— Pedagogia Empresarial

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February, 2008 Monthly archive

Férias são os dias em que suspendemos os trabalhos profissionais, ou as atividades de rotina, praticando mais intensamente atividades recreativas, que têm a função de promover equilíbrio, descanso e repouso, nos libertando da fadiga e do estresse, evitando o enfraquecimento da nossa força vital e das nossas resistências.

É exatamente durante os períodos de descanso e repouso nas férias, que a nossa produtividade, a nossa saúde e as necessárias mudanças no nosso comportamento se consolidam, do mesmo jeito que a natureza “descansa” durante o inverno acumulando todas as forças necessárias para exibir sua exuberância na primavera.

A Psicologia Educacional apresenta as características de uma boa educação e mostra que sem viver os períodos de repouso, férias, feriados e atividades recreativas diárias há uma diminuição gradual da nossa capacidade de enfrentar e vencer as dificuldades naturais da vida diária e principalmente as das relações com as pessoas.

Tanto no trabalho diário profissional ou doméstico, como nas atividades de estudo, a eficiência da nossa produtividade e da nossa aprendizagem precisam de um período de “hibernação” para poderem aflorar com toda a força.

Os períodos de férias eficazes não são necessariamente ligados ao dinheiro ou às viagens. É imprescindível e insubstituível o rompimento com a rotina diária e a prática mais intensa de atividades recreativas: – atividades espirituais, – atividades físicas e – atividades artísticas.

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Sergio Vieira Holtz Filho

A Teoria das Relações Humanas, surgiu nos Estados Unidos como consequência imediata das conclusões obtidas na experiência em Hawthorne, desenvolvida por Elton Mayo (1880-1949) e seus colaboradores entre 1927 e 1932. Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração.

Os estudos em Hawthorne

A Western Eletric era uma companhia que fabricava equipamentos para empresas telefônicas. A empresa sempre se caracterizara pela preocupação com o bem estar de seus funcionários, o que lhe proporcionava um clima constantemente sadio de relações industriais. Durante mais de 20 anos não se constatou nenhuma greve ou manifestação. Um diagnostico preliminar nos diria que a auto-estima na companhia era alta e os funcionários confiavam na competiencia de seus administradores.

No período entre 1927 e 1932 foram realizadas pesquisas em uma das fábricas da Western Electric Company, localizada em Hawthorne, distrito de Chicago. A fabrica contava com cerca de 40 mil empregados e as experiências realizadas visavam detectar de que modo fatores ambientais – como a iluminação do ambiente de trabalho – influenciavam a produtividade dos trabalhadores.

Em 1924 iniciara na fábrica de Hawthorne uma série de estudos para determinar uma possível relação entre a intensidade da iluminação do ambiente de trabalho e a eficiência dos trabalhadores, medida pelos níveis de produção alcançados. Esta experiência se estendeu ao estudo da fadiga, dos acidentes no trabalho, da rotação de pessoal e do efeito das condições físicas de trabalho sobre a produtividade dos empregados.

Entretanto a tentativa foi frustada, os pesquisadores não conseguiram provar a existência de qualquer relação simples entre a intensidade de iluminação e o ritmo de produção: reduziu-se a iluminação na sala experimental, esperava-se uma queda na produção, mas o resultado foi o oposto, a produção na verdade aumentou.

Os pesquisadores verificaram que os resultados da experiência eram prejudicados por variáveis de natureza psicológica. Tentaram eliminar ou neutralizar o fator psicológico, ainda estranho naquela época.

A ênfase dada pelos pesquisadores estava em se manter o ritmo de produção, controlando com maior exatidão algumas condições físicas, como temperatura, umidade da sala, duração do sono na noite anterior, alimentos ingeridos etc. Para isso, eles acreditavam que seria necessário isolar a influência do fator psicológico, e isso só seria possível com a colaboração das funcionárias, que não deveriam alterar seu ritmo de produção.

Das Condições experimentais

  1. Foi registrada a produção de cada operária ainda no seu local original de serviço, sem que soubessem e estabelecida a sua capacidade produtiva. 2.400 unidades por moça por semana.
  2. Para verificar o efeito da mudança de local de trabalho, o grupo experimental foi isolado na sala de provas, mantendo as condições e o horário de trabalho normais e medindo-se a produção.
  3. Fez-se uma modificação no sistema de pagamento, no qual as moças eram pagas por tarefa em grupo, ou seja, seus esforços repercutiam de forma direta no seu trabalho. Houve um aumento de produção.
  4. O quarto passo marca o inicio da introdução de mudança direta no trabalho. Introduziu um intervalo de cinco minutos de descanso no meio da manhã e outro igual no meio da tarde. Houve aumento da produção.
  5. Os intervalos de descanso foram aumentados para dez minutos cada. Houve aumento da produção.
  6. Deram-se 3 intervalos de cinco minutos na manhã e outros três à tarde. A produção não aumentou, e as moças reclamavam da quebra de ritmo.
  7. Passou-se novamente a dois intervalos de dez minutos, um pela manhã e outro pela tarde, servindo um lanche leve em um deles. Aumento de produção.
  8. Com as mesmas condições do período anterior, o grupo experimental passou a trabalhar somente até às 16:30 horas. Houve um acentuado aumento de produção.
  9. Reduziu a jornada para até as 16 horas. A produção permaneceu estacionda.
  10. Voltou-se o trabalho para as 17 horas. A produção aumentou bastante.
  11. Estabeleceu-se uma semana de cinco dias, com o Sàbado livre. Verificou-se que a produção diária das moças continuou a subir.
  12. Voltou-se às mesmas condições do 3o período, tirando-se todos os benefícios dados durante a experiência. Verificou-se que a produção diária e semanal atingiu um índice jamais alcançado anteriormente 3.000 unidades semanais por moça.

Conclusões:

  • As moças alegavam gostar de trabalhar na sala de provas, porque era divertido e supervisão branda, lhes permitiam trabalhar com mais liberdade e menor ansiedade.
  • Havia um ambiente amistoso e sem pressões, a conversa era permitida, aumentando a satisfação no trabalho.
  • Não havia temor ao supervisor.
  • Houve um desenvolvimento social do grupo experimental. As moças faziam amizades entre si e essas amizades estendiam-se para fora do trabalho. As moças passaram a se preocupar umas com as outras. Tornaram-se uma equipe.
  • O grupo desenvolve liderança e objetivos comuns.

A partir desta fase as pesquisas passaram a ter um enfoque nas relações humanas.

O resultado foi sentido imediatamente: a produtividade dos operários aumentou e a supervisão melhorou.

Lembrando que essa experiência aconteceu entre 1927 e 1932, e tem gente querendo inventar a roda na administração de recursos humanos!

;-)

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Sergio Vieira Holtz Filho

Prezados,

Gostaria de notar, não para corrigir, sim para dar continuidade ao processo mental iniciado, que organizar é verbo transitivo, cujo objeto é organismo, e não ordem como possa parecer. Um pouco de academia é sempre bom para manter a forma!

Organismo por sua vez é “conjunto de órgãos que constituem um ser vivo”. Então, uma organização é um ser vivo, dinâmico e não estático, mutável e evolucionário. Ele(a) muda. Muda porque as pessoas (as células constituintes do organismo) mudam.

Interessante notar como a Rede GESITI (Gestão dos Sistemas e Tecnologias de Informação Em Organizações) tem focado as questões de TI!

O sucesso da implantação de SI é diretamente proporcional à diligência no tratamento das questões sociológicas, antropológicas, psicológicas, pedagógicas… sócio-técnicas.

 

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Quando o texto do Prof. Balloni sugere “capital e trabalho substituindo um ao outro”, gostaria de propor, numa revisão orgânica, que capital e trabalho complementem-se ao invés de “subsituir um ao outro”, jamais estimular qualquer imagem que possa sugerir confronto, prefiro cooperação ou concorrência, no sentido de que se corre junto.

De fato, todo processo de implantação, ou mesmo de atualização de SI muda o equilíbrio de uma organização, porque mexe nas estruturas orgânicas estabelecidas, da mesma forma como uma feijoada com caipirinha provoca uma mudança na disposição de quase todos os organismos, por melhor que seja a feijoada.

Então, como é que vamos abordar uma implantação de SI, quando temos que lidar com a “ignorância” do usuário?

Em todos os os setores da atividade humana, encontramos dificuldades de relações humanas, seja na vida social e familiar seja no relacionamento comercial e profissional. Há quem diga que o único problema que temos, na verdade, é o de relacionamento humano. Já ouvi até alguém dizer que “se tirar o ser humano tudo vai bem”. Um exagero didático, é lógico!

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Na administração da empresa, da organização, no exército, marinha e aeronáutica, na administração pública ou privada, na liderança e na direção de seres humanos em geral, no comércio e na indústria, e por aí vai, até onde a sua criatividade o levar, se resolvermos, se administrarmos as relações humanas, tudo vai bem.

Onde se encontram dois indivíduos, há dificuldades de relações humanas.

Dentro de casa, apesar do entusiasmo do namoro e do noivado, das promessas e juras de amor, surgem frequentemente discussões, brigas, revoltas, que geram angústia e ansiedade… Dificuldades de relações humanas.

Nas organizações, se o professor, ou monitor não liderar, se os alunos não gostarem dele, se não houver admiração, ele não realizará o seu trabalho. A Pedagogia usa uma ferramenta que se chama “trabalho em grupo” para conseguir maior interesse dos alunos e, consequentemente, melhor relacionamento, rendimento e aprendizagem (mudança do comportamento).

Nas empresas, digo empresas como quaisquer organizações com finalidade lucrativa ou não, comercial, industrial, agropecuária, de prestação de serviços, administração pública, etc., acontece a mesma coisa, se um chefe não lidera, não obtém bom rendimento. Na melhor das hipóteses, quando obtém é às custas de muito esforço, muito de policiamento, horas e horas de ameaças e punições, que geram ansiedade e angústia… Dificuldades de relações humanas.

O estudo das Relações Humanas (agora em maiúsculas de propósito) constitui verdadeira ciência complementada por uma arte – a de obter e conservar a cooperação e a confiança dos membros do grupo. A parte da ciência abrange conhecimentos gerais e específicos de ordem psicológica, antropológica, sociológica, administrativa e legal. A parte da arte, as emoções. Bom! É uma arte!

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É ilusão acreditar simplesmente que juntar pessoas se constitui um grupo. A formação de um grupo para realizar trabalho coletivo, para atingir um objetivo comum, obedece leis psicossociais, que determinam regras a serem seguidas, regras que, quando desprezadas, levam em geral as empresas (organizações em geral) a fracassos totais… Talvez (quem sabe?) só fracassos parciais.

O trabalho coletivo depende de fatores complexos que determinam a ação do grupo sobre o indivíduo e do indivíduo sobre o grupo, aspectos de liderança. Apesar de complexos, não são difíceis de se entender, principalmente quando vivemos numa sociedade que é coletiva por natureza. Veja o sucesso dos “orkut” da vida. A dificuldade só acontece quando somos movidos por uma questão estética do que deve ser um SI ou um PDI, ou um ERP, do que representa trabalhar numa organização.

Vale lembrar (de forma simplista mas suficiente) que o computador está para a informática assim como a chuteira está para o jogador de futebol. Se o jogador não estiver preparado, não adianta a melhor chuteira do mundo.

Um cordial abraço.

Sergio Vieira Holtz Filho
www.mh.etc.br
Desenvolvimento Humano e Profissional


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Não! Nenhuma referência à ave ciconiforme da família Ciconiidae.

Existe uma campanha para diminuir a auto-estima do povo brasileiro. Não podemos saber de fato se é uma campanha orquestrada “assim na Terra como no Céu”. Não! Não podemos saber ao certo.

Vira e mexe ouvimos alguém, até algumas grandes emissoras de TV, diminuindo as virtudes naturais de um povo, que não é povo, mas uma reunião de todos os povos… Aliás, “A” reunião de todos os povos, porque não existe, em toda a face da Terra, locus que reúna representantes de todas as raças, de todos os credos, de todas as culturas como aqui. Justamente nesta hora de “globalização”, exite virtude maior?

Assim, em Pindorama está criada a nação de todas as nações.

“A rigor, os elementos território, língua, religião, costumes e tradição, por si sós, não constituem o caráter da nação. São requisitos secundários, que se integram na sua formação. O elemento dominante, que se mostra condição subjetiva para a evidência de uma nação assenta no vínculo que une estes indíviduos, determinando entre eles a convicção de um querer viver coletivo.”

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Dos Tupinambás, dos Carijós, dos Potiguares, recebemos a simplicidade de ser, o viver em comunidade, verdadeiro espírito cristão, tão propagado na Europa e jamais colocado em prática por lá. Da África veio a hospitalidade, em tudo o que isso possa significar, característica inerente áquele povo. Do oriente, o respeito e a sabedoria. Acredite, o povo brasileiro é respeitoso.

Você sabia, que durante a II Guerra Mudial, os soldados americanos, ingleses e franceses, queimavam tudo depois que passavam? Os soldados brasileiros juntavam e distribuiam aos órfãos, às viuvas, aos velhos… a todos os necessitados.

Por isso, minha amiga, meu amigo, não dê ouvidos às maledicências, aos desaforos, às tentativas de menosprezo, ou desprezo pelo nosso povo, que não é povo mas sim a “síntese cultural planetária”. Em época de globalização, essa é a virtude mais desejada por todas as (auto-proclamadas) grandes nações. É isso que se pode esperar, é isso que se deve dizer.

Um abraço,

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A Língua das pessoas brasileiras com deficiência auditiva. Não é apenas uma linguagem porque “linguagem é a capacidade de se expressar de alguma maneira”.

A Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS se desenvolveu a partir da combinação da forma nativa de sinais, que já era usada no Brasil, com a Língua Francesa de Sinais.

No mundo todo, o aprendizado da Língua de Sinais está em alta. As Comunidades Surdas foram criando a sua própria Língua de Sinais, combinados com configurações das mãos, dos movimentos, e de pontos de referência no corpo e no espaço. As formas das mãos podem ser as do alfabeto manual (a datilologia) ou também de possíveis movimentos feitos com as próprias mãos. Cada país tem sua Língua de Sinais própria, mas alguns usam a de outro país.

As pessoas brasileiras que vivem no silêncio com deficiência auditiva, e por isso, freqüentemente, são também mudas, quando aprendem a LIBRAS, sentem-se entusiasmadas e estimuladas até para conhecerem as novas tecnologias que ensinam falar.

Através da LIBRAS o deficiente auditivo, criança ou adulto, que se dispõe a aprender, sente um excelente desenvolvimento na sua comunicação com as pessoas, na sua percepção e compreensão do mundo, na sua integração na sociedade e até no aprendizado de outra língua… O Português, o Inglês…

Hoje no Brasil nos sistemas de ensino Federal, Estaduais e Municipais, o ensino da LIBRAS é obrigatório pela – Lei n. 10.436, art.4 – nos cursos de Magistério, de Educação Especial, de Fonoaudiologia, nível médio e superior, porque não basta apenas conhecer os sinais. É necessário conhecer a gramática da LIBRAS, para combinar as frases e conseguir a comunicação. Também existem diferenças regionais e é necessário atenção às variações praticadas em cada região do Brasil.

A tendência é praticar a LIBRAS, cada vez mais, em todos os eventos realizados na sociedade brasileira, assim como, em todos os programas de TV.

Existem cursos da LIBRAS que oferecem aos interessados, a aprendizagem das novas tecnologias que ensinam a pessoa deficiente auditiva a aprender a falar, falando. Também já foram produzidos por profissionais especialistas, Dicionários da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, em CD-ROM.

A LIBRAS ainda não tem um sistema de escrita adotado, porém há uma tendência crescente de produzir literatura para surdos, em DVDs, para ensinar História, Verdades Bíblicas, poesias… Cursos específicos para alunos da área médica, da área do Direito, etc…

A Comissão para a educação dos surdos da ONU declarou: “Não se pode mais negligenciar a Língua de Sinais, nem evitar participar ativamente no seu desenvolvimento em programas educativos para os surdos. É preciso que se diga, porém, que seja qual for o método de educação escolhido pelos pais, para a criança surda, a plena participação tanto do pai como da mãe no desenvolvimento da criança é de crucial importância”.

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De fato a pedagogia empresarial não é explorada por algumas faculdades. Não todas, pois temos tido a oportunidade de trabalhar junto com algumas que já vislumbram que o pedagogo não é exclusividade das salas de aula. Nós temos orientado coordenadores de curso e ministrado palestras e várias delas.
Curso online de Pedagogia Empresarial

Conforme a Profa. Maria Luiza diz: “Tanto a Empresa como a Pedagogia agem em direção à realização de ideais e objetivos definidos, no trabalho de provocar mudanças no comportamento das pessoas. Esse processo de mudança provocada, no comportamento das pessoas em direção a um objetivo, chama-se aprendizagem e aprendizagem é a especialidade da Pedagogia e do Pedagogo.” (Lições de Pedagogia Empresarial)

Para estagiar em algumas empresas, você ainda vai encontrar certa resistência muito mais por ignorância do que preconceito. Essa ignorância nós atribuímos também aos pedagogos, que nunca se interessaram por se apresentar para outras atividades que não fossem nas escolas.

A resistência não é só contra os pedagogos… É só dar uma olhada nas filas de desempregados. Um artigo na Revista Época n. 481, Ricardo Neves propõe uma “solução melhor que enviar currículo“, e que coincide com as orientações que temos dado para introduzir a pedagogia numa empresa qualquer.

Entre outras coisas ele conta mais ou menos assim: “Decidi então mudar a tática. Usei a internet para pesquisar empresas de que gostava ou aquelas que tinham produtos relacionados a minha experiência. Selecionei inicialmente 20 empresas. Ao final, me concentrei em cinco, uma em cada segmento. Em vez de enviar meu currículo, mandei um e-mail com um estudo de mercado que elaborei para cada empresa. Minha análise incluía novas oportunidades de negócio, brechas que eu antevia em relação aos concorrentes, novos produtos que poderiam ser lançados ou reconfigurados. Junto, seguia minha proposta de trabalho”.

Sim, nós temos que mudar a abordagem.

Na segunda-feira, 10.02.2008, o programa Roda Viva, da TV Cultura, apresentou uma entrevista com o Amit Goswami, físico indiano, radicado nos E.U.A. Dentre tantas coisas, uma delas me chamou a atenção e quero compartilhar com você. Ao ser questionado sobre a falta de debates sobre física quântica, Amit Goswami responde:

Infelizmente, o confronto não é o estilo recomendado pela visão de mundo que tenho. E a visão de mundo que explica a física quântica, e que agora parece explicar muitos fenômenos inexplicados e que nem podem ser abordados pela visão de mundo materialista. Esta é uma abordagem muito amigável, inclusiva.

Eu não acho que bater de frente em debates com cientistas específicos fará alguma coisa a favor da nossa causa de mudança de paradigma. O paradigma será mudado a partir do peso das evidências a favor dele.

Avante!

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Dia no 02 de Março é comemorado o Dia Nacional do Turismo.

 

E o que é o Turismo?

 

Turismo é uma atividade recreativa, de lazer, que tem o “poder” de re-criar no ser humano, o equilíbrio espiritual, mental e físico, anular o estresse, gerar alegria e descontração, através de viagens, excursões e passeios, de curta duração, em lugares que despertam interesse, curiosidade, diversão e cultura, mesmo que seja na própria cidade.

 

O Turismo nos permite satisfazer espontaneamente nossas necessidades inatas de religiosidade, de lazer, de distração, de ampliar nossos conhecimentos e de romper com a rotina diária.

 

No jornal oficial da Igreja Católica, L’Osservatore Romano, foi escrito um longo artigo, pedindo que “seja estimulado o turismo religioso no mundo”, por ser justamente a atividade econômica mais eficaz no que se refere à realização do desenvolvimento pessoal, da distribuição de renda e da difusão da Paz no nosso planeta.

 

Onde houver discórdia o Turismo religioso pode levar a Paz”.

 

Como um “milagre”, a atividade turística promove nas relações entre as pessoas um ambiente extremamente harmônico e amigo, pleno de amabilidade, de cortesia, de acolhimento, de hospitalidade e cooperação totalmente incompatível com ambientes de discórdias, tanto entre os turistas, como e especialmente, entre os turistas e os habitantes dos lugares turísticos.

 

O turismo no mundo e no Brasil realiza também verdadeiros “milagres” de ressurreição de cidades e regiões que estavam “morrendo”, com o abandono dos seus habitantes. Ao se integrarem no movimento turístico regional, com assessoria técnica de profissionais de turismo, seus habitantes experimentam uma espetacular mudança de comportamento num processo de renascimento e revitalização de si mesmos e da sua cidade e região.

 

O desenvolvimento da consciência dos benefícios da presença dos turistas gera também inúmeros benefícios pessoais, com uma verdadeira explosão da criatividade e hospitalidade que motiva os habitantes do local a conhecer a sua História, descobrir, embelezar e criar lugares e atrações turísticas, valorizar suas comidas típicas, artesanatos, atividades recreativas e prestar inúmeros serviços com especial qualidade de atendimento. Além de tudo isso, está trazendo de volta seus antigos habitantes, pois há oportunidades ilimitadas de trabalho.

 

Há milênios, as viagens e o lazer sempre foram atração para as pessoas humanas, motivadas pela necessidade de conquistas, de negócios, de descobertas, de expansão…

 

Na Grécia antiga o povo dava especial importância às viagens como oportunidades de diversão, de religiosidade, de esporte e cultura. Viajavam durante o ano para os santuários dos seus deuses e para Olímpia na época das olimpíadas.

 

Em Roma, o povo criou os primeiros lugares especiais para o turismo e o lazer – as arenas para competições esportivas e espetáculos teatrais e as termas e praias frias para fins terapêuticos.

 

Na Idade Média, com o Cristianismo, surge o turismo religioso na Europa toda, com as peregrinações para os vários santuários europeus, no Caminho de Santiago, para a Terra Santa, para Jerusalém.

 

Mas, somente em 1841 o turismo se torna atividade econômica e empresarial. O inglês Thomaz Cook, o pai do turismo moderno, foi a primeira pessoa que cobrou para organizar uma viagem de um dia, feita de trem, para 570 pessoas participarem de um congresso antialcool. O seu entusiasmo foi tal, que o transformou no primeiro agente de turismo.

 

Na segunda metade do século XX, o Turismo passa a ser atividade de massa. Em conseqüência, multiplicam-se as “indústrias” de alojamentos, de alimentação, dos vários tipos de transporte e de recreação. Esse desenvolvimento cria a necessidade urgente de profissionalização e provoca a difusão das escolas de turismo, hotelaria, gastronomia e educação física para as atividades de recreação. 

 

Hoje, o Turismo e o Lazer estão entre os campeões de crescimento e os mais promissores para o futuro, estimulando, cada vez mais, os investimentos mundiais na formação e administração de um número ainda maior de profissionais especializados e ligados à prestação dos seus serviços. No Brasil, multiplicam-se as atrações turísticas em todo o país, tanto no litoral como no interior, com estruturas de alta qualidade para atender os turistas.

 

O Turismo é a “indústria” mais desenvolvida do mundo e permite uma arrecadação de impostos, diretos e indiretos, para os países de mais de 350 bilhões de dólares. Na ONU há um organismo internacional específico para a organização do turismo mundial – a OMT (Organização Mundial do Turismo). Os dados oficiais mostram que o Turismo emprega no mundo, mais de 200 milhões de pessoas que equivale a mais de 9% do total de empregos do planeta. Até 2010, está previsto que o Turismo estará empregando mais de 600 milhões de pessoas.

 

Pelo desenvolvimento apresentado no mundo inteiro, incluindo o Brasil, o crescimento do Turismo chega a 10% do total das exportações mundiais e responde por 13% dos gastos anuais dos turistas, o que só perde para os gastos com alimentação.

 

Toda a mídia e a internet estão promovendo um desenvolvimento cultural e progresso econômico que cria a necessidade de conhecer mais, de saber mais, de ter mais prestígio social e, portanto de viajar mais, de fazer turismo, realizando o desenvolvimento pessoal, distribuindo renda e difundindo a Paz pelo nosso planeta. São os “milagres” do Turismo.

 

 

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A propósito do artigo “Quem foi que tirou Deus das nossas vidas“, espiritualidade e preocupações do dia-a-dia seguem, muitas vezes, percursos separados. Orat et labora – o convite para orar e trabalhar – é uma regra de vida beneditina que traduz uma sabedoria de 1500 anos e que une num mesmo caminho estes dois aspectos da vida.

Um grande mérito dessa sabedoria é a integração da espiritualidade no próprio trabalho cotidiano. De fato, a partir dessa mística, constata-se que não é preciso deixar para trás o mundo com suas preocupações para experimentar Deus em sua vida, pois Deus se deixa encontrar no centro da vida e dos afazeres do trabalho.

  • Orar e trabalhar / Anselm Grün, Fidelis Ruppert; tradução de Carlos Almeida Pereira. – Petrópolis, RJ : Vozes, 2005.

 

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Quem foi que tirou Deus da minha vida e o colocou dentro de uma caixa de alvenaria? Como é que nós fomos adestrados a parar de trabalhar para descansar, parar de descansar para ir trabalhar…? Hora de almoçar, hora de lazer, hora da família, e hora para falar com Deus, somente aos domingos, dentro da caixa de alvenaria.

“… Assim, se for segunda-feira, e são 7h30…
é preciso se desadaptar do meio doméstico…
e se readaptar a um meio completamente diferente.
8h00 significa que todos devem parecer ocupados.”
* (The Gods Must Be Crazy, ou Os deuses devem estar loucos, filme lançado em 1980, escrito e dirigido por Jamie Uys.)

Aos domingos, e somente aos domingos, “como escolhidos de Deus, santos e amados, vistam-se de sentimentos de compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência. Suportem-se uns aos outros e se perdoem mutuamente, sempre que tiverem queixa contra alguém.” (Cl 3, 12-13)

No Antigo Testamento, Pentateuco, Êxodo 25, 8, encontraremos algo mais ou menos assim: “Faça um santuário para mim, e eu habitarei entre eles.” Algumas traduções trazem este versículo dizendo: “… habitarei dentro deles.”

Há, evidentemente, dezenas de outros versículos que trazem esse mesmo pensamento.

Repare que YHWH não diz que habitará no santuário, mas, ao invés disso, Ele habitará dentro do povo. O propósito da construção de um santuário, de um templo, era dar ao povo um lugar central para se reunirem. O Templo não tinha, e não tem, por objetivo ser estrutura permanente (baseado em texto de Tom Mordechai Mitchell, traduzido por Sha’ul Bentsion). Hoje, temos muitos templos construídos majestosamente, porém…

A resposta se torna clara: “Vocês abandonam o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens.” (Mc 7,8)

Na hora do lanche, na hora do trabalho, na hora do lazer, na hora da família, no bar com os amigos, ganhando dinheiro, gastando dinheiro… Quem disse que Deus não está lá… Ou aqui… bem aqui… “Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou: ‘está ali’, porque o Reino de Deus está dentro de vocês.” (Lc 17, 21)

;-)

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“A administração de recursos humanos abrange o conjunto de técnicas e instrumentos que permitem às organizações atrair, manter e desenvolver os talentos humanos.” Trecho típico de uma descrição inócua e inofensiva, nada esclarecedora e inútil.

Administração de Recursos Humanos não é: descrição de cargos, administração de salários, recrutamento, seleção, contratação/registro, integração do novo empregado, treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho…

– É Sergio, mas todo mundo diz…

Ah! Não se esqueça de todo o aparato de repressão e punição, porque se for do jeito que todo mundo diz… Nós só vamos chegar onde já estamos.

O fundamental na Administração de Recursos Humanos é que estamos tratando de Gente.

Gente tem anseios, angústias e alegrias, têm ansiedade e entusiasmo, gente tem um monte de coisas que não podem ser colocadas num formulário para informar o Ministério do Trabalho e Emprego.

– É mas eu tenho que cumprir as obrigações…

Certo! Precisa mesmo. “… a César o que é de César.”. Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED; Classificação Brasileira de Ocupações – CBO; Observatório do Mercado de Trabalho Pesquisas de Emprego e Desemprego – PED; Pesquisa Mensal de Emprego – PME; Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD; Programa de Disseminação de Estatísticas do Trabalho – PDET; Relação Anual de Informações Sociais – RAIS; Assistência e Homologação de Rescisão de Contrato de Trabalho; Cadastro Nacional de Entidades Sindicais; Combate à Discriminação no Trabalho; Comissão de Conciliação Prévia; Contribuição Sindical; Fórum Nacional do Trabalho – FNT; Mediação Registro de Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho; Trabalho Doméstico; Trabalho Temporário; Combate ao Trabalho Escravo; Combate ao Trabalho Infantil; Fiscalização do Trabalho Segurança e Saúde no Trabalho; Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT; Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS; Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda

Uma lista enorrme. Imennnnsa! Que não vai diminuir. Essa obrigação devemos a César. Para isso existem muitos profissionais especializados, publicações periódicas especializadas, consultores especializados, contadores, advogados especializados, etc. etc. etc…

Administração de Recursos Humanos trata de Gente…

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Talvez vc ainda não entenda, mas dá para sentir que o mundo já mudou, e que “seres não adaptados serão eliminados, por infertilidade ou morte”.

Assista ao video… só 5 minutinhos… :)

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