Qual a diferença entre um site na Internet feito por uma criança e o site de uma grande empresa? Nenhuma. Este é o problema!
Com esta chamada a IBM, a big blue, a gigante dos computadores, diga-se de passagem quase perdeu as botas para as “crianças” da nova geração, veicula a sua publicidade dizendo que “os verdadeiros resultados vêm com o segundo e o terceiro passo: criar sites de self service, onde os clientes possam interagir informações.”
Na cultura brasileira, “interagir informações” tem a conotação de conversar. Conversar não importa o que, nós gostamos de conversar, de reclamar, de bater papo. É esse mesmo conceito que permeia as relações empresariais como: consultar extrato, confirmar a chegada de uma encomenda, fazer um pedido, contratar um serviço, etc., independente do processo tecnológico que se utiliza.
Parece que no mundo todo, agora, a preocupação (ainda pré…) é outra. “Estamos pedindo a mestres na tecnologia de ponta para que também projetem o lado suave, humano dos programas” (software), disse Alan Cooper, que inventou o Visual Basic e vendeu para a Microsoft, e hoje dirige a Cooper Interactions Design. A nova abordagem de Cooper está conquistando a admiração de muitos clientes, como a Sun Microsystems, a Coca-Cola, a Compaq e o Dow Jones, ele lida com o como os usuários interagem com o software.
Pensando na mesma linha, eu me pergunto:
Como os “usuários” da minha empresa interagem com ela?
Quem são os usuários da minha empresa? Cliente, fornecedores, funcionários, vizinhos …
O que eu estou fazendo para melhorar ou aumentar essa interação?
Se eu achar que estou fazendo pouco, é por isso que meus “usuários” também o estão.
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Eles disseram…