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E se der errado?

Sergio Vieira Holtz Filho

Meu avô, velho tropeiro, com o quarto ano de grupo completo, dizia: "Só não cai quem nunca montou (a cavalo)". 

Esta semana numa das minhas consultas, a pessoa responsável pelas relações com os clientes, (não gosto de usar o nome marketing, fica tão vulgar nos dias de hoje!) me perguntou: "E se, quando eu ligar, a data do aniversário do cliente estiver errada no meu cadastro?".  

-- Você fala: "Que Bom! Agora vamos poder atualizar o nosso cadastro." E em seguida pede desculpas pela gafe, e segue com o script, ou o que você quiser, porque depois do "Que Bom!" qualquer pessoa do outro lado da linha vai dizer para você: "Não tem nada não!" e ainda agradecer. Experimente. O máximo que pode acontecer é dar errado. Mas pelo menos você ligou para o seu cliente. Pouquíssimas pessoas (físicas e jurídicas) fazem isso hoje.

Não deixe que o medo de errar iniba as suas ações, tente, experimente, faça alguma coisa, chega de muito planejar.

Experimente invocar o "que Bom!". Ele conserta (e concerta) qualquer gafe.

Felicidades.

 

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