
A agressividade é uma qualidade natural, humana ou animal, que tem a função de defesa diante dos perigos enfrentados e dos ataques recebidos.
A violência nos relacionamentos humanos, a agressividade desequilibrada, fora das situações de perigo, acontece fora e dentro das famílias. É uma reação ao sentimento interior de frustração, de carência, de incapacidade de amar, que desencadeia comportamentos destrutivos, diante da privação ou impossibilidade de satisfazer nossas necessidades naturais e atingir nossas motivações.
Todos nós temos necessidades naturais – de alimentos (fome), de líquido (sede), de sono, de repouso, de atividade produtiva, de gostar de si mesmo (auto-estima), de afeto, de aprovação social, de independência, de realização… Essas necessidades naturais criam motivações dentro de todos nós, que se apresentam como anseios, ideais ou desejos, que buscamos satisfazer o tempo todo – o nosso desejo de felicidade e paz, o desejo de saúde, o desejo de sucesso, o desejo de riqueza…
A violência, a agressividade desequilibrada, gera um ambiente doentio, interior e exterior. Gera medo, tensão, estresse, tristezas, ressentimentos, mágoas, culpas, inseguranças… Sentimentos que estão na origem da grande parte das doenças físicas.
Por isso, é saudável reconhecermos, primeiro, as nossas frustrações, carências e insatisfações, conosco mesmo, para não agredirmos e ferirmos os outros, com a nossa língua ferina usando palavras violentas e debochadas e com movimentos e gestos destruidores das nossas mãos ou nossos pés e para não atrairmos violência. Pois, “Com a mesma medida que medirdes os outros serás medido” (Mateus 7,2).
Quando nos sentimos motivados e satisfeitos conosco, não sentimos agressividade.
As Ciências do Comportamento Humano comprovam por experiências feitas em inúmeras cidades e comunidades que é possível eliminar a agressividade desequilibrada, a violência individual e grupal, somente com a prática diária de atividades re-criativas – as atividades religiosas, as atividades artísticas e as atividades físicas, que promovem o desenvolvimento do gostar de si mesmo (auto-estima) e consequentemente gostar das outras pessoas, gerando relacionamentos humanos agradáveis. Enfim, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 19,19).
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Eles disseram…