— Pedagogia Empresarial

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May, 1999 Monthly archive


Sergio Vieira Holtz Filho

Uma equipe motivada não é garantia de sucesso, mas a desmotivação pode acabar com o seu negócio. Como manter os funcionários empenhados em fazer sempre o melhor pelo seu cliente?

Os profissionais estão motivados quando ingressam em uma empresa, pois enxergam no emprego um novo desafio, e têm a expectativa de assumir responsabilidades e obter realização pessoal (aqui não se encaixam aqueles que buscam no emprego a única saída para sobreviver). No entanto, um estudo internacional revela que, ao final do terceiro ou quarto mês de trabalho, a maioria das pessoas já está desmotivada. E a razão é muito simples: as suas expectativas não foram atendidas.

Na verdade, não se pode motivar ninguém, mas sim criar um ambiente propício para a motivação. “Quem pode motivar você é apenas VOCÊ MESMO.

Aí vem o pequeno empresário, desesperado, e nos pede uma palestra para vendedores, e, na maioria das vezes, nos pede que nesse evento, “injetemos” uma boa dose de ânimo na sua equipe. Aliás o pedido é o mesmo nas as palestras para as outras equipes, só que as equipes de vendas/comercial recebem muito mais atenção no que se refere ao treinamento, do que as outras equipes.

Nesses mais de vinte anos de treinamento empresarial, verificamos que os cursos e palestras ministrados dessa forma, com esse objetivo realmente dão resultado … por três ou quatro meses, quando muito.

Coincidência ou não, sabemos que qualquer pessoa que queira manter a forma física e conquistar um estado de saúde, que deseja obter resultados positivos, precisa manter o treino, precisa de regularidade e freqüência. Por que é que no exercício da nossa atividade profissional deveria ser diferente?

Pense nisso! Proporcione para o seu pessoal a manutenção do treino, a regularidade e a freqüência nos exercícios.

Felicidades!

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A necessidade de diminuir custos nas empresas e de maior qualidade de vida, vem provocando uma mudança de comportamento silenciosa mas significativa no cotidiano de muitos profissionais. A quantidade de empresas que utilizam da estrutura e dos serviços dos Escritórios Virtuais é cada vez maior.

Segundo a revista Fortune, no ano 2000 aproximadamente 43% da força de trabalho será formada por funcionários temporários e sem vínculo empregatício. Assim, mais do que uma tendência de comportamento, os Escritórios Virtuais já são realidade.

Cursos Online na Área de Iniciação Profissional

Na França, 33% das empresas já colocaram parte do seu pessoal para trabalhar dentro dos novos conceitos, na Alemanha, 31% e na Grã-Bretanha, 52%.

No Brasil, empresas como a DuPont, Kodak, Credicard, Inepar, Vera Cruz Seguradora e Andersen Consulting já adotaram os conceitos home office e Escritórios Virtuais.

Se lembrarmos um pouco da história da humanidade, veremos que começamos o século XX com muitos ferreiros (que fabricam e “instalam” ferraduras nos cavalos, burros e mulas), e em todas as cidade, vilas e povoados havia um bebedouro público na entrada da cidade, outro em frente a Matriz, e assim por diante. As pessoas se serviam dessa água junto com os (outros) animais que por ali passavam. Procure, hoje, um bebedouro público. Procure um ferreiro para trocar a ferradura (do seu cavalo é lógico).

No final do mesmo século, quebrando uma tradição milenar, o ser humano deixa de andar a cavalo o que fez com que 99% dos filhos dos ferreiros perdessem o seu emprego. Mas, como tudo tem um mas, talvez os netos daqueles “desempregados” hoje trabalhem como frentistas em postos de gasolina, que no começo do século ninguém imaginaria que existiriam.

No meio de uma conversa entre empresários de diversos setores, um deles comentou de uma pesquisa feita no Japão, que diz que em 2014 (não me pergunte porque essa data), 90% do PIB daquele país advirá de produtos/serviços que ainda não foram inventados.

Por tudo isso e muito mais, não acredito nesse negócio de desemprego. Exite sim um deslocamento da força de trabalho que, talvez por força da velocidade de mudanças na sociedade ser maior do que a velocidade de mudança nos mecanismos de controles dessa mesma sociedade, leis, tributos, índices estatísticos, etc., não possa ser medido agora.

Aí me pergunto: Será que isso não significa também, novas possibilidades de negócios; novos “sites” para colocação da nossa força de trabalho. Será que não existem setores da economia que necessitam e podem absorver toda a força de trabalho disponível?

Mesmo que os economistas acadêmicos não possam medir e controlar, não quer dizer que não exista. Mesmo que a classe jornalística continue presa aos conceitos e ideologias da revolução de 1964 (no caso do Brasil), deixando passar a caravana, enquanto ladra. Não se pré-ocupe! Não cai uma folha da árvore sem que seja da vontade do Pai!

Como diziam Roberto e Erasmo: Fé na Vida, fé no povo, fé no que virá! / Nós podemos tudo! Nós podemos mais! / Vamos lá p’rá ver o que será.

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