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Lições de Machiavelli

Sergio Vieira Holtz Filho

Um amigo meu, prefeito de uma cidade do interior paulista, contou-me que o seu assessor de marketing político usa uma estratégia de Maquiavel. Aquilo ficou "martelando na minha cabeça", pois a estratégia era muito boa do ponto de vista de marketing e não tinha nada a ver com aquela imagem de perfídia, de um procedimento astucioso, velhaco, traiçoeiro. Fui reler "O Príncipe".

Mais de quatro séculos nos separam da época em que viveu Maquiavel. Muitos leram e comentaram sua obra, mas, na maioria das vezes, Maquiavel é mal interpretado. Maquiavel, ao escrever sua principal obra, O PRÍNCIPE, criou um "manual da política", que pode ser interpretado de muitas maneiras diferentes. Seu uso extrapola o mundo da política e habita sem nenhuma cerimônia o universo das relações privadas. 

O que me chamou a atenção são os conceitos sobre a natureza humana que permanecem atuais e, atrocidades a parte, podem ser relembrados e utilizados sem medo de errar. 

O título do Capítulo XXV - "DE QUANTO PODE A FORTUNA NAS COISAS HUMANAS E DE QUE MODO SE LHE DEVA RESISTIR", já explica que quero mostrar a atitude dos que querem alcança-la, a fortuna. 

Assim diz: "Considero seja melhor ser impetuoso do que dotado de cautela, porque a fortuna (...) se torna necessário, querendo dominá-la, bater-lhe e contrariá-la; e ela mais se deixa vencer por estes do que por aqueles que procedem friamente. A sorte, porém, (...), sempre é amiga dos jovens, porque são menos cautelosos, mais afoitos e com maior audácia a dominam."

Pense nisto e afortune-se.

Felicidades.

 

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