— Pedagogia Empresarial

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June, 2000 Monthly archive
Maria Luiza Marins Holtz
Profa. Maria Luiza Marins Holtz

INTELIGÊNCIA É A CAPACIDADE DE VENCER OBSTÁCULOS - “Não existe pessoa burra”. As dificuldades que uma pessoa tem de aprender uma atividade, estão ligadas às dificuldades daquele que deve ensiná-lo. Mesmo pessoas excepcionais com deficiência mental, conseguem aprender, se usarmos técnicas adequadas para ensiná-las. A questão está apenas na qualidade de quem ensina.

Maria Montessori, educadora revolucionária, afirmava e provava: “Se alguém não aprendeu é porque ninguém soube ensinar”. Seus alunos excepcionais concorriam com crianças normais nos concursos públicos, e eram aprovados.

ENSINAR É CIÊNCIA E ARTE – É ciência porque exige tecnologia fundamentada nos conhecimentos de Psicologia Educacional. É Arte porque exige capacidade de criar nas pessoas, sensações e estados de espírito que levem à aprendizagem, isto é, a uma mudança de comportamento.

ENSINAR É RELACIONAMENTO HUMANO SINCERO E EMOTIVO – O objetivo é promover a manifestação de mudanças positivas duradouras nas pessoas. Existe espírito de doação no processo de ensinar alguém, para se conseguir aprendizagem (ensinar-aprender-mudar). Por isso, esse processo sofre influências:

  • da personalidade otimista e entusiasta de quem ensina,
  • do ambiente agradável e alegre do local,
  • do conhecimento a respeito do assunto a ser ensinado.

Sem essas condições, as pessoas não aprendem, não por falta de inteligência, e sim porque não houve verdadeiramente ensino

Quando você ensinar alguém, faça sempre com amor, dedicação e entusiasmo. Faça acontecer nele uma mudança para melhor. Sinta a felicidade que isso proporciona. Todos sairão ganhando. Experimente.

Felicidades.

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Sergio Vieira Holtz Filho

Na semana passada visitei uma feira de artesanato, dessas que existem em todas as cidades do mundo, com barraquinhas, com pessoas falando muito, gritando para chamar a atenção, e etc. Parece que o ser humano tem verdadeira necessidade de “feirar”. O fenômeno da feira é tão antigo quanto o homo sapiens. O comportamento das pessoas nessas feiras é peculiar. Vale a pena visitar uma feira. Qualquer feira é boa, mas as menores são mais originais. O comportamento das pessoas é o mesmo, seja numa Condex, seja num Salão do Automóvel, seja numa feira de bairro, ou nessas de artesanato como aquela que eu visitei na semana passada.

São muitas feiras acontecendo ao mesmo tempo e todas elas cheias de gente. Eu recebi convites para 24 feiras diferentes em julho e 32 feiras diferentes em agosto, que vão desde a “Feira de serviços Financeiros, Crédito, Seguros, Investimentos e Mercado de Capitais para Micro, Pequenas e Médias Empresas (Finexpo)”, de 17 a 19 de julho de 2000, no Expo Center Norte, São Paulo/SP; até a “Feira de Negócios da Comunidade Evangélica (Fenoc)”, de 12 a 15 de agosto de 2000, no Pavilhão de Exposições Mart Center, São Paulo, SP; Passando pelo “Agrobusiness”, de 27 a 29 de julho em Arapongas/PR.

Aí eu resolvi perguntar para alguns dos “barraqueiro” como estavam os negócios na feira. E recebi todas as respostas possíveis: “Xiiih! Não vendi nada até agora.” disse um; “Ah! Estou recebendo até encomendas.” respondeu outro. Isso na mesma feira. Qual é a diferença? O que é que faz com que uma barraquinha de artesanato venda mais do que a quantidade que levou, e a outra não venda nada? Será que acontece a mesma coisa entre as grandes empresas também? Será que é por causa do tal do atendimento ao cliente? Benchmarking? ABC? 5S? ISO?…

Não meus amigos. Não é nenhuma dessas teorias modernas ou antigas que faz a diferença. Da próxima vez que você for a uma feira preste atenção e veja que o que faz a diferença é o Entusiasmo, é a energia do Prazer, a força da Vontade, que contagia, motiva e estimula.

Pense nisto “and do it now”.

Felicidades.

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 Maria Luiza Marins Holtz
Profa. Maria Luiza Marins Holtz

CONSTANCIA E PERSISTÊNCIA – Encontramos nos relacionamentos humanos, de maneira que nos causa muita admiração, certas pessoas que tem o dom de vencer. Parece que essas pessoas “nasceram com a estrela”, “são de muita sorte”, tudo dá certo para elas. Porém, é sabido que quando não se consegue encontrar explicações para as atitudes das pessoas bem sucedidas, usamos com freqüência a palavra “sorte”.

Resultados de pesquisas feitas entre pessoas empreendedoras, mostram a existência de algumas características comuns entre elas, que se costuma chamar de “sorte”. Todas elas,

  • Têm um objetivo definido e acreditam nele.
  • São disciplinadas.
  • Programam mentalmente a realização do objetivo em detalhes escritos.
  • Imaginam continuamente o objetivo já realizado.
  • Persistem até que o objetivo se realize.
  • Enfrentam os obstáculos serenamente até vencê-los.
  • São constantes, prosseguem, insistem e não desistem.

A PERSEVERANÇA SEMPRE TRAZ ÓTIMOS RESULTADOS

A regra é:

  • Saber que os objetivos de alto nível, aqueles que podem “curar” as situações de mal-estar da vida das pessoas e da nossa vida, tornando realidade o bem-estar de todos, se concretizam com maior freqüência.
  • Saber que a realização não vem imediatamente.
  • Saber que o trabalho mental continuado também é ação.
  • Saber que a fé, a convicção na realização do objetivo é a energia mais poderosa.
  • Saber que a persistência na visualização do objetivo já realizado é sinal de fé.
  • Saber que o desânimo é o nosso grande inimigo e significa ausência de fé.

Felicidades.

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Sergio Vieira Holtz Filho

Recentemente fui convidado para preparar uma campanha de lançamento de um empreendimento imobiliário. Novos vendedores estavam sendo recrutados e selecionados. O processo de seleção foi muito bem feito e durou uma semana com treinamentos, palestras e exercício que os candidatos participaram e somente os “sobreviventes” foram selecionados e contratados.

Na primeira semana receberam mais de duzentas visitas de possíveis interessados. Na segunda semana foram trinta. Na terceira semana somente duas. Passei pela empresa na quarta semana e vi a sala dos vendedores com o mesmo “ar” de derrota e de fracasso, muito comum em muitas das salas de vendas em muitas empresas por este Brasil feito de nós: O gerente com o rosto escondido atrás da tela do seu notebook (que eles ainda chamam de lap-top). Os vendedores viravam as páginas da lista telefônica num vai e vem rítmico quebrado somente pela “hora do café”.

Na reunião com o presidente da empresa eu ouvi o gerente de vendas comentar, como quem não quer nada, que “acho que nós vamos ter que fazer alguma coisa”. “Fazer alguma coisa” na linguagem do pessoal de vendas é sinônimo de propaganda paga no jornal, na televisão, nos out-doors, rádio, etc.

Conversa vai, conversa vem fiquei sabendo que aquela empresa tem um cadastro de mais de 10.000 nomes de pessoas que já haviam procurado e demonstrado o seu interesse em outros lançamentos. Pelo menos 1.000 já tiveram algum tipo de negócio com a empresa. Desses 1.000, cerca de 200 são reincidentes, isto é, fizeram mais de um negócio. Perguntei qual foi a ação que tiveram com os “antigos clientes”. Não tive resposta. Eles tinham se esquecido dos clientes antigos.

Agora pergunto: quanto custa conversar com 200 pessoas? Será que essas 200 pessoa não conhecem outras 200 que se interessariam pelo seu produto? Será que essas pessoas que já o conhecem não seriam capazes de dar alguma indicação? Será que o seu trabalho não foi bem feito o suficiente para que seus 200 clientes reincidentes o indiquem com testemunhais eficientes e convincentes?

Pense nisso e FAÇA alguma coisa.

Felicidades.

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