— Pedagogia Empresarial

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April, 1999 Monthly archive

Qual a diferença entre um site na Internet feito por uma criança e o site de uma grande empresa? Nenhuma. Este é o problema!

Com esta chamada a IBM, a big blue, a gigante dos computadores, diga-se de passagem quase perdeu as botas para as “crianças” da nova geração, veicula a sua publicidade dizendo que “os verdadeiros resultados vêm com o segundo e o terceiro passo: criar sites de self service, onde os clientes possam interagir informações.”

Na cultura brasileira, “interagir informações” tem a conotação de conversar. Conversar não importa o que, nós gostamos de conversar, de reclamar, de bater papo. É esse mesmo conceito que permeia as relações empresariais como: consultar extrato, confirmar a chegada de uma encomenda, fazer um pedido, contratar um serviço, etc., independente do processo tecnológico que se utiliza.

Parece que no mundo todo, agora, a preocupação (ainda pré…) é outra. “Estamos pedindo a mestres na tecnologia de ponta para que também projetem o lado suave, humano dos programas” (software), disse Alan Cooper, que inventou o Visual Basic e vendeu para a Microsoft, e hoje dirige a Cooper Interactions Design. A nova abordagem de Cooper está conquistando a admiração de muitos clientes, como a Sun Microsystems, a Coca-Cola, a Compaq e o Dow Jones, ele lida com o como os usuários interagem com o software.

Pensando na mesma linha, eu me pergunto:

Como os “usuários” da minha empresa interagem com ela?

Quem são os usuários da minha empresa? Cliente, fornecedores, funcionários, vizinhos …

O que eu estou fazendo para melhorar ou aumentar essa interação?

Se eu achar que estou fazendo pouco, é por isso que meus “usuários” também o estão.

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Sob este título li uma entrevista na revista AUTOMAÇÃO, ano VI, n.º 66, de Abril/99, e que gostaria de comentar com vocês.

O americano Larry Downes, um dos mais renomados especialistas em tecnologia de informação, chama de killer applications (literalmente, aplicações matadoras), a oportunidade de negócio “enxergadas” pelas empresas que estejam “isentas de preconceito para reconhecer e explorar uma killer app“. Nesse “capitalismo de sobrevivência do mais apto”, Downes acredita que as grandes corporações têm mais chance de serem nocauteadas por concorrentes novos e mais agressivos, que não estão envolvidos em modelos arcaicos de negócios, sistemas legados e atitudes equivocadas quanto ao papel que a tecnologia representa na estratégia da empresa.

Como exemplo de empresas que ignoraram a sabedoria convencional e inovaram ele cita empresas que saíram do zero, no mundo todo, e que jogaram com a incapacidade dos gigantes de telecomunicações em prover acesso à Internet às corporações e consumidores.

Diz mais:

A forma tradicional de planejamento simplesmente não funciona em tempos de grandes mudanças, pois necessita de concorrentes e parceiros identificáveis, bem como um ambiente de negócios relativamente estável. … As companhias não deixarão de existir, mas sua natureza mudará.

Ora! Capitalismo de sobrevivência do mais apto… estar isento de preconceitos … envolvido em modelos arcaicos de negócios, sistemas legados e atitudes equivocadas … sabedoria convencional … mudar a natureza … Onde é que eu me encaixo ai? Onde é que vou chegar? Onde é que eu quero chegar?

Pense nisso.

Felicidades!

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Sergio Vieira Holtz Filho

Era uma vez uma empresa que andava bem.

Andava tão bem, tão bem que resolveu que tinha que crescer. “Temos que ampliar o mercado. Temos que entrar com o nosso produto em Sarapuí. Nós podemos mais! Muito mais!”

Foi uma euforia total, contrataram consultores: “de marketing”, “de tributário”, “de planejamento”, “de custo”, tinha até consultor de assuntos aleatórios. Foi uma festa. Ah! Não se esqueçam da ISO (só para os íntimos), bradava outro consultor que ainda não tinha sido convidado.

E você, o que é que você faz? Eu respondi que sou consultor. E a segunda pergunta foi incisiva: “de que?”. Pensei, pensei e pensei e não encontrei uma resposta parecida com as que saem na Exame ou na PEGN ou na Globo Rural. Não sei se respondi.

Mas aquela empresa estava indo de “vento em popa”. E os projetos foram sendo feitos, planilhas, sistemas desenvolvidos especialmente – no Excel – estudos, orçamentos até que o plano ficou pronto.

Pronto? Pronto! Pronto? Pronto! E agora? Como executar o plano? Alguém associou executar com executivo…

Que fosse do tamanho ($$) que a empresa precisava e… ainda executasse os planos dos projetos dos consultores.

Com estes adjetivos ($$) quem precisa de substância?

Encontraram um rapaz, nascido no interior do estado de São Paulo. Tinha boas referências, falava com desenvoltura, assinava o Estadão e lia a Folha quando frequentava a Ponte (Aérea).

Chamaram o rapaz (sim, porque para ser executivo tem que ser rapaz, descartável), e ele olhou aquilo tudo, aqueles projetos muito bem apresentados. Vocês precisam ver que pastas! E pediu o balancete…

Foi um silêncio profundo. Quem era aquele sujeito? Será que ele tinha alguma coisa a ver com o fisco? Afinal de contas para que serve “aquilo”? Estava tudo já nas 425 página do “Plano Diretor”?

Mas, o rapaz tinha boas referências. Foi um amigo do primo do meu sogro que quase quebrou e ele (o rapaz) parece tinha feito um bom trabalho lá.

Depois de muito tempo, dias inteiros, apresentaram-lhe um balancete de três meses atrás. Este estava atualizado embora faltassem algumas conciliações.

O rapaz olhou… olhou… e … olhou durante longos e intermináveis três minutos. Ao final dos quais, começou a relatar a situação da empresa e a descrever o plano diretor e… sugeriu alí, na hora, o plano de AÇÃO.

Quem quizer que conte outra.

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Você já parou para pensar qual é o fascínio que a arte, e os artistas, exercem sobre cada um de nós?

Sergio Vieira Holtz Filho

Nestes tempos conturbados, de alta velocidade, os computadores invadindo os lares, os bares e as empresas, o homem passa a ter outra importância.

Sabemos que não basta cursar uma boa faculdade. Os dirigentes de Harvard e de Oxford criticam incessantemente sua postura e sua utilidade para este “novo” mundo que se apresenta para nós.

Soube duma escola de criatividade na Itália, que reúne profissionais de áreas as mais diferentes possíveis. São médicos, arquitetos, advogados, banqueiros, industriais, altos funcionários de governo, artistas, juntos numa sala, uma vez por semana, durante um ano, para um curso de pós-graduação em criatividade.

Solução prática

E isso não tem nada a ver com lazer. Esses profissionais vão desenvolver a sua criatividade para colocar em prática na solução de problemas de todos os tamanho, em suas respectivas áreas de trabalho.

Durante muitos anos estivemos amarrados às teorias de Taylor, Ford e Faiol, sem questionarmos o porque é que deram certo para eles, naquela época.

No começo deste século, o povo não conhecia muita coisa além do armazém da esquina ou do pharmaceutico que lhes aliviava as dores com vomitórios, purgantes e sangrias. Não preciso dizer que hoje é um pouco diferente.

Éh! O mundo mudou. O homem caminha, corre, para um mudo desconhecido onde a única coisa certa é a incerteza.

Percebendo as coisas do mundo

É aí que entra a arte. Pela arte, através do artista, desenvolvemos a sensibilidade e ampliamos a percepção das coisas do mundo que nos cercam.

Assim como o jogo do xadrez desenvolve o raciocínio, a arte nos aproxima do desconhecido e amplia a capacidade de “receber” idéias que, quando acionadas, darão a agilidade necessária para fazer acontecer o que desejamos.

Ouvir boa música, apreciar pinturas, esculturas, assistir a peças de teatro, ou cinema (mesmo que seja em casa), é tão importante quanto ler bons livros.

É impressionante a quantidade de boas idéias que você poderá ter para a sua empresa, assistindo a uma ópera ou ouvindo a uma orquestra sinfônica.

Felicidades!

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