— Pedagogia Empresarial

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July, 2007 Monthly archive

Prezado Sérgio,

Interessei-me muito em seu texto sobre artes nas empresas como meio de
desenvolvimento da criatividade.

Gostaria de me interar no assunto, pois, apesar de trabalhar num
ambiente organizacional, sou artista plástica.

Obrigada,
—–Mensagem original—–
De: Sergio Vieira Holtz Filho [mailto:sholtz@mh.etc.br]
Enviada em: sexta-feira, 27 de julho de 2007 00:22
Para: Denise
Assunto: Re: Arte nas empresas

Prezada Denise,
Pergunte o que quiser. Estou às suas ordens. Muito do que utilizo como
empreendedor e empresário, como consultor na gestão de empresas em
processo de mudança, adquiri tocando em orquestras, regendo corais,
compondo e dirigindo peças e produzindo shows. Sou artista também.

A sensibilidade para harmonizar equipes de trabalho e departamentos, no
sentido de atingir um resultado, tenho certeza que advém da minha
vivência artística. Meu método de liderança é o do maestro ou do
regente, onde os músicos obedecem porque querem a obra bem realizada,
ao contrário da liderança militar, onde os soldados obedecem por medo
da punição. Entende?

O exercício da arte nas empresas provoca um estado de espírito que
predispõe à solução criativa e dinâmica de problemas e dificuldades em
geral. Tudo passa a ser bem mais simples… Trabalhar tem mais sabor.

Mas, tem gente que não gosta do simples, e prefere aquele stress todo,
acredita que isso é trabalhar, talvez por atavismo judaico-cristão,
como uma forma de expiação do pecado original. Opa! Viajei na maionese!
Eu prefiro acreditar naquele que disse “eu vim para que todos tenham
vida, e que a tenham plenamente.”

Bem, como disse ali acima, estou à sua disposição.

Atenciosamente,

Sergio Vieira Holtz Filho
www.mh.etc.br
Em 27 de jul de 2007, às 09:03, Denise escreveu:

Sergio,

Obrigada por sua pronta resposta.
Gostei muito de suas comparações com relação à música. Eu, que tenho bastante afinidade com música, inclusive meu pai também é músico, já cantei em coral, todos dizem: “Você está no lugar errado”… Vejo que o Brasil ainda é um bebê em se tratando de arte, cultura e tudo o que está relacionado. Vejo que você tem um longo trabalho a fazer.
Desculpe a pergunta, mas, já que você foi tão bacana comigo, gostaria de saber mais a fundo o que você faz. No site não ficou muito claro se você é um consultor, um administrador que aplicou este preceito ou um estudioso na área. Ou todos?
Na verdade sempre quis trabalhar com empresas, prestando consultoria para motivação de pessoas, mas utilizando as artes como desenvolvimento, descobrimento de aptidões, quebra de paradigmas. Hoje vejo que este assunto está em alta e que é a chance de “linkar” meus conhecimentos administrativos com os de arte. Sou formada em artes
plásticas e estou concluindo o curso de administração. Aparentemente são dois extremos, mas pelo que li no seu artigo, a distância é menor do que todos pensam.
Você saberia me responder o que faço para aprimorar meus conhecimentos neste assunto? Quais empresas já trabalham com isso? Quais são os consultores que desenvolvem este tipo de treinamento? Como faço para entrar no ramo?
Não quero ser sua concorrente, hein? (risos)

Se você achar que estou indo longe demais com estas perguntas me avise, por favor.

Obrigada,

Denise
—–Mensagem original—–
De: Sergio Vieira Holtz Filho [mailto:sholtz@mh.etc.br]
Enviada em: sexta-feira, 27 de julho de 2007 10:41
Para: Denise
Assunto: Re: RES: Arte nas empresas

Oba! Quantas perguntas!

Denise,
vou tentar responder. Vc tem paciência?
O que eu faço?
Eu sou um gestor de empresas em situação de mudança. Por exemplo: Uma
empresa quer implantar um sistema de gestão, ou aprimorar o seu sistema
já existente, eu faço a interface, eu sou o chato que provoca as
mudanças necessárias, e depois vai embora. Muitas vezes atuo como um
tradutor e intérprete entre a empresa e seu fornecedor de software, por
exemplo, para que o software trabalhe para a empresa e não o contrário.

Uma vez um industrial me pediu que “pusesse fogo na cadeira daqueles
vagabundos”, ele se referia ao departamento comercial. Lá fui eu para a
rua, visitar clientes, questionar o diretor comercial, e seus miquinhos
adestrados, propus uma rotina simplificada de atendimento e de “ordem
de serviço”. Provoquei a integração entre os departamentos de
engenharia, de produção e comercial. Bom para todos! Minha visão
empresarial é orgânica, o coração não funciona bem sem o fígado, sem o
pâncreas, sem os intestinos.

A consultoria não é uma profissão, mas uma forma de prestar serviço.
Muitas vezes eu sou contratado para ser o gerente ou o diretor de uma
empresa, ou de um departamento. Acontece que eu não tenho a pretensão
de me eternizar em nenhuma organização específica. Quando a coisa já
está funcionando, eu parto para outra. Devolvo a empresa funcionando,
redondinha, para o dono.

Por conta disso, aconteceu naturalmente, faço também coaching, ou seja,
consultoria pessoal. Atendo pessoas em situação de mudança. Como é
isso? Primeiro eu faço a anamnese, é uma entrevista realizada por um
profissional da área da saúde com um paciente, rsrsrs… Chegamos
juntos a um diagnóstico, e eu prescrevo a receita. Nesse caso a receita
se trata de um planejamento estratégico, ou uma pequena lista de ações
que a pessoa deve tomar para atingir o seu objetivo (profissional e/ou
pessoal). A ordem das ações é que faz a diferença.

Conseqüência natural, acabei sendo convidado para participar de alguns
empreendimentos, algumas organizações, e adquiri participação
societária. Sempre uma pequena participação. Assim tenho (participação)
um hotel, em um escritório de advocacia, em uma indústria metalúrgica,
em uma empresa de empreendimentos imobiliários, uma produtora de
conteúdo para Internet. Minha função nessas empresas é manter a
organização (orgãnica para ter ordem). Estratégia e organização.

Tem uma empresa de TI que me pediu para ir uma vez por mês “só para
bater nas nossas cabeças”.

Nossa! Isto está ficando um livro… se estiver ficando muito chato, vc
deleta.

Continuando…

Para aprimorar seus conhecimentos neste assunto?
Tem que pedalar! Existem muitas escolas e cursos de pós graduação,
alguns são melhores que os outros, mas a estrutura acadêmica de
instrução cognitiva não promove o aprendizado eficaz porque lhe falta o
resultado emotivo da experiência vivida e resolvida.

Quais empresas já trabalham com isso?
Muitas empresas já trabalham com isso. Não dá para saber quantas. Como
vc falou, o assunto está em alta e existem muitas tentativas, e um
aprendizado constante.

Quais são os consultores que desenvolvem este tipo de treinamento?
Não sei. Veja, consultoria é uma forma de prestação de serviço. Ouvi
falar de um grupo de teatro que faz trabalho de motivação nas empresas,
seguindo o modelo dos “Doutores da Alegria”
. As possibilidades são
infinitas.

Como faço para entrar no ramo?
Monte o seu projeto. Cultive relacionamento. Diga para todos o que vc
faz. E ofereça o seu trabalho. Ofereça a utilidade do seu trabalho.

Não quero ser sua concorrente, hein? (risos)
Concorrer é correr junto. Junto é sempre melhor, como disse o Raul
“Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se
sonha junto é realidade.”

Muito obrigado,

Sergio Vieira Holtz Filho
www.mh.etc.br

Em 27 de jul de 2007, às 11:04, Denise escreveu:

Sergio,

Você foi perfeito. Obrigada por tudo!
Vou correr atrás.

Denise

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Cláudia,
Sim, nós podemos te ajudar.

Vamos por partes. Primeiro responda com as suas palavras, procure evitar toda estética acadêmica nas respostas, seja simples:

1. O que é Pedagogia? Com as suas palavras, por favor.

2. O que é Empresa? Idem.

Atenciosamente,

Sergio Vieira Holtz Filho
### Em 23 de jul de 2007, às 14:04, Claudia escreveu:
Obrigada por responder.

Pedagogia é a ciência da educação. Através da Pedagogia aprendemos como ajudar o educando a aprender com mais facilidade, na verdade somos nós quem aprendemos uma forma melhor de ensinar, ou seja, caminhos diferentes para o ensino de um mesmo conteúdo.

Entendo por empresa um ambiente de negócios, seja ele qualquer seguimento, onde há interesses diversos, a saber: o do proprietário em obter lucros com o seu negócio, prosperidade de maneira que possa adquirir novos equipamentos para a empresa e até abrir filiais, etc., e o interesse do funcionário em ser reconhecido como um bom profissional e através disso obter benefícios como um salário melhor, uma promoção, e ele tem também o interesse de que a empresa lhe ofereça cursos para aperfeiçoamento.
### em 23 de julho de 2007 14h52min15s GMT-03:00, Sergio escreveu:
Cláudia,
Para ver como interligar o assunto Gestão de Pessoas e Pedagogia Empresarial, talvez você tenha que ampliar um pouco a sua visão, o seu entendimento do que seja uma empresa.

Você está certa de um ponto de vista analítico, segmentando as visões e confrontando os interesses. Mas uma empresa é um organismo vivo (organismo, órgão, organização) que precisa atingir um determinado objetivo (sobreviver, por exemplo), apesar do proprietário e dos funcionários.

O ponto de vista da empresa deve compreender, conter, abranger as necessidades e os interesses tanto do proprietário quanto dos funcionários. Isso é pedagogia empresarial… como você escreveu: “caminhos diferentes para o ensino de um mesmo conteúdo.”

Certa vez, o Dr. Roberto Marinho chamou os diretores financeiro e de produção, e disse-lhes que não estava contente com a manifestação deles porque não estavam brigando. E se eles não estavam brigando era porque os interesses da empresa não estavam sendo atendidos.

Pergunta 3:
Está ficando claro para você? Podemos prosseguir?

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