do Lat. procrastinare
v. tr., deixar para o dia de amanhã; adiar; protelar; demorar; espaçar; deferir;
v. int., usar de delongas.
Posso dizer, sem medo de errar muito, que 90% (noventa por cento) das pessoas que nos procuram NÃO sabem o que querem. 100% (cem por cento) dizem que querem mudar, dizem que querem melhorar, dizem que querem se modernizar, dizem que querem se organizar, dizem que querem seus funcionários entusiasmados… Mas, a conduta não condiz com a palavra.
Logo na primeira fase do desenvolvimento do nosso trabalho (o levantamento do universo vocabular do grupo), as desculpas vão surgindo, os “veja bem”…
– Veja bem, Seo Sergio, o pessoal da informática…
– Veja bem, mas as pessoas não podem, de repente…
– Veja bem, é que esta semana nós temos que…
É a procrastinação!
Essa contradição ou contra-senso, pelo menos aparente, faz parte do comportamento natural do ser humano comum: a rejeição à mudança. Mudar dói! Mudar dá medo, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo. As pessoas que constituem o grupo podem ficar apavoradas. Mesmo que conscientemente todos os envolvidos digam que a entenderam e que a desejam, eles rejeitarão a mudança… Apavorados! Por isso procrastinam. Por isso procrastinamos. Isso é normal no ser humano comum.
Para resolver esse comportamento paradoxal, uma das ferramentas que utilizamos é prever atividades que objetivam preparação imediata para o trabalho de indivíduos, através de aprendizagem metódica, qualificação profissional, aperfeiçoamento e especialização técnica. Essas atividades constituem os programas de formação profissional e poderão se desenvolver através da realização de projetos de treinamento. Pedagogia empresarial.
Outra ferramenta, nós a chamamos processo cirúrgico. Não precisa explicação.
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Eles disseram…