— Pedagogia Empresarial

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February, 2007 Monthly archive

Um apanhado para ordenar nossos pensamentos, atitudes e ações.

C.G. Jung, “O Homem e seus Símbolos”, 5a. Ed., Editora Nova Fronteira S.A.

(…) Talvez este ponto se torne mais claro se tomarmos consciência de que as idéias de que nos ocupamos na nossa vida diurna e aparentemente disciplinada não são tão precisas como queremos crer. Ao contrário, o seu sentido (e a importância emocional que têm para nós) torna-se cada vez mais vago à medida que as examinamos de mais perto. A razão para isto é que qualquer coisa que tenhamos ouvido ou experimentado pode tornar-se subliminar — isto é, passar ao inconsciente. E mesmo aquilo que retemos no nosso consciente e que podemos reproduzir à vontade adquire um meio-tom inconsciente que dá novo colorido à idéia, cada vez que ela é convocada. Nossas impressões conscientes, de fato, assumem rapidamente um elemento de sentido inconsciente que tem para nos uma significação psíquica, apesar de não estarmos conscientes da existência deste fator subliminar ou da maneira pela qual ambos ampliam e perturbam o sentido convencional.

Evidentemente estes meios-tons psíquicos diferem de pessoa para pessoa. Cada um de nós recebe noções gerais ou abstratas no contexto particular de sua mente e, portanto, entende e aplica estas noções também de maneira particular e individual. Quando, numa conversa, uso palavras como “estado”, “dinheiro”,”saúde” ou “sociedade”, parto do pressuposto de que os que me escutam dão a estes termos mais ou menos a mesma significação que eu. Mas a expressão “mais ou menos”é que importa aqui. Cada palavra tem um sentido ligeiramente diferente para cada pessoa, mesmo para os de um mesmo nível cultural. O motivo destas variações é que uma noção geral é percebida num contexto individual, particular e, portanto, é também compreendida e aplicada de um modo individual particular. As diferenças de sentido são maiores, naturalmente quando as pessoas têm experiências sociais, políticas, religiosas ou psicológicas de nível desigual.

Sempre que os conceitos são idênticos às palavras, a variação é quase imperceptível e não tem qualquer função prática. Mas quando se faz necessária uma definição exata ou uma explicação mais cuidada, podemos descobrir as variações mais extraordinárias, não só na compreensão puramente intelectual do termo, mas particularmente no seu tom emocional e na sua aplicação. Estas variações são sempre subliminares e, portanto, as pessoas não as percebem.

(…)

De fato, na vida cotidiana precisamos expor nossas idéias da maneira mais exata possível e prendermos a rejeitar os adornos da fantasia tanto na linguagem quanto nos pensamentos — perdendo, assim, uma qualidade ainda característica da mentalidade primitiva. A maioria de nós transfere para o inconsciente todas as fantásticas associações psíquicas inerentes a todo objeto e a toda idéia.

(…)

a tal ponto perdemos contato com ele que se o reencontramos nem o reconhecemos. Conosco, estes fenômenos situam-se abaixo do limite da consciência e quando, ocasionalmente, reaparecem insistimos em dizer que algo errado está ocorrendo.

(…)

Estamos de tal modo habituados à natureza aparentemente racional do nosso mundo que dificilmente podemos imaginar que nos aconteça alguma coisa impossível de ser explicada pelo bom senso comum.

(…)

As emoções que nos afetam são, no entanto, exatamente as mesmas.

(…)

na nossa vida civilizada despojamos tanto as idéias de sua energia emocional que já não reagimos mais a elas. Usamos estas idéias nos nossos discursos, reagimos convencionalmente quando outros as utilizam, mas elas não nos causam uma impressão profunda. É necessário haver alguma coisa mais eficaz para que mudemos de atitude ou de comportamento.

(…)

Quanto mais a consciência for influenciada por preconceitos, erros, fantasias e anseios infantis mais se dilata a fenda já existente, até chegar-se a uma dissociação neurótica e a uma vida mais ou menos artificial, em tudo distanciada dos instintos normais, da natureza e da verdade.

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A noção de pessoa ocupa lugar a parte entre as noções de psicologia. O tema mais central de toda a Psicologia é a personalidade. Os estudos do comportamento humano sempre se deparam em seu caminho com a personalidade e a pessoa. A palavra pessoa deriva do latim, persona, que na origem significa máscara, mas a sua etimologia é desconhecida.

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Há línguas que apresentam a dupla forma Pessoa-Personalidade, derivadas do latim clássico com alguns significados diferentes;

  1. Aparência exterior (da idéia de máscara).
  2. O próprio papel representado (o ator que encarrega-se de um papel no grupo social).
  3. O ator – a pessoa que representa o papel (a minha própria pessoa).
  4. O personagem – com um sentido de valor.

Em relação à aparência exterior encontra-se significações populares:

  • Uma pessoa, um presente, um traje… tem personalidade quando se distingue das outras
  • Um indivíduo é uma personalidade quando tem influencia sobre os outros.

Em relação ao personagem com sentido de valor encontram-se as significações:

  • Os significados jurídicos – “as personalidades morais”, “as personalidades jurídicas”…
  • Os significados pejorativos – “este vil personagem”.
  • Os significados laudatórios – “eis que chegam as personalidades”

Em relação à pessoa que representa um papel encontram-se as significações:

  • Teológica – As pessoas da Santíssima Trindade
  • Filosófica – A substancia pensante.
  • Psicológicas:
  1. a personalidade é o conjunto de todas as disposições inatas e adquiridas do indivíduo para se adaptar ao seu meio.
  2. a personalidade é a organização das disposições individuais.
  3. William James distinguiu; – um eu material – um eu social de múltiplas faces – um eu espiritual que unifica as tendências discordantes do indivíduo – um eu puro que do ponto de vista psicológico se confunde com o eu espiritual.

AFINAL, QUANDO É QUE NOS REFERIMOS A PERSONALIDADE OU À PESSOA?

A origem das significações modernas de pessoa está em Sêneca, quando sentiu e disse com clareza, que a pessoa existe para si mesma: a grande questão é guardar-se para si mesma, reconquistar-se e construir-se.

Seja cada um o proprietário do seu tempo. Esteja de acordo consigo mesmo, seja O amigo de si próprio. Cumpre realizar em si, a unidade e a identidade da sua pessoa. Muitos homens colocam a sua pessoa em lugar onde ela não está. Não está no corpo. Não está nos bens materiais ou sociais. Está sim, na adesão do espírito, no livre uso das próprias representações. A personalidade é uma tarefa social. Para encontrar a pessoa tem-se de ultrapassar o traje e o papel e ir até o ‘ator’“.

A pessoa quando entra em si mesma encontra forças que a ultrapassam: Deus está no homem. Somos os filhos de Deus. “Deus nos vê, nos interpenetra, nos inspira, nos move”.

Então, onde começa e onde acaba o eu, a pessoa? Estamos na transcendência ou na imanência?

O CRISTIANIMO EXPLICA E COMPLETA.

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É interessante notar que a maneira como os ocidentais pensam e concebem como pessoa, sofreu influencia da filosofia cristã. Mas é importante perceber que a noção de pessoa não é psicológica, e sim, metafísica, teológica mesmo.

Quase tudo que sabemos da filosofia da pessoa está nos pensadores da Idade Média, nas questões sobre a Teologia da Trindade.

Etienne Gilson mostra como os metafísicos cristãos realizaram, no Ocidente, o desenvolvimento da noção de pessoa. “A pessoa já designada pelo seu nome persona é ao mesmo tempo alma e corpo, pois aquilo que recebeu o pensamento e a razão não é a alma, mas o homem. Logo, a pessoa é individual.

Mas, a individualidade não basta para fazer uma pessoa.

O metafísico São Boaventura afirma: “A noção de pessoa implica individualidade e dignidade, pois esta individualidade é uma substancia que recebe seu valor da razão”.

Boécio, no século VI, encontrara uma fórmula sintética para a noção de pessoa: “A pessoa é a substancia individual de um ser racional”.

Daí em diante não se deveria dizer mais, o homem, mas sim, a pessoa humana.

Atualmente, profissionais da Filosofia afirmam que a pessoa (a essência individual) é sempre um para-si, ligado ao que tem maior preço, a honra e o amor, a razão e Deus.

– Deus, nas três pessoas (substancias individuais) da sua Santíssima Trindade – é Pai, é Filho e é Espírito Santo.

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Compaixão é a atitude interior de sensibilidade pela dor, pela infelicidade e pelas dificuldades do outro, que conduz a um comportamento de apoio, de amparo e disposição para a animação das pessoas constantemente preocupadas, tristes e angustiadas.

A compaixão é o resultado da mudança de comportamento gerada pelo conhecimento e pelas práticas religiosas, que promovem experiências pessoais profundas da onipresença de Deus Amor.

Nos relacionamentos humanos a compaixão produz “milagres” na transformação de personalidades que sofrem desequilíbrios emocionais decorrentes de experiências negativas.

As pessoas que sentem compaixão são mais evoluídas, têm auto-estima forte e o seu comportamento com os outros serve de âncora que impede o “afogamento”. São pessoas muito procuradas porque se dedicam ao aconselhamento, à cura, ao atendimento espiritual… Sua atenção e ocupação estão continuamente dirigidas aos outros. “Amam o próximo como a si mesmo”.

A compaixão gera muita paz interior, tranqüilidade, segurança e sentimento perene de felicidade porque alimenta o desejo e a busca de conseguir fazer os outros felizes.

A compaixão é alcançada, como conseqüência da evolução espiritual. Faz florescer do nosso interior vários sentimentos e comportamentos construtivos, diferentes da maioria das pessoas. Sentindo compaixão…

· Conhecemos as razões e os motivos reais que geram a animação nas pessoas.

· Queremos ajudar as pessoas à não caírem em sentimentos destrutivos.

· Passamos a estimular as pessoas a se equilibrarem.

· Aprendemos a ouvir com interesse e atenção os lamentos.

· Respeitamos o direito de chorar e desabafar.

· Conseguimos ser suporte nos momentos de fragilidade do outro.

· Conseguimos contemporizar, dar um tempo, de acordo com as circunstancias.

· Compadecemo-nos das dificuldades e desesperança das pessoas.

· Compreendemos o sofrimento do outro.

· Sentimos a dor alheia.

Interessante é que quanto mais a compaixão é desenvolvida, é mais forte a auto-estima, maior a disposição de estimular o ânimo das pessoas e o sentimento de felicidade torna-se permanente.

A compaixão surge como resultado da busca de religião, de saciar a “fome” de Deus-Amor, inata no ser humano.

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Maria Luiza Marins Holtz
Profa. Maria Luiza Marins Holtz

O SEGREDO DO CRISTÃO BEM SUCEDIDO NAS RELAÇÕES HUMANAS

Os ensinamentos de Jesus Cristo nos conduzem seguramente a viver sempre felizes, mesmo diante das dificuldades. Ele ensinou assumirmos atitudes e comportamentos que garantem a criação do Reino dos Céus na Terra, isto é, viver a paz e a harmonia conosco e com as pessoas com quem convivemos.
1 “Brilhe a sua Luz diante dos homens”. Ilumine sempre a vida das pessoas.
2 “Não se irrite nem se enfureça com os outros”.
3 “Não trate o outro como imbecil, louco, sem juízo…”
4 “Reconcilie-se com seu irmão, antes de fazer as suas ofertas a Deus ou aos outros”.
5 “Faça acordo com o seu adversário, antes que ele o entregue ao juiz”.
6 “Não rejeite sua esposa ou esposo”.
7 “Não jure em hipótese alguma. Diga SIM se é sim ou NÃO se é não”.
8 “Não enfrente a pessoa má. Se alguém lhe bater na face direita, ofereça também a esquerda; se tomar a sua túnica, dá-lhe também a capa; se o forçar a andar 1000 passos com ela, ande 2000”.
9 “Doe a quem lhe pedir emprestado”.
10 “Ame o seu inimigo, reze pelos que lhe maltratam e perseguem”.
11 ”Dê esmolas sempre em segredo. Não anuncie e Deus o recompensará”.
12 “Quando rezar faça sem se exibir. Reze em segredo. Não use muitas palavras, reze PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU……
13 “Quando jejuar faça em segredo; não demonstre o rosto abatido e se mantenha alegre”.
14 “Não acumule riquezas materiais da terra. Acumule riquezas do céu (amor, bondade, compreensão e boas ações) para que sempre esteja lá o seu coração”.
15 “Sirva sempre a Deus (ao Amor a todos), nunca ao dinheiro”.
16 “Não se preocupe com coisas materiais, roupas, comidas… Procure primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, (o Bem e a felicidade para todas as pessoas) e tudo o que você quiser lhe será acrescentado”.
17 “Viva alegre o dia de hoje, (amando todas as pessoas) e não se preocupe com o dia de amanhã. Deus sabe mesmo do que você precisa”.
18 “Não julgue o outro (certo ou errado), pois do mesmo modo que você o julgar, você será julgado; e com a medida que você medir os outros, você será medido”.
19 “Tire primeiro a trave que está no seu olho (as suas falhas e erros) e só depois poderá ajudar a tirar a palha (as falhas) do olho do seu irmão”.
20 “Peça e lhe será dado. Todo aquele que pede (com fé e certeza), recebe”.
21 “Bata e lhe será aberto. Procure e achará”.
22 “Tudo o que você quer que as pessoas lhe façam, faça você mesmo a elas. Esta é a LEI de Ouro”. A Lei e os Profetas.
23 “Cuidado com os falsos profetas, (que pregam Jesus), pelos seus frutos (o modo deles viverem) você os reconhecerá”.
24 “Faça tudo e aja sempre na vontade do PAI; não basta falar Senhor…Senhor…”
25 “Se você praticar estes ensinamentos, (você vencerá tudo) nunca será derrubado pelas tribulações e sofrimentos”.

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