— Pedagogia Empresarial

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April, 2007 Monthly archive


Profa. Maria Luiza Marins Holtz

A agressividade é uma qualidade natural, humana ou animal, que tem a função de defesa diante dos perigos enfrentados e dos ataques recebidos.

A violência nos relacionamentos humanos, a agressividade desequilibrada, fora das situações de perigo, acontece fora e dentro das famílias. É uma reação ao sentimento interior de frustração, de carência, de incapacidade de amar, que desencadeia comportamentos destrutivos, diante da privação ou impossibilidade de satisfazer nossas necessidades naturais e atingir nossas motivações.

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Todos nós temos necessidades naturais – de alimentos (fome), de líquido (sede), de sono, de repouso, de atividade produtiva, de gostar de si mesmo (auto-estima), de afeto, de aprovação social, de independência, de realização… Essas necessidades naturais criam motivações dentro de todos nós, que se apresentam como anseios, ideais ou desejos, que buscamos satisfazer o tempo todo – o nosso desejo de felicidade e paz, o desejo de saúde, o desejo de sucesso, o desejo de riqueza…

A violência, a agressividade desequilibrada, gera um ambiente doentio, interior e exterior. Gera medo, tensão, estresse, tristezas, ressentimentos, mágoas, culpas, inseguranças… Sentimentos que estão na origem da grande parte das doenças físicas.

Por isso, é saudável reconhecermos, primeiro, as nossas frustrações, carências e insatisfações, conosco mesmo, para não agredirmos e ferirmos os outros, com a nossa língua ferina usando palavras violentas e debochadas e com movimentos e gestos destruidores das nossas mãos ou nossos pés e para não atrairmos violência. Pois, “Com a mesma medida que medirdes os outros serás medido” (Mateus 7,2).

Quando nos sentimos motivados e satisfeitos conosco, não sentimos agressividade.

As Ciências do Comportamento Humano comprovam por experiências feitas em inúmeras cidades e comunidades que é possível eliminar a agressividade desequilibrada, a violência individual e grupal, somente com a prática diária de atividades re-criativas – as atividades religiosas, as atividades artísticas e as atividades físicas, que promovem o desenvolvimento do gostar de si mesmo (auto-estima) e consequentemente gostar das outras pessoas, gerando relacionamentos humanos agradáveis. Enfim, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 19,19).

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Maria Luiza Marins Holtz

Inúmeras pessoas enganosamente acreditam que “trabalho é sacrifício e castigo”. “Sofrem” porque ignoram a natureza e o poder terapêutico do trabalho.
O Trabalho é uma atividade especial da pessoa humana, para a aplicação dos seus dons, talentos e habilidades. Só com um trabalho, voluntário ou remunerado, ordenado ou coordenado, é possível alcançar objetivos sonhados, através da realização de um serviço ou de um empreendimento.

Trabalhar é ocupar-se em pensar, matutar, empregar esforços e vencer dificuldades, usando os próprios talentos e conhecimentos, numa atividade estimulante e útil, sempre produzindo algo para si e para outros.

O Trabalho nos dá oportunidade de conquistar a simpatia, a estima e a boa vontade das pessoas ao executá-lo com cuidado, capricho e dedicação. E isso nos torna pessoas satisfeitas, produtivas, realizadas e participantes.
Toda obra realizada, toda produção de bens ou serviços é resultado do trabalho humano, da ação contínua e progressiva da força natural do homem, com auxílio ou não das máquinas, que também são o resultado do próprio trabalho humano.

Sem trabalho, voluntário ou remunerado, é impossível nos sentirmos satisfeitos, sadios, e realizados. Pessoas que permanecem sem trabalho, “aposentadas”, ou não, são vítimas do sentimento de inutilidade, que gera um permanente estado doentio de frustração e estresse.

O poder terapêutico do Trabalho está comprovado pelos resultados apresentados nas Terapias Ocupacionais porque, o Trabalho sempre promove o nosso desenvolvimento integral – espiritual, intelectual, artístico, mental, social e físico, – e satisfaz a nossa natural necessidade produtiva.

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“Ninguém se aflija com a própria nulidade, porque se estabeleceu um
reino aberto para todos. Ninguém chore pelos próprios pecados, porque o
perdão emergiu do túmulo. Ninguém tenha mais medo da morte, porque dela
nos livrou a morte do Salvador: prisioneiro da morte, ele a sufocou,
tendo descido aos infernos, submeteu os infernos. Morte, onde está o
teu aguilhão? Infernos, onde está a vossa vitória? Cristo ressuscitou,
e vós estais revoltos; Cristo ressuscitou, e os demônios estão
aniquilados; Cristo ressuscitou, e os anjos rejubilam; Cristo
ressuscitou e a vida está coroada…”

São palavras do hino à ressurreição escrito por João Crisóstomo (fim do
sec. IV) e recitado pela Igreja Ortodoxa durante a liturgia solene do
dia de Páscoa. João Crisóstomo, Padre da Igreja, foi patriarca de
Constantinopla e a ele é atribuído o texto da liturgia bizantina.

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