— Pedagogia Empresarial

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March, 2007 Monthly archive

Maria Luiza Marins Holtz

Profa. Maria Luiza Marins Holtz

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Introdução

Estou convencida de que somos bons vendedores quando conseguimos demonstrar que somos bons amigos.

Sei que somos vendedores desde a infância, quando sabemos vender com sucesso, aos mais velhos, pai, mãe, avós, tios, professores… nossas idéias e consequentemente nossos desejos.

Percebemos desde cedo, que para convencer alguém do que queremos, precisamos antes conquistá-lo. E é o que praticamos procurando agradar aos mais velhos, antes de pedir alguma coisa.

Sabemos que primeiro temos que ser bonzinhos, para depois conseguir, com facilidade, “fazer a cabeça deles”.

Através de alguns conhecimentos de Psicologia Educacional, quero mostrar às pessoas de vendas, as bases científicas do processo de conquistar, para depois vender.

Vamos ver, o que determina o nosso comportamento e como podemos usar esses conhecimentos para conquistar amigos e vender melhor. Quero que ajude no seu dia a dia.

Maria Luiza Marins Holtz

O Cliente é um Amigo

Vamos focalizar o cliente como o amigo que compra o “nosso” produto.

Vamos também lembrar que somos um cliente, e gostamos de comprar os produtos que as pessoas que se mostram amigas, oferecem.

Pensando bem. Somos muito mais que meros compradores de produtos. Somos pessoas, que temos dentro de nós, um “mundo”, contendo necessidades, motivações, emoções positivas e negativas, pensamentos, inteligência….

Temos que considerar que todo esse “mundo” está envolvido, no processo de comprar alguma coisa.

Se conseguirmos sentir e compreender esse “mundo” do cliente, enquanto nos relacionamos com ele, nossa conduta o conquista, porque ele sente que somos amigos. E se isso não acontece, o decepcionamos e desestimulamos a compra.

Para isso, temos que saber, que somos diferentes uns dos outros. Temos gostos diferentes, desejos diferentes, nos vestimos diferente, nos relacionamos diferente, temos valores diferentes…

A Psicologia Educacional, ajuda a compreendermos as diferenças e semelhanças entre as pessoas, quando ensina os “determinantes do comportamento humano“. Considera esse aspecto, de fundamental importância.

Os determinantes do comportamento humano são as nossas necessidades naturais e as nossas motivações.

A Psicologia Educacional ensina também que as frustrações, são aqueles sentimentos que buscam a satisfação das nossas necessidades naturais, fisiológicas e psicológicas.

Esse anseio natural de satisfazer as nossas necessidades, (o estado de frustração), é um “impulso” que determina a direção do nosso comportamento. Esse “impulso” pode ser direcionado para a compra de produtos. E freqüentemente fazemos isso. Compramos por impulso.

Necessidades humanas

Relembrando. A Psicologia Educacional ensina que quando estamos em estado de necessidade, nos sentimos frustrados. A sensação de frustração produz um “impulso” , gerado pelo anseio de satisfazer uma ou mais necessidades, ora insatisfeitas.

No momento em que conseguimos satisfazer as necessidades, desaparece a sensação de frustração. Isso poderá acontecer, momentaneamente, no ato da compra de um produto.

Quais são as nossas necessidades? Para facilitar o conhecimento, a Psicologia Educacional classificou, as necessidades humanas , em 2 grupos: – necessidades fisiológicas e necessidades psicológicas.

1 – As necessidades fisiológicas – são as mais simples de serem satisfeitas. São:

  • necessidade de alimento (fome)
  • necessidades de líquido (sede)
  • necessidade de sono
  • necessidade de repouso (atividades relaxantes, recreativas…)
  • necessidade de atividade (ocupação que seja produtiva, com utilidade)
  • necessidade de abrigo e temperatura (roupas e habitações adequadas)
  • necessidade sexual (a convivência natural expontânea com o sexo oposto).

2 – As necessidades psicológicas – são mais complicadas de serem satisfeitas, e freqüentemente, procuramos satisfazê-las através da compra de objetos ou produtos, que nos agradam. São:

  • necessidade de afeto (atenção, compreensão, carinho, calor humano…)
  • necessidade de ser aceito (segurança emocional, sentir a aceitação do nosso jeito de ser, pelas pessoas importantes da nossa vida .)
  • necessidade de independência (ter opiniões, desejos., idéias próprias…)
  • necessidade de realização (dos próprios planos e sonhos… ),
  • necessidade de aprovação social ou status (de ser reconhecido e admirado pelos grupos da nossa convivência)
  • necessidade de auto-estima (gostar de si mesmo) a mais forte de todas as nossas necessidades.

Auto-Estima e Produtividade

As pesquisas sobre a necessidade de auto-estima nunca estiveram tão intensas. Principalmente depois das descobertas da PNI – Psiconeuroimunologia, que confirmam a força positiva das pessoas que reconhecem suas próprias qualidade e valores. Essas pessoas apresentam excelente saúde, ótima qualidade de vida, estilo sadio de viver e são bem sucedidas em suas atividades profissionais.

A PNI descobriu que antes dos 6 anos de idade, nós não sentimos necessidade de auto-estima. Somos felizes conosco, e nos aceitamos como somos, de maneira maravilhosa, apesar das críticas, acusações e condenações dos adultos. Até essa idade somos sempre alegres. As broncas dos adultos nos atingem apenas momentaneamente, e não guardamos mágoas nem ressentimentos. Sabemos perdoar verdadeiramente e por isso esquecemos com facilidade e voltamos rapidamente a ser alegres.

Depois de 6 anos aparece em nós, o sentimento de auto-rejeição. Parece que é somente nessa idade, que começamos a acreditar nas acusações e condenações que ouvimos. Ë nessa idade que começamos a nos sentir mais tristes conosco, passando a nos acusar.

Esse sentimento de auto-rejeição faz com que nos sintamos merecedores de “castigos”. E passamos a atrair situações de “castigos” para nós. Segundo a PNI esses castigos podem ter várias formas:- dificuldades na escola, doenças, dificuldades de fazer amigos, dificuldades financeiras, relacionamentos humanos difíceis, dificuldades nas atividades profissionais, etc…

Como a auto-estima é uma necessidade humana, um impulso forte dentro de nós, estamos sempre buscando satisfaze-la. A maior dificuldade é encontrarmos uma razão forte para conseguirmos voltar a gostar de nós.

A solução que tem dado excelentes resultados, no tratamento das doenças resistentes, na solução de dificuldades pessoais e profissionais, causadas pela auto-rejeição, é o reconhecimento da nossa origem divina. O reconhecimento de que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, de que temos as qualidades divinas, precisando apenas exercitá-las para manifestá-las.

Os conhecimentos sobre Deus e as manifestações de Deus, e a consciência de que somos uma centelha Dele, são desenvolvidos através dos Exercícios da Auto-estima.

Motivações

Ao sentirmos as necessidades naturais durante a nossa vida e em busca da satisfação delas, criamos motivações (motivos para a ação), que determinam o tipo de comportamento que vamos assumir.

A grande motivação humana é o desejo de felicidade.

Para satisfazê-la criamos outras motivações que foram separadas em 3 grandes grupos.

São basicamente:

  • desejo de saúde (ânimo, disposição, beleza física…)
  • desejo de riqueza ( conforto material, bens móveis e imóveis, dinheiro…)
  • desejo de sucesso ( admiração, lideranca, aplausos, status, importância…)

Tudo que nos parece capaz de atingir esses motivos (desejos) nos levam à ação.

Existe uma ligação perfeita entre as nossas necessidades e as nossas motivações. Através de um “bate-papo”, conseguimos descobrir a motivação mais forte do nosso amigo-cliente, e as suas necessidades mais urgentes de satisfação. Podemos oferecer nosso produto como um meio dele se sentir melhor.

Esses conhecimentos ajudam o profissional de vendas a vender melhor. Dá a ele condições de compreender e respeitar os sentimentos envolvidos no relacionamento com o cliente-amigo, na hora da venda.

O Atendimento ao Amigo Cliente

Considero atendimento ao amigo-cliente, a nossa conduta em relação a ele, nos momentos antes da venda e depois da venda. Afinal ele compra de nós.

São os momentos em que dedicamos a ele, o nosso afeto e a nossa ATENÇÃO, (necessidade psicológica), fazendo-o sentir-se compreendido e aceito( necessidade psicológica). Sem julgá-lo,(certo, errado, bom, mal), nesses momentos nos mostramos amigos do cliente e ele se torna nosso cliente de sempre.

Diante dos conhecimentos vistos acima, conseguimos entender, respeitar e compreender o cliente como pessoa humana.

Temos condições de compreender porque muitas vezes compramos produtos, e muitas vezes não.

Sabemos quais são os verdadeiros “motivos” que nos levam a comprar.

Sabemos quais os argumentos que podemos usar para que uma compra seja feita, sem conflitos.

Agora, encontrando um cliente pela primeira vez, estamos preparados para entender que provavelmente é uma pessoa sentindo frustração em alguma necessidade.

Se tivermos o cuidado de percebermos durante a conversa, qual é a sua maior necessidade, psicológica ou fisiológica, podemos mostrar como o nosso produto poderá satisfazê-lo.

Conseguiremos, se formos peritos em ouvir mais, do que falar.

Ouvindo a maior parte do tempo, temos facilidade de identificar as necessidades frustradas. Se o produto apresentar possibilidade de satisfação, seguramente ele o comprará.

Um dos maiores segredos para vender bem, é comprar.

Já está provado que não conseguimos vender aquilo que não “compramos” primeiro. Sentir as qualidades do produto, quais as necessidades que poderão ser satisfeitas através dele, se fisiológicas ou psicológicas. Sentir quais as objeções que o produto pode sugerir e como as qualidades podem superar as objeções. Só conseguiremos tudo isso, se comprarmos antes, pelo menos que seja mentalmente.

É essencial sermos admiradores do produto que vendemos e da empresa que representamos.

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Maria Luiza Marins Holtz
Profa. Maria Luiza Marins Holtz

Os cientistas não-verbalistas, são estudantes do comportamento humano, que se dedicam a estudar as atuações não-verbais e os sinais dos seres humanos, através dos gestos.

Charles Darwin publicou em 1872 um trabalho de enorme influência, “A expressão das emoções no homem e nos animais”. Porém, somente em 1960, estes estudos foram valorizados e confirmados através de pesquisas, daí sua grande influência. A partir de 1970, com a publicação do livro de Julius Fast, sobre a linguagem do corpo, o público começou a tomar conhecimento do assunto.

Ainda hoje, a grande maioria das pessoas ignora a existência da linguagem do corpo.

Os resultados das pesquisas mostram que o impacto total de uma mensagem é:

  • 7% Verbal (apenas palavras escritas)
  • 38% Vocal (incluindo tom de voz, inflexões e outros sons)
  • 55% Não-Verbal.(gestos e movimentos)

Numa conversa frente a frente, o impacto é:

  • 35% Verbal (palavras)
  • 65% Não-Verbal (gestos e movimentos)

A maioria dos pesquisadores concorda que:

  • O canal verbal é usado para transmitir informações
  • O canal não-verbal é usado para negociar atitudes entre as pessoas e como substituto de mensagem verbal.

Independente da cultura, palavras gestos e movimentos acontecem juntos.

O ser humano raramente está ciente de suas atitudes movimentos e gestos, os quais podem contar uma história, enquanto sua voz está contando outra.

ATENÇÃO:- Quando a linguagem do corpo não está de acordo com a linguagem verbal, temos a percepção da mentira.

As mulheres são, geralmente, mais perceptivas que os homens. Elas tem habilidade inata para captar e decifrar sinais não-verbais, além de possuirem olho acurado para perceber detalhes e sentir mentiras.

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Em suma, talvez qualquer mudança de comportamento provocada por líderes, terapeutas ou coaches seja primariamente uma função de sua capacidade de induzir os outros a concentrar sua atenção em idéias específicas, com freqüência e por tempo suficiente (HSM Management 60 janeiro-fevereiro 2007, página 54).

Considere algumas premissas, que podem ser válidas para a sua organização (pessoal e profissional):

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  1. A mudança é dolorida. Qualquer mudança é difícil porque provoca sensações de desconforto. As pessoas resistem à mudança, mesmo quando é do seu próprio interesse.
  2. Os esforços de mudança baseados em incentivos e ameaças raramente têm êxito em longo prazo. O custo de manutenção da chibata é maior do que os resultados que ela oferece, a longo prazo. O policial está preso na mesma algema que o bandido.
  3. A abordagem voltada para a pessoa, na auto-estima, na auto-realização, pode resultar eficaz. Contudo, raramente há tempo para aplicar esse processo com os funcionários e nenhuma garantia de que produzirá os resultados desejados. Talvez fosse melhor uma consulta ao psicanalista.

Percebemos diferenças significativas quando conversamos com diferentes especialistas: um advogado pensa diferente de um engenheiro, que pensa diferente de um médico, que pensa diferente de uma dona de casa, e assim por diante, de maneira que ninguém vê o mundo da mesma forma.

As pessoas são diferentes. Todos são diferentes. A única coisa que realmente somos iguais é que somos diferentes. Dessa forma, só no planeta Terra, existem 6 bilhões de possibilidades de incentivar e de ameaçar e de auto-estimar-se e de auto-realizer-se. Não seria muito produtivo percorrer cada uma dessas possibilidades.

O cérebro humano pode, às vezes, responder como uma criança: diga-lhe o que fazer e ela automaticamente age ao contrário. Em contra partida, quando você resolve um problema por si mesmo… Hum!… Fica gravado um ponto de luz, clareia, ilumina aquela atitude e conduta. Em vez de explicar ou dar soluções, fazer perguntas coerentes e dar apoio para que eles próprios descubram as soluções, pode ser eficaz. Não é difícil se você sabe onde quer chegar.

Há bem pouco tempo acreditava-se que as pessoas eram capazes de mudanças significativas em resposta a mudanças ambientais, ou seja, que o homem é produto do meio. Hoje sabemos que o cérebro muda em função do objeto no qual o indivíduo foca a sua atenção. A atenção forma padrões no cérebro, ou seja, o meio é produto do homem.

Uma maneira mais útil para concentrar a atenção, sua e de seus colaboradores, é focar nas atitudes e nas condutas que levam a atingir seus objetivos. Foque nos objetivos.

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