapêuticos.

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Seresta é a música de conjunto instrumental, formado com violão, cavaquinho, flauta, clarineta, violino, acordeon… Cantada, melodiosa, romântica e simples, que espalha paz e encantamento nos corações amigos e apaixonados e consegue preservar e manter o calor do amor, do sonho, da fraternidade e… de tradições importantes.

Dia 10 de Setembro celebra-se o Dia Nacional da Seresta.

Quando as pessoas se reúnem, por prazer, de maneira simpática e inesperada, para tocar e cantar melodias de amor e fraternidade em lugares cobertos ou fechados chama-se seresta. Quando se reúnem à luz da lua e das estrelas, no sereno, chama-se serenata – termo que vem do latim serus = anoitecer e nata = nascida.

As serestas e serenatas se incorporam muito bem ao jeito do brasileiro e aos costumes do lugar onde se realizam e têm a especial qualidade de atrair, unir e re-unir pessoas que sentem alegria e prazer pela “poesia-cantada” em que são exaltadas a amizade sincera, com mensagens fraternas, e as declarações de amor.

Carlos Poyares, flautista brasileiro, lançou o disco “Brasil Seresta” no qual apresenta as origens das serestas e serenatas brasileiras como nossa herança dos costumes da Península Ibérica (Portugal e Espanha) de séculos atrás, quando grupos de músicos ao saírem dos jantares e das festas, de madrugada, tocavam e cantavam em frente á casa das pessoas muito amigas e da janela das suas “amadas”.

No Brasil, desde os tempos do império, antes mesmo da iluminação pública com lampiões de gás, as serenatas são um costume amoroso e salutar de homenagear alguém através de versos cantados à luz da lua.  Já as serestas brasileiras nasceram no inicio do século XX e é a música que lembra as trovas dos cantores ambulantes – os trovadores da Idade Média – executada normalmente à noite.

Até hoje, pleno século XXI, as serenatas e serestas brasileiras parecem não morrer jamais, graças ao surgimento do grande número de jovens músicos de talento que acompanham encantados os mais experientes. Continuam com muito entusiasmo em inúmeras cidades médias e pequenas, do interior do Nordeste, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro… Sempre a partir das sextas feitas a noite, durante todos os finais de semana, unindo e re-unindo nas praças e nos locais de confraternização, grande número de moradores e turistas, para cantar esse tipo de música tão atraente e comovente que não se consegue ouvir e cantar sem emoção.

A cidade brasileira mais divulgada pela mídia, e por isso a mais conhecida como “A capital mundial das serestas e serenatas” é Conservatória. Cidade famosa, simpática e hospitaleira, situada a 120 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, na serra fluminense, que com seus moradores muito alegres atrai grande número de turistas, brasileiros e estrangeiros todos os fins de semana, a partir das sextas feitas à noite, para saborear o prazer de participar da seresta e da serenata.

Desde 1900, Conservatória vive do turismo cultural, depois da decadência das fazendas de café após a abolição da escravatura. Hoje, as residências em Conservatória são encontradas pelos carteiros, não pelo número e sim por plaquinhas com nomes de canções seresteiras.

De segunda a quinta feira a população de Conservatória, hospitaleira e tranqüila parece estar “cochilando”, esperando ansiosa a chegada da multidão de turistas, que toma conta da cidade nos finais de semana e que saem de lá no domingo, extasiados com tanta arte, dedicação, poesia e amor fraterno, que parece não ter limites.

Há milhares de serestas e serenatas sendo realizadas nas nossas cidades brasileiras todos os finais de semana, unindo e re-unindo as pessoas, promovendo sua saúde mental e física e cultivando a amizade e a fraternidade entre elas. Infelizmente a mídia não sente interesse em mostrar ao público e divulgá-las.

Sabe-se há milênios, pela sabedoria do povo que registra na mente o comportamento das pessoas que “quem canta seus males espanta” e hoje a medicina e a psicologia comprovam o poder terapêutico e equilibrador do hábito de cantar.

Se você souber de algum lugar onde há seresta, participe e sinta-se revigorado.

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