Com esse título, Luiz Alberto Marinho apresenta um artigo muito interessante na revista GOL, número 43, de outubro de 2005. Ele começa assim:
“Na palestra que realizou durante a conferência sobre planejamento publicitário no fim de julho em Chicago. Malcolm Gladwell chutou o balde ao dizer com todas as letras que discussões de grupo deveriam ser abolidas” (a Ad Age publicou um resumo dessa palestra na sua edição de 8 de agosto).
Continua Luiz Alberto nos contando que “para provar sua tese, Gladwell citou uma experiência — Depois de mostrar alguns pôsteres a um grupo, um pesquisador disse que as pessoas podiam escolher qualquer um deles e levar para casa. Para outro grupo, o pesquisador mostrou os mesmos pôsteres e pediu que eles escrevessem numa folha de papel quais os que mais gostavam e por que. Depois, podiam levar um deses para casa. Decorridos seis meses, as pessoas do grupo que simplesmente escolheu um pôster continuavam com eles, enquanto os componentes do outro grupo, o qeu racionalizou os motivos da escolha, haviam se livrado dos seus pôsteres. Isso aconteceu porque, segundo Gladwell, ao buscar motivos concretos para uma escolha, nos distanciamos das nossas reais preferências.
O que ele(s) dizem tem muito a ver com o trabalho que realizamos há muitos anos, porque sempre observamos e consideramos a natureza e o comportamento humano in loco, antes de propor soluções.
Não é que defendemos o fim das pesquisas. Não! Mas acreditamos que elas devam evoluir. Existe muita tecnologia desenvolvida para isso. A estatística é uma ciência estabelecida e vai muito além de fazer quadros com percentagens, o que estamos acostumados a ver pela televisão. Até a forma de elaborar o questionário faz diferença no resultado, sempre existe uma maneira correta de se fazer as coisas.
E aí você diz, mas é muito complicado. Não, não é! É sempre mais simples do que a gente possa imaginar. No simples está o Inteligente. Uma vez um cliente disse assim: “Eu vejo que está tudo aí. Eu não encontro nada de errado. Mas é tão simples que parece que tem alguma coisa errado”.
Pois é! É isso aí! Simplifique.
;-P
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Eles disseram…