— Pedagogia Empresarial

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July, 2000 Monthly archive
Sergio Vieira Holtz Filho

Meu avô, velho tropeiro, com o quarto ano de grupo completo, dizia: “Só não cai quem nunca montou (a cavalo)”.

Esta semana numa das minhas consultas, a pessoa responsável pelas relações com os clientes, (não gosto de usar o nome marketing, fica tão vulgar nos dias de hoje!) me perguntou: “E se, quando eu ligar, a data do aniversário do cliente estiver errada no meu cadastro?”.

– Você fala: “Que Bom! Agora vamos poder atualizar o nosso cadastro.” E em seguida pede desculpas pela gafe, e segue com o script, ou o que você quiser, porque depois do “Que Bom!” qualquer pessoa do outro lado da linha vai dizer para você: “Não tem nada não!” e ainda agradecer. Experimente. O máximo que pode acontecer é dar errado. Mas pelo menos você ligou para o seu cliente. Pouquíssimas pessoas (físicas e jurídicas) fazem isso hoje.

Não deixe que o medo de errar iniba as suas ações, tente, experimente, faça alguma coisa, chega de muito planejar.

Experimente invocar o “que Bom!”. Ele conserta (e concerta) qualquer gafe.

Felicidades.

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Sergio Vieira Holtz Filho

Um amigo meu, prefeito de uma cidade do interior paulista, contou-me que o seu assessor de marketing político usa uma estratégia de Maquiavel. Aquilo ficou “martelando na minha cabeça”, pois a estratégia era muito boa do ponto de vista de marketing e não tinha nada a ver com aquela imagem de perfídia, de um procedimento astucioso, velhaco, traiçoeiro. Fui reler “O Príncipe”.

Mais de quatro séculos nos separam da época em que viveu Maquiavel. Muitos leram e comentaram sua obra, mas, na maioria das vezes, Maquiavel é mal interpretado. Maquiavel, ao escrever sua principal obra, O PRÍNCIPE, criou um “manual da política”, que pode ser interpretado de muitas maneiras diferentes. Seu uso extrapola o mundo da política e habita sem nenhuma cerimônia o universo das relações privadas.

O que me chamou a atenção são os conceitos sobre a natureza humana que permanecem atuais e, atrocidades a parte, podem ser relembrados e utilizados sem medo de errar.

O título do Capítulo XXV – “DE QUANTO PODE A FORTUNA NAS COISAS HUMANAS E DE QUE MODO SE LHE DEVA RESISTIR“, já explica que quero mostrar a atitude dos que querem alcança-la, a fortuna.

Assim diz: “Considero seja melhor ser impetuoso do que dotado de cautela, porque a fortuna (…) se torna necessário, querendo dominá-la, bater-lhe e contrariá-la; e ela mais se deixa vencer por estes do que por aqueles que procedem friamente. A sorte, porém, (…), sempre é amiga dos jovens, porque são menos cautelosos, mais afoitos e com maior audácia a dominam.”

Pense nisto e afortune-se.

Felicidades.

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 Maria Luiza Marins Holtz

Profa. Maria Luiza Marins Holtz

“AQUILO EM QUE VOCÊ PENSA CRESCE” – É um ditado oriental que resume, muito bem, a lei mais fundamental da mente humana.

Muitas vezes nos perguntamos porque certas pessoas têm tanto azar e têm tanta dificuldade de deslanchar na vida. Quando as coisas parecem que estão melhorando para elas, mais dificuldades aparecem.

A explicação científica é:- Seja bom ou mau, o assunto do nosso pensamento constante faz com que a condição se acentue.

Qualquer assunto que mantemos longe da nossa mente tende a diminuir em nossa vida, porque simplesmente, tudo (até o pensamento) o que não é usado, atrofia.

Quanto mais pensarmos em nossas queixas ou nas injustiças que sofremos, mais problemas teremos.

Quanto mais pensarmos lembrando na boa sorte que já tivemos, mais boa sorte nos virá.

É uma lei básica e totalmente abrangente dos ensinamentos psicológicos e metafísicos.

É por isso que encontramos em Filipenses 4-8 o ensinamento básico para fortalecer a vida das pessoas: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, …seja isso o que ocupe o vosso pensamento

Experimente, sinta como as coisas mudam.

Felicidades.

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Sergio Vieira Holtz Filho

Ontem minha mãe me pediu que a levasse ao médico (oftalmologista). E quem é que pode negar um pedido de mãe? No caminho ela foi me preparando para não estranhar o lugar, porque era nos fundos de uma loja de materiais hidráulicos, mas que aquele médico era muito bom, ele cuidava do meu avô e meus tios e minhas tias vão todos lá, meus irmãos também, etc.

Quando chegamos na tal “hidráulica” a gente pede licença pra um balconista (depois soube que era o filho do médico) e ele nos conduz loja a dentro, passando entre canos de PVC e louças sanitárias até uma porta de ferro fechada, que ele gentilmente abre e nos indica um corredor escuro a direita e uma escada, não mais iluminada, à direita. É no primeiro andar.

É o primeiro andar do que será um dia um hotel. Há muitos anos está em construção. Reboco aparente, lâmpada pendurada nos fios, o chão mal varrido e empoeirado com aquela poeira de construção. Acho que todos já sentiram o cheiro de construção, um cheiro que insiste em ficar impregnado nas nossas narinas por dias a fio. No final da escada, um espaço entre a escadaria e a porta do consultório, iluminada por lâmpadas incandescentes que mais pareciam lamparinas naquele imenso espaço sombrio, vazio. Alto, os corredores dos três andares de apartamentos dão varandas para esse átrio cobertos com telhas “eternit” alternadas com translúcidas já amarelecidas pelo tempo.

Sentamo-nos em cadeiras de plástico branco. Esperamos um pouco enquanto o “Dr.” terminava uma consulta. Ele saiu, cumprimentou cordialmente e acompanhou um casal até as escadas. Voltou-se para nós sorrindo, e desde longe ia perguntando da família, e, conversando, entramos na sala. A consulta transcorreu muito animada em conversas amenas e recordações dos tempos de estudante e dos amigos idos e vindos nesse tempo que a tudo e a todos perdoa. À saída uma senhora já esperava para ser atendida. Ele a cumprimentou cordialmente, e nos acompanhou até a escadaria, segurando os nossos braços até os primeiros degraus, cumprindo o seu ritual de atendimento.

Na saída o comentário: “Saí lá do centro e me escondi aqui para ver se não atendia mais. Não sei como é que as pessoas me acham aqui.” Minha mãe acrescentou: “Todas as vezes que estive aqui ele estava atendendo. Nunca vi esse consultório vazio”

Pense nisto e venda mais.

Felicidades.

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